domingo, fevereiro 28, 2010

E voa...



Primeira experiência (cheia de ignorâncias, mas de muita curiosidade) de vídeo inworld... (SL). Machinima? (falei há tempos na teia) Talvez um dia... Agora queria só ver como ficava sem gastar muito tempo (que não tenho no momento). Precisava de descansar de outros afazeres. Criar é quanto me basta.
Me singing... Autora do poema. Música (princípios dos anos 2000) em parceria com Carlos Sequeira responsável por todos os arranjos (que inspiraram a melodia) e pela produção final do som. Tudo coisas caseiras. Gravei a voz aqui no meu PC... os arranjos foram feitos por ele em casa dele. Cada um trabalhando em separado e partilhando gravações. Admirável mundo novo! Experiências que continuámos a fazer, já depois da banda Piratas do Silêncio ter terminado. Tudo fechado em gavetas e interrompido quando saí da minha antiga escola (o Carlos é professor de Educação Musical lá e era o guitarrista da nossa banda - um dos principais mentores e inspiradores do trabalho dos Piratas).

(Um destes dias, quando me cruzar com ele lá pelas bandas da Luísa Todi, vou propor que não se perca a energia, pois acho que ainda temos caminho para fazer...).

Na ficha técnica está tudo o que é preciso, excepto que a montagem final foi feita com o Windows Movie Maker.

(Quando crescer e voltar a ter tempo... repetirei a experiência... na esperança de melhorar a técnica.)

Visitações


Uma iniciativa muito interessante aberta à participação de todos...

sábado, fevereiro 27, 2010

Perfect weather to... fly. (Away?)

Are we having the time of our lives?
Are we coming across clear?
Are we coming across fine?
Are we having the time of our lives?
Are we part of the plan here?
We have the driver and time on our hands
little room and the biggest of plans.
The days were shaping up,
Frosty and bright.
Perfect weather to fly.

Perfect weather to... fly. (...)



sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Caminhar ao ritmo possível: um direito de todos (?)


As turmas são grandes demais. Em especial as dos alunos do 1º ano (5 - 6 anos).
Eles são muito pequeninos, ainda pouco autónomos, alguns muito imaturos (frequentemente os que não frequentaram "pré", mas não apenas... muitos dos condicionais com 5 anos, outros por outras razões... faltas em excesso, pouca estimulação precoce...), outros, por vezes, apresentam atrasos cognitivos (em certas zonas críticas da cidade) e podem ser mais do que um numa sala de aula.
Mais de 20 (é o que encontro habitualmente) faz com que o professor, muito naturalmente, gaste o tempo de apoio mais individualizado junto das crianças com mais dificuldades. Nunca foi diferente. Os "mais abandonados" são geralmente os alunos que conseguem e conseguiriam ir (ainda) mais longe mais depressa, que querem mais, que têm sede e fome, que precisam de nós tanto como os outros, que podem ficar mais tempo sozinhos porque não se desconcentram nas tarefas, porque são persistentes, normalmente pacientes (nem sempre), estão no fundo da sala e não "perturbam nem aborrecem com as coisas próprias de criança" (a maior parte das vezes)...
Mas a verdade é que precisam tanto de mimo, atenção apoio e estímulo como os outros. E um quase nada pode fazer muita diferença. Magoam-me todas as oportunidades desperdiçadas pelo facto de sair caro ter turmas mais pequenas... precisarmos de mais professores e mais escolas para fazer melhor trabalho. Caminhar ao ritmo possível será realmente um direito de todos? Uma utopia que mora cada vez mais longe?
A vantagem da formação é, também, colocar quatro olhos, quatro mãos e dois corações dentro de uma sala de aula. Por isso eles gostam, os professores apreciam a desmultiplicação de tarefas (a possibilidade de reflectir sobre elas) e, assim, algumas coisas não planeadas podem acontecer
Sei que custaria mais dinheiro... (o que se ganharia em troca um dia?) mas consigo ver dois professores em permanência dentro de uma sala em par pedagógico com estas novas gerações de meninos (maior complexidade emocional, maior imaturidade, muito menor autonomia em geral), sobretudo em certas zonas críticas. Para que todos pudessem ter direito a... e a flexibilização e adaptação curricular, a palavra desenvolvimento (sempre secundária em relação à recuperação - o tempo não estica) deixassem de ser (quase apenas) palavras bonitas no léxico educativo.

Hoje, a propósito de uma tarefa relativamente simples (para a maioria dos alunos de uma das turmas de 1º ano onde estive, mas não para todos), apercebi-me do entusiasmo do Tomás (6 anos) tentando antecipar o problema ("é assim... com as mesmas cores a gente tem de fazer bandeiras mas com as cores nas ordens diferentes"...) mesmo antes da professora o enunciar. Mal viu no quadro o exemplo de uma primeira hipótese, os seus olhos fixaram-se na figura à procura de antecipar a solução. Avançou imediatamente com o número 6 - dá para fazer seis bandeiras diferentes. (Mais tarde perguntei como pensara e disse-me... 3+3 porque eram 3 cores... o que veio a revelar-se um método pouco fiável, como ele próprio reconheceu.)

