terça-feira, fevereiro 28, 2006

Carnaval 4


Parole parole parole... (uma canção italiana que traduz com rigor matemático o que devem estar a pensar das minhas promessas...)
Mas tenho uma boa desculpa: Promessas de Carnaval, leva-as o vendaval...




lavadeira e polícia (o mano Paulo)


Pois...


Faltava a autoridade. Que também é povo.
Não o autoritarismo.

A primeira conquista-se pelo exemplo (embora seja também preciso que o Carnaval de afirmações sem nexo, que se tornaram hábito nas bocas de toda a gente, a não destrua com generalizações abusivas que põem em causa classes inteiras de profissionais dos mais variados sectores, políticos incluídos... eu também não generalizo). A primeira tem sentido duplo. Baseia-se no respeito recíproco, no diálogo, na partilha de ideias e pontos de vista.

O segundo... bem... o segundo é sempre de cima para baixo. É (um pouco?) como um Pai obrigar o filho (que chora desesperado) a vestir-se de super-homem, seu herói de juventude, quando o filho só queria ser outra coisa... A esses Carnavais estamos nós muito habituados e não duram só três dias... Um dia conseguiremos vestir-nos para sempre com as cores que melhor servirem a causa da Educação. Eu ainda acredito.

Fiz um esforço sério desta vez. Não deu grande resultado, mas tenho a consciência tranquila.

ADENDA: A minha Mãe veio até aqui e corrigiu: o mano Paulo não é um polícia mas um capitão do exército (vêem os galões? Como há capitães na polícia, o erro não foi grave)... As memórias das Mães são sempre de fiar. E, já agora... olhem lá para esta menina aqui em baixo... não, não sou eu, é a minha Mãe pequenina (as Mães um dia também foram pequeninas... acreditam?). O disfarce? Não reconhecem? Pois é o de minhota que mais tarde foi também o meu... heranças de família... do povo. Com todo o orgulho. Quanto a esta ligação ao Minho... não sei de onde vem, eu cá sou alfacinha e os meus pais são do Ribatejo...

4 comentários:

Salimini disse...

Moito presioso

Piedade Martinho disse...

Filhota,
A explicação para o vestido de minhota
não tem a ver com as "raízes" da Família, mas sim com o gosto da tua bisavó Rosa que o mandou fazer à "avó" Jú (quase 90 anos) expressamente para mim. O vestido ainda existe, em bom estado de conservação, talvez para ser utilizado no próximo Carnaval pela nossa Inês (14 meses, residente em Bruxelas).

3za disse...

Ora bem! A prova que completa o enredo de simplicidade das histórias do povo. Tudo coisas artesanais com raízes no Amor. Eu vi o fatinho este Natal... e nem acredito que um dia coube lá dentro. Obrigada Mãe!
Tem sido engraçado este Carnaval revisitado... Beijinhos

3za disse...

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