Já depois da actividade concluída (ele foi dos mais rápidos), enquanto a professora acudia a todos os que não concluiram a primeira tarefa e avançava com mais alguns exercícios complementares para os restantes, eu (que devia ter vindo para casa, porque o acompanhamento acabara) fiquei mais um pouco com ele e lancei-lhe um desafio que sabia não ser simples. Tomás... e se fossem... 4 cores? Olhou para mim e respondeu logo: então... era 4+4 e dava 8 bandeiras diferentes.
Queres experimentar?
O que se seguiu fala por si. A única sugestão que lhe dei foi a de organizar o trabalho mantendo a primeira cor que escolhesse até esgotar todas as possibilidades... o resto ficou por conta dele.
A segunda parte do vídeo (acabou-se a memória do cartão antes dele concluir a tarefa) é como se fosse eu hipnotizada escutando-o a falar... "eu vou falando comigo"... disse-me depois. Eu percebi.
Encantamento.
Depois de concluída a tarefa quis fazer com 5 cores... e não o consegui impedir... mesmo sabendo que... 1x2x3x4x5 ... Eu se não acabar aqui quero levar para casa para fazer...
Lá o deixei absorvido na tarefa e vim-me embora uma hora mais tarde do que o suposto. Tempo mais que bem ganho...






quinta-feira, fevereiro 25, 2010

As palavras fizeram-se para se trocar como beijos...

Lembram-se?
Biblioteca Mil Maravilhas Venda do Pinheiro?
Continuamos as nossas trocas... :)
(Ganho sempre muito mais do que dou.)

Susana: Fiquei muito contente com todas as respostas que nos deste e já transmiti aos grupos o que os deixou muito orgulhosos (Creio que assim deste mais razões para eles aprenderem a gostar de ler). Já temos publicada mais uma história elaborada por um grupo de 1ºano, mas amanhã deve aparecer mais do 1º e do 2º! (Histórias elaboradas na sequência deste trabalho) 
A Rainha Gulosa
 Era uma vez...
Uma rainha
Que vivia num castelo.
Usava pantufas de chocolate,
Um robe de algodão doce,
Um colar de pipocas,
Um pijama de gomas.
Deitava-se numa cama de gelatina,
Com lençóis de mousse de manga.
Tinha uma almofada de molotofe.
Os seus sonhos eram sempre doces.
Era uma rainha muito gulosa.
De tantos doces comer, engordou
E os seus dentes estragou.
Ficou uma rainha feia e mal encarada que já não cabia na porta da entrada.
E pronto final, a história está acabada!

(Alunos do 1º ano - Turma A - Venda do Pinheiro)

Mimo de volta (comentário):

E eu que comecei a ler cheia de fome só a pensar em doces... o apetite a crescer, a água na boca a nascer como um rio, já toda prontinha para devorar as coisas boas da história... quando, de repente, vocês me lembraram, e muito bem, que havia um preço a pagar se eu fosse muito muito gulosa: a saúde estragava-se todinha e eu (que sou uma princesa disfarçada) ainda acabava com ar de bruxa desdentada!
Adorei a história! Quero mais mais mais!!! Já que não posso comer muitas coisas com açúcar, posso ir saboreando as vossas histórias que são bem mais docinhas que as coisas mais doces de que a história fala. :)
Beijiiiinhos mágicos (quem recolhe um destes beijinhos... fica ainda com mais vontade de ler e escrever... É uma espécie de feitiço... bom e doce!)

Reportagem para a Exame Informática - Jornalista Hugo Séneca no nosso Clube Scratch time


Hoje no Clube Scratch time:

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Transparency in education

By Joaquim (Herr Macintosh)

Gostei do conteúdo e da ferramenta.
(Não vou espreitá-la já... porque me falta o tempo para grandes explorações.)


GoAnimate.com: Transparency in education by http://goanimate.com/user/0TNFJrbsmDvM

Like it? Create your own at GoAnimate.com. It's free and fun!

Sempre (mais) professora (que)...

Pois...
Como formadora de professores (formação em contexto), sempre que faço um acompanhamento de uma aula (me desculpem os adultos) centro a minha atenção nos alunos.
A atenção que dispenso ao professor-formando relaciona-se com
- o reforço ou encorajamento de gestos bons para os alunos
- o (meu) exemplo de acção (tomar das rédeas, ou em paralelo) que ajude e promova o saber e descobertas dos alunos, a valorização dos seus produtos, o raciocínio e sua explicação pelos próprios, a comunicação da forma como pensam, ou o que pensam sobre a forma como outros pensaram e, até, a introdução de conteúdo matemático substantivo que por vezes os professores receiam antecipar por considerarem prematuro (a relação de proximidade entre mim e o professor-formando tem permitido essa minha acção de forma natural, o que é muito estimulante)
e, até,
- a correcção de gestos que entenda serem prejudiciais para o aluno em particular, ou para aula em geral (de forma discreta, mas não deixando que não seja feito o melhor possível na aula em que estou presente).
Não estou lá para assistir a nada, para avaliar nada, estou lá para ajudar a crescer quem se deixar contagiar pela minha experiência e entusiasmo.

Acabo sempre por chegar à mesma conclusão, independentemente das características do professor ou das aulas que acompanho: sou sempre muito mais professora do que formadora.
E , por causa disso, até talvez seja boa formadora (não sei, hei-de vir a sabê-lo nos balanços finais) mas é dos alunos que não voltarei a ver (quando os acompanhamentos terminarem) que sentirei mais saudade.
É de dar aulas (mais aulas minhas) que sinto saudade.

Decididamente houve uma razão forte para não ter aceite o convite para ficar como professora na Universidade de Lisboa aos 22 anos. Houve uma razão para não ter aceite nunca integrar os quadros da ESE quando o convite me foi feito, alguns anos depois (antes de ter 30).

Quando finalmente este ano aceitei este papel relacionado com a formação de adultos, sorriram e disseram: finalmente conseguimos arrancar a Teresa aos meninos dela...

Mas a verdade é que não conseguiram. Aprendo muito, sim. Cresço. Cada minuto vale a pena por toda aprendizagem feita e que ainda farei. Mas arranjei mais meninos (centenas), criei muitos laços com eles e, naturalmente, não pude/poderei aprofundá-los. Não são completamente os "meus" meninos. Terei saudades de tudo o que aprendo com as suas descobertas e perguntas. E dos abraços e sorrisos deles. A formação de adultos, por muito desafiante que seja, não é a minha paixão. Nem a minha vocação. Só experimentando poderia ter a certeza.
Gosto destes balanços. Fazem-me pensar que na vida tenho feito sempre as escolhas certas das portas que abro e das que fecho. Paz, portanto. Um bem maior. Sei disso.

Deixo aqui um dos momentos de hoje que não resisti a captar. O anonimato fica preservado porque o nome que eu digo não é o do aluno em causa (depois de desligar ele corrigiu-me... oh professora de matemática, o meu nome não é esse... é... ....... são tantos meninos, perco-me... respondi-lhe eu e... perdoou-me a falha.)
O aluno é de uma turma de 1º ano e tem 6 anos.
Digam lá se não é absolutamente delicioso vê-los a crescer mesmo ali à nossa frente.

Será a imagem que guardarei do dia de hoje. O som dele.
É por isso continuo sempre (mais) professora (que)...
Não tenho remédio. Não tenho cura.
Nem quero ter.


terça-feira, fevereiro 23, 2010

domingo, fevereiro 21, 2010

Alice... (também nome meu)



Alice - Avril Lavigne (Alice In Wonderland Soundtrack)Album: Almost Alice; Genre: Alternative Rock, Soundtrack; Lyrics by: Avril LavigneReleased: January, 2010
Alice is one of the tracks that makes part of the Alice in Wonderland montion picture soundtrack. This song was written by Avril Lavigne who has also performed it. The song has been first released on radio at the end of last month. The entire album will be out on stores on 2nd March, 2010. This material will include 24 tracks. Other artists who have collaborated are: Owl City, Shinedown, Franz Ferdinand and Robert Smith. This picture directed by Tim Burton will be premiered next March 5th, 2010.

(Fonte: AQUI)

Comoção

Pois...

Primeiro isto...

Depois aquilo ...


E
um tempo que parece tão distante apenas porque o tempo é mesmo assim como é: imparável. Meus bandos de pardais que ganharam asas.

E um tempo de recordar o tempo ido quando ainda não tinha ido quase todo.

Hoje um tempo de renovar a crença de que as sementes pegam em muitos solos e dão flores maravilhosas. Flores e princesas.

Miúda grande, minha gaivota ruiva, as tuas palavras aqueceram o dia.


[DSCF4217.JPG]

sábado, fevereiro 20, 2010

Dueto...

... perfeito
para começar o dia

cedo.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Missão cheia de palavras e mimos...

Conheci-as no ano passado (Jacqueline e Susana), numa maratona de poesia de que fui madrinha, e os nossos fios ficaram todos entrelaçados.

[leitura.jpg]

Do encontro nasceu a ideia de um dia vir a colaborar com a Susana (BE 1ºC) e com os meninos da Venda do Pinheiro.

Mês da Biblioteca Escolar 2008

A vida é como é... acelerada e tal, já se sabe. Mas há missões que não recuso e procurámos encontrar uma forma de o fazer para poder chegar aos meninos com palavras e estímulos, com parcerias de escrita, com pelo menos um encontro.

Ontem recebi esta mensagem da Susana:

(...) Cá pela Venda... do Pinheiro temos estado a desenvolver algumas actividades em torno de ti (Deves andar com as orelhas bastante vermelhas:)... Ora queria combinar contigo algumas coisas que passo a enumerar...
- Com os grupos do Primeiro ano, no Clube de Leitura, lemos alguns dos teus "Provérbios Repenteados" e do "Quem conta um conto acrescenta..." criaram cada turma uma história que estamos a pouco e pouco a publicar no blog da nossa Biblioteca. Podias ir lá fazer um comentário?Para as próximas sessões, gostava de trabalhar com eles as poesias cantadas da página do Saborsaber, só que não consigo abrir para ouvir. Podes explicar-me como posso fazer para as ouvir?
- Com os grupos do segundo ano, trabalhámos a história "A Princesa (do Guardador de Porcos) e a ervilha" em que uma turma fez o resumo da história e as outras duas leram as histórias originais e foram identificar as semelhanças e as diferenças... Ora com estes meninos, gostava agora de partir também para a construção de uma história deles, mas pensei em aproveitar o q já tinhas sugerido, de construirmos uma história contigo... Pode ser? Gostava de aproveitar para dinamizar o blog da Biblioteca e pensei em iniciar o texto com uma turma, tu fazias uma contribuição, passado duas semanas continuava com outra turma, tu fazias outra contribuição e acabava com a terceira turma mais uma contribuição tua, pode ser? Da nossa parte colocávamos as nossas contribuições no blog e tu ias sugerindo através dos comentários ou enviando mails.
- Gostava de promover algumas sessões contigo de "Encontro com a escritora" na Feira do livro de Verão, a realizar dia 31Maio e 2 de Junho. Podias cá vir num desses dois dias? (...)

O que acham que respondi?

Pois...
Acordei (muito) cedo e meti mãos à obra antes de começar o dia que vai ser longo. Lá regressei ao www.saborsaber.com para ver o que se passava e descobri que o imeem acabou em 2009 (foi adquirido pelo myspace) e todos os links para as canções estavam inactivos (aqui na teia devem existir muitos nesse estado...)... Recordar a custo como trabalhava com o front page, como transferia ficheiros para o meu domínio, como usava o ftp e outras coisas assim. Não foi fácil, mas consegui e penso que o problema ficou resolvido.

Depois fui até ao blogue da BE www.bemilmaravilhas.blogspt.com ... aqui e aqui para deixar palavras de carinho e incentivo aos meninos de 1º e 2º anos que estão a trabalhar os meus poemas e histórias.



Está frio hoje?

Engraçado...
Não parece!

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

De madrugada até ao infinito...

Oh professora Teresa, hoje é para a nossa aula que vai? (Apanham-me na rua e aquecem logo o início da manhã, pelas 8, para contrabalançar o frio tremendo de hoje)
É.
Sorriso
E o que vamos fazer?
Supresa...


Antes, porém, a turma de 5º ano de percurso alternativo. Apenas 6 apareceram. São tão grandes, tão mais altos que eu, tão pequenos como todos os outros no essencial...
Com eles lembro-me sempre do principezinho e da rosa. Primeiro estranharam-me. Agora acho que já estou entranhada neles e acolhem-me sem desconfiança e até com um toque de carinho meio disfarçado de rebeldia.



A professora quando se for embora podia levar a Matemática consigo? É que eu não gosto nada disto!
Não, não levo comigo a Matemática... Já tenho de sobra nas minhas aulas...Mas gostava de levar uma coisa comigo...
Que coisa?
Uma boa recordação do trabalho convosco.

Período de concentração mais que curto, mas foi possível algo bonito, mais uma vez.
E trabalharam e fizeram descobertas.
E em vez de carrinhos eu posso fazer corações?

Podes.

(O pormenor da legenda que fui encontrar depois é verdadeiramente delicioso)




Corrida de Setúbal para Azeitão e toda a tarde na Escola. O FFred esteve connosco no Clube e foi maravilhoso ver a felicidade deles quando perceberam que tinham à sua disposição o misterioso e virtual Avô Fred, que comenta todos os seus projectos, para os ajudar. A sala tinha mais de 25 alunos hoje (Clube). Não dou conta do recado...
Obrigada FFred!!!
.

Passaremos a ter o FFred uma vez por mês connosco...
E foi assim que projectos complexos hoje conseguiram ver a luz do dia. Porque eles são pequeninos, mas tenho ali um núcleo de craques que avança voando e eu já sem asas que lhes cheguem.

Deixo amostra do que já se consegue fazer por lá... (Eles têm apenas 10 anos.)


Scratch Project


E o Driggo juntou-se a nós. Um pedido de uma colega para um menino da turma do filhote: ele ouviu o Bernass... e como o Bernass adora... a mãe do Driggo pediu que quando houvesse uma vaga.
Não há vaga nenhuma... mas o coração tem dificuldade em olhar para o outro lado...
Deixa lá vir o menino!
E ele veio...

E ainda tenho de fazer a entrada no blogue do clube

E ainda tenho testes para ver

E os dias começam de madrugada e esticam até ao infinito.

domingo, fevereiro 14, 2010

Ainda Gonçalo M. Tavares... Perna, Paris, Enciclopédia, Ciência


Comprei mais dois livros...

Um guardo para mais tarde...


[A+perna+esquerda.jpg]



O outro está em processo de devoração. Repasto quase terminado. Apetecerá regressar depois para mais maneiras de digerir. Talvez porque, sendo eu dos caminhos da Ciência, reconheço ali as coisas como algumas vezes as pensei sem saber como desenhá-las, e reconheço as coisas que pensava que já pensara mas na verdade, pensando melhor, não pensara ainda, e reconheço as coisas que não reconheço. Gosto de livros que (se) me acrescentam (para além de ideias, sorrisos).


Uma hipótese

A alegria é um catalizador de uma experiência científica; a tristeza, um inibidor.
A tristeza encolhe; como pode um homem triste descobrir algo?
Só quem é alegre arrisca.
A tristeza é anticientífica.


Lentidão
A ciência é lenta porque os fenómenos mentem muito.



(...) Há também uma associação entre desenho e pensamento. Num outro livro, “Breves notas sobre ciência”, escrevo que não acredito naquilo que não se pode desenhar. Os pensamentos devem ser coisas que possam ser desenháveis. Quando não são significa que estamos a entrar no campo do abstracto absoluto. É um pouco por isso que eu gosto de palavras como mesa, cadeira, copo, rua e não gosto tanto de palavras que não são materiais. Quando podemos desenhar uma coisa é sinal de que são coisas que têm volume, ocupam espaço, e isso para mim é muito importante. Está ligado a uma tendência que eu tenho que é de escrever sobre coisas em que se pode tocar e afastar-me tanto quanto possível do abstracto puro. (Gonçalo M Tavares em entrevista AQUI)

(...) Tradicionalmente há a tendência para as colocar quase como se fossem dois inimigos, a ciência e a religião. A ciência como espaço que vai tirando bases e fundamentos religiosos através de novas investigações. Eu acho que podemos não ter esta visão dualista entre ciência e religião. Para já, os próprios métodos científicos pressupõem internamente uma espécie de crença. Aliás, há vários autores que falaram sobre esta ideia: a ciência, dentro dela própria, tem uma crença nos seus métodos. Uma crença que não é uma crença religiosa, não é uma crença num deus ou em vários deuses, mas é uma crença nos seus métodos. Portanto, acredita que os seus métodos conseguem chegar à verdade. E isto é, de certa maneira, uma crença. (
Gonçalo M. Tavares em entrevista AQUI)

sábado, fevereiro 13, 2010

Entre o Sertão e o Sinai...

Entre o Sertão...


e o Sinai...
Google Earth

...passou por Portugal um dia inteirinho para recordar a cor que tem o frio do Inverno.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Pensamento algébrico nos primeiros anos? (Alguns recursos)

Leituras para a interrupção lectiva (preparação de sessões de formação sobre o tema).

Este está já na prateleira à espera há algum tempo... de... tempo!

Edited by James J Kaput, David W Carraher, Maria L Blanton
Series:
Studies in Mathematical Thinking and Learning Series

LEA - Lawrence Erlbaum Associates

NCTM - National Council of teachers of mathematics

Encontrei na internet os Capítulos 10 e 11:

Carraher, D.W., Schliemann, A.D. & Schwartz, J. (2008). Early algebra is not the same as algebra early. In J. Kaput. D. Carraher, & M. Blanton (Eds.), Algebra in the Early Grades. Mahwah, NJ, Erlbaum, pp. 235-272.

Peled, I. & Carraher, D.W. (2007). Signed numbers and algebraic thinking. In J. Kaput. D. Carraher, & M. Blanton (Eds.), Algebra in the Early Grades. Mahwah, NJ, Erlbaum, pp. 303-327 (now Taylor & Francis).

From the Back Cover (AQUI)
This volume is the first to offer a comprehensive, research-based, multi-faceted look at issues in early algebra. In recent years, the National Council of Teachers of Mathematics has recommended that algebra become a strand flowing throughout the K-12 curriculum, and the 2003 RAND Mathematics Study Panel has recommended that algebra be “the initial topical choice for focused and coordinated research and development [in K-12 mathematics].” The book provides a rationale for a stronger and more sustained approach to algebra in school, as well as concrete examples of how algebraic reasoning may be developed in the early grades. It is organized around three themes:*The Nature of Early Algebra*Students’ Capacity for Algebraic Thinking*Issues of Implementation: Taking Early Algebra to the Classrooms The contributors to this landmark volume have been at the forefront of an effort to integrate algebra into the existing early grades mathematics curriculum. They include scholars who have been developing the conceptual foundations for such changes as well as researchers and developers who have led empirical investigations in school settings. Algebra in the Early Grades aims to bridge the worlds of research, practice, design, and theory for educators, researchers, students, policy makers, and curriculum developers in mathematics education.



Mais recursos:

Welcome /About Early Algebra / Research / Publications / Lesson Materials / Resources

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The Polar Express to early algebraic thinking (artigo NCTM)

Álgebra no ensino básico João Pedro da Ponte; Neusa Branco; Ana Matos

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Semente...

.... só

Pequeno: é o que devíamos responder (e fazer?)

Dia de aula de Matemática e Clube Scratch time tudo seguidinho.

Segunda aula, nova conquista. X cumprindo a promessa compenetradamente.
Outro aluno disse-me que ia tentar portar-se melhor...
X começa a ser surpresa para os colegas e fonte de inspiração? Veremos...


Se espreitarem aqui saberão dos gestos de X (B) que de dia para dia controla melhor a concentração nas tarefas, o empenhamento nelas, e faz progressos dignos de registo na velocidade de raciocínio e capacidade de relacionar conhecimentos (falo do Scratch... com consequências depois nas aulas... ou assim me parece)... continuando a ser a criança que é e tem de ser.
"Oh professora, tem uma tesoura? A espada é para fazer assim uma espécie de gancho e ser mais bicuda." Ajudei. O cliente saíu satisfeito e partiu de espada na mão com um sorrriso.



Lá para os lados do Clube... hoje também um vídeo mostrando a Marisa (10 anos) a resolver ao vivo os problemas de um projecto mais complexo que obrigou a pensar, a escrever, a ler. Lidar com vários tipos de informação em simultâneo, conseguir a concentração necessária para articular os vários aspectos em jogo. O desabrochar da persistência tão fundamental no nosso caminho...
Gosto de os ver crescer à minha frente.
Absolutamente mágico esse caminhar, esse despertar.

Lembrei-me hoje durante toda a tarde (enquanto pulava de cadeira em cadeira a apagar os fogos e a distribuir as atenções e mimos) de uma frase de um livro (premiado há tempos) feito a duas mãos por dois amigos:

"Pequeno: é o que devíamos responder quando nos perguntam o que queres ser quando fores grande?"

Acho que consegui sempre responder a palavra certa e depois descobri como guardar em mim o que mais me mantém próxima deles: a memória do que fui e sentia com a sua idade.
Talvez por isso me sinta sempre bem entre eles e eles o pressintam e me deixem ajudá-los a aprender a andar de bicicleta sem rodinhas de apoio, bem lá em cima, no céu mais alto ao seu alcance.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Dizer...

Sessão de formação de 2º Ciclo de hoje adiada por conta de umas reuniões intercalares coincidentes... O dia estendido de mais algumas horas sem horário marcado, sem necessidade de sair a correr para estar em Setúbal às 15:30 e regressar já de noite.

Posso vir à teia...

Dizer do X (que exaspera tudo e todos desde o início do ano... professores, direcção, colegas) uma história tranquila. Aquelas de que mais gosto porque se vestem de esperança no que há-de vir. Mais uma vez fui cedo para a aula... Agora a maioria vem mesmo atrás de mim. Que não é preciso, que podem esticar o intervalo de almoço mais um bocadinho, mas quem quiser... desde que venha com espírito de aula e não de recreio... pode aparecer. Adiantamos coisas, conversamos um pouco. Começa a ser ritual. O X também veio. Pela primeira vez. Só há pouco tempo eu e o X encontrámos uma forma um pouco mais serena de conviver em aula. Mesmo no Clube era complicado... mas gradualmente fomos encontrando os fiozinhos necessários para o tempo se passar com menos zangas e mais coisas de aprender. Esses fiozinhos foram também caminhando até à aula, mas ainda não de forma completamente estável. A agitação e a fala sem controlo continuaram, embora o trabalho e organização tenham vindo a melhorar aos poucos.
Hoje entrou agitado. Mais uma vez e outra e outra... chamada de atenção. Levantou-se e veio dizer-me baixinho que tinha razão para estar eléctrico (já se habituou a uns quantos rótulos que escutou e usa-os como arma e desculpa): Sabe, professora, a minha Mãe foi operada ontem... Pois é, X, não concordo nada contigo... Não devias estar mais eléctrico... Olhos baralhados, atenção captada (ainda não tinha tocado para a entrada, estavamos no nosso tempinho "pré"). Vou contar-te uma história... Tive uma vez uma aluna que passou pelo mesmo... a Mãe estava muito doente e ela decidiu, pelo contrário, portar-se cada vez melhor e ter os melhores resultados para lhe poder dar sempre as melhores notícias e ninguém se queixar de coisa nenhuma. Sabes... Às vezes o melhor carinho que podemos fazer aos pais, sobretudo quando eles precisam de calma para recuperar, é tirar-lhes as preocupações connosco do caminho... Por isso, acho mesmo que devias fazer um esforço para dar esse miminho à tua Mãe. Ela vai precisar disso e não de mais queixas por andares... eléctrico...
As palavras pareceram ter algum efeito... Encostou a cabeça ao meu braço (como faz no Clube) e regressou ao lugar mesmo à minha frente. Ainda se agitou por mais uns minutos mas, subitamente, disse em voz alta sem aviso: prometo que me vou portar sempre bem a partir de agora... 1, 2, 3... começou agora a contar... E calou-se. Abriu o caderno. Colocou o dedo no ar (queria saber a data, a lição... que habitualmente pede várias vezes em voz alta a propósito e a despropósito, amuando se lhe chamo a atenção... agora assim já não vou escrever nada nem a data nem a lição!!!!)
E mais dedo no ar... para responder, para colocar dúvidas... Sempre silêncio, dedo no ar... dedo no ar... dedo no ar. Corpinho pequenino direito, contido, sem a habitual agitação. Aguentou hora e meia de comportamento irrepreensível, trabalhando serenamente e sempre atento e concentrado. Um exemplo para muitos numa aula que sendo viva, não é (nada) fácil.
No final da aula, depois de tocar, pedi-lhe a caderneta. Deu-ma meio intrigado, mas já adivinhando. Escrevi à Mãe (no meio de mil recados acumulados este ano queixando-se do seu comportameto em todas as aulas)... expliquei o que havia acontecido, a promessa dele, o comportamento excelente durante esta aula. Foi assim uma espécie de contrato a que procurei vinculá-lo, pois a história ficou escrita com rasgados elogios à sua conduta e com o registo do prometido. Aproveitei para desejar rápida recuperação por escrito, e reforçando oralmente ao X, porque as crianças têm vida e têm família. Todas elas. É fácil esquecermo-nos disso nesta forma de organizar o tempo da escola e dos professores, que pouco tempo deixa para respirar, escutar o outro, prestar-lhe atenção. Vórtice absurdo. A ele disse-lhe: não chega uma aula, X. Não chega ser apenas na minha aula. O esforço que fizeste hoje mostra do que és capaz. Tens de continuar a fazê-lo e vais ver como até sentirás que és tratado de outra forma... com mais paciência, mais carinho, mais atenção (da boa, por boas razões).
Despedimo-nos. Em educação não podemos ter a veleidade de achar que resolvemos os problemas todos de uma vez. Este caminho anda a ser traçado desde o primeiro dia... veremos como evolui a partir de hoje. Sem expectativa excessiva, mas registando mais um passo na estrada. Mais uma pequena conquista.

Dizer que tive tempo para adaptar uma ficha de trabalho e enviá-la, como prometi na aula aos meus meninos. Já só me faltam cinco endereços de correio electrónico e foi uma maneira de estender o contacto, uma vez que este ano corro demais e sinto uma imensa falta de tempo para aprofundar os mil caminhos que gosto de fazer com eles.

Dizer que de manhã ainda estive no bairro das mil gaivotas para mais uma aula trabalhada com paixão por uma Professora especial. Primeiro ano (tão pequeninos) e um universo de fantasia com os números, que os envolveu da primeira à última gota da aula.


Dizer que vou aproveitar para descansar um bocadinho, porque o fim-de-semana precisou de mim algumas vezes para colocar o trabalho em ordem e não está escrito em lado nenhum que não podemos descansar um pouco à terça, se trabalhámos no Domingo. Antes... ler algumas coisas para levar para a reunião de amanhã na ESE. Já não precisará de ser à noite como sempre nos dias em que há sessão ou acompanhamentos de aulas. Vou deitar-me cedo, como gosto, e levantar-me muito antes do Sol, como sempre.

Dizer que tive tempo para fazer compras (muita fruta, legumes e outras coisas boas e em falta)... que tive até tempo para fazer uma sopa! (Escolhi o caldo verde.)


Ganhar um bocadinho de tempo extra no dia é como saborear uma sopa quente em tarde fria. Um pequeno enorme e merecido prazer...

domingo, fevereiro 07, 2010

sábado, fevereiro 06, 2010

Scratch@MIT (temptation...)

Scratch@MIT  reimagine, rethink, remix

Scratch@MIT
MIT Media Lab

August 11, 2010 – August 14, 2010

Come to Scratch@MIT and explore the ideas, applications, and joys of Scratch.
Since the first conference in July 2008, the Scratch community has continued to grow and evolve, bringing in new people, new places, and new practices. Join educators, researchers, developers, and other members of the worldwide Scratch community to reimagine, rethink, and remix ideas about learning and teaching with Scratch.
We will gather at the
new Media Lab building

MIT’s Media Lab extension is sheathed in glass and metal screens that allow about half the sunlight into the interior, where twin atriums feel laced together by imaginary diagonals.

on the campus of Massachusetts Institute of Technology (MIT) to: share stories of how Scratch is being used in homes, classrooms, and community centers
participate in hands-on workshops, to learn new Scratch techniques and strategies discuss research examining how and what kids learn with Scratch
explore future directions for Scratch with members of the MIT Scratch Team
Everyone is invited to
submit proposals for posters, demonstrations, presentations, panel discussions, and workshops. Deadline extended to February 15.
We are pleased to announce several exciting keynote speakers, including Sherry Turkle and Henry Jenkins.
Pre-conference workshops will be held on August 11, with the main conference events taking place August 12-14.
AQUI

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Boas memórias de 2008...

http://tempodeteia.blogspot.com/2008/07/contrastes.html

http://tempodeteia.blogspot.com/2008/07/em-cima-do-acontecimento.html

http://tempodeteia.blogspot.com/2008/07/boston-cambridge.html

http://tempodeteia.blogspot.com/2008/07/na-memria-uma-cidade-especial.html

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

Como se faz para enfeitiçar o tempo?

Comecei a manhã numa escola de 1º Ciclo em Setúbal. Entusiasmo, aventura, descobertas Matemáticas. Perfeito.
De corrida para casa... corrigir um texto em falta para a ESE e enviá-lo, rever mais uma planificação que um formando enviou para amanhã, preparar um "flipchart" para a tarefa da minha aula de Matemática, pensar que a havia gravado numa pen, comer qualquer coisa e avançar mais cedo para preparar tudo.
Entrar antes da hora na aula, já com alguns meninos e meninas atrás de mim, ouvir confissões de dois rapazes que me disseram ter escrito duas cartas para duas colegas da turma que colocaram no cacifo delas (ai a Primavera!), deixá-los espreitar/roubar uma das fichas com a tarefa que iam lendo e magicando como resolver (ainda o toque de entrada vinha longe), colocar a pen, ligar o quadro interactivo, abrir o Activinspire e perceber que nada lá estava... Gravei, sim... mas numa pasta do PC, convencida que era a da pen (têm o mesmo nome). Ok. Improviso o espaço para cada grupo ir lá apresentar os resultados. A tarefa começa... entusiasmo, descobertas à velocidade da luz, quero guardar conversas, fotografar momentos... onde está a máquina? Ficou em casa junto ao PC onde estive a descarregar as fotos da aula da manhã com os meninos de 3º ano... Ok, pronto. Fica para a próxima. Toca. Ficamos sempre a marinar mais um bocadinho e depois é sempre a correr para o Scratchtime. Ah! É verdade! Vem cá um repórter da Revista Exame Informática fazer uma reportagem no dia 25... fotos... vídeo para o site deles... preciso que os pais voltem a dizer o que autorizam que possa ser recolhido. Ah! Ainda há meninos que não me enviaram o endereço de correio electrónico... Não esqueçam! A caminho do Clube... sem máquina fotográfica, pois... Felizmente as minhas pioneiras Cady e Sara vieram... e a Sara depois de me ver a correr de um lado para o outro com cara de quem precisa mesmo de ajuda, acedeu a
fazer ela a entrada de hoje no blogue do Clube (algo que voltarei a pedir aos pioneiros... preciso de delegar...).
Já no final, a Inês, de pergunta em pergunta, enquanto arrumamos cadeiras e computadores, acaba mesmo por me perguntar quem me fará o jantar. Podias ser tu... hoje não tenho lá muita energia...e estou sozinha... os gatos e o cão ainda não aprenderam a cuidar de mim... Fechamos a porta, saímos. Dá-me o braço na rua (é magra e alta) e continua: podia fazer um ovinho mexido e uma massinha... com um fiambrinho. Eu: boa ideia... menos o fiambrinho porque não tenho e não gosto muito... (prometi-me interiormente que o faria e depois lhe contaria que o havia feito...). Chegar a casa e ligar o messenger para procurar o Cara-Metade agora no Brasil
depois de África e antes do Egipto. Era mais para dizer, vou ali, já venho, porque os gatos e o cão e eu e comer e massa e ovo mexido e essas coisas... Então eu vou até à praia um bocadinho, porque já mereço descansar uma horinha. Vai e depois daqui a pouco já falamos.


Fui. Ele foi. Voltaremos daqui a pouco a encontrar-nos na esquina possível do dia. Lá são menos horas. E há praia e mar. Aqui a noite cai e choveu. Faz frio.
Mas tenho ovo mexido à espera. E massa. E histórias nos bolsos. Tantas histórias...
Os dias correm mais velozes do que eu.
Como se faz para enfeitiçar o tempo?
Como se faz fazê-lo esperar por nós?

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

A moça tecelã

A mana Lena partilhou comigo... depois de ter lido o enlear e desenlear de há dias aqui na teia...

Conto a conto... um recanto para quem goste de se deixar encantar...

A Moça Tecelã... uma das partilhas.
Conto belo belo belo... tão a jeito para esta teia...

Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear. Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor de luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte.Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos de algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela. (...) ler mais

[Bordado.JPG]

Ilustração: bordado das irmãs Dumont

http://grupocontoaconto.blogspot.com/

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Hung-Hsi Wu - a Matemática que os professores deviam saber


Comecei por receber esta informação:
http://mat.fc.ul.pt/noticias/arquivo/a-matematica-que-os-professores-deviam-saber


E depois esta:

Queria, mas não pude estar presente.

Uma formanda de um dos meus grupos de formação do 1ºC foi à sessão de dia 30... e trouxe-me notas valiosas. Daqui à descoberta do universo de Wu, foi só um passinho...

É aqui (http://math.berkeley.edu/~wu/)... e já imprimi materiais indispensáveis (destaque para os relacionados com o ensino de fracções e com a álgebra).

Agora é ir encontrando o tempo para ler, ler, ler... beber, beber, beber...

Se alguém quiser fazer o mesmo... fica a partilha.
(Para reflectir sobre questões de nomenclatura/conceitos ver comentários a esta entrada.)

Sebastião da Gama - um novo recanto na 'net

É aqui: