Segunda-feira, Janeiro 16, 2012

bzzzzzz..... bzzzzzz... bzzzzzz

Não, a Teia não fechou.
A aranha metamorfoseou-se de vez em abelha!




Único elemento operacional do Centro de Competência TIC da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal (ERTE-DGIDC), coordenado por Miguel Figueiredo (também Vice-diretor da ESE), logo...
...tantos locais para ir (país todo - agenda densa), tantas visitas de apoio/formação a fazer a escolas, workshops, seminários, oficinas de formação (muitos sábados), tantos "sítios" na internet para gerir, materiais e recursos para preparar, afastam-me dos tempos de publicação regular na Teia...

As causas são boas, o tempo é que não estica.
Uma missão com que sonhei e que passo a passo se vai cumprindo com cada vez mais escolas a chamar por nós e a levar aos alunos a possibilidade de um trabalho exigente e completo com as TIC.
O nosso portal aproxima-se das 100 000 visualizações ao fim de um ano e de quase 900 professores na comunidade criada.

Se nos tempos mais próximos quiserem "ver-me"...
...  só por aqui:

Portal EduScratch 
Projetos EduScratch - Google Maps
Edu Scratch no Facebook
Site CCTIC-ESE/IPS
EduScratch no Twitter
Scoop.it Segurança na Internet
Clube Scratch time
Correio da Educação

E euzinha no Facebook (Teresa Martinho Marques), porque é mais rápido publicar do que no blogue...

bzzzzzzz bzzzzzzz bzzzzzzz

E é apenas por estas (boas) razões que a minha Teia anda um bocadinho às moscas...

(Imagem da abelhinha aqui)

Domingo, Dezembro 25, 2011

Sexta-feira, Dezembro 23, 2011

Sábado, Dezembro 17, 2011

Últimas (tantas!) EduScratch...

Natal a qualquer hora... (partitura)

André Cabaço http://www.myspace.com/andrecabaco3, músico e professor de música na AB1 de Aiana de Cima (e escolas do mesmo agrupamento), fez a partitura da canção de Natal que eu compus e produzi "artesanalmente", há uns anos, para os meus alunos (e que Aiana cantou ontem na Festa de Natal). 
Quem perceba de música e queira aproveitar/usar este recurso com alunos, pode agora fazê-lo com mais facilidade.
 (Obrigada, André!)
 Ensaio geral para a Festa de Natal (dei um modesto contributo com a guitarra, porque o músico é o André :)

será...

... que foi


um dia...

... fiz uma


Sexta-feira, Dezembro 02, 2011

A longa (e bonita) viagem de um postal de Natal feito com o Scratch...



Já passaram quase três anos sobre o seu nascimento...
Viajou pelo MIT -  http://scratch.mit.edu/projects/teresamar/344195 - onde foi destacado pela equipa  (um dos featured projects na altura).
Viajou para o portal Scratch SAPO, quando ele nasceu, e aí se manteve sossegadinho à espera...

Scratch Project

No ano passado, o Scratch invadiu a EB1 de Aiana de Cima pela mão da professora Ana Chambel e, este ano, todos os professores dessa escola foram contaminados.
Resultado?
Todas as turmas de Aiana de Cima estão a trabalhar com o Scratch em sala de aula... Quatro turmas do 1.º ao 4.º ano.

Um dia descobrem este postal e têm uma ideia: por que não cantar esta canção no momento em que todos os meninos da escolinha se apresentam na festa de Natal do agrupamento?
O professor de música escuta/vê o postal no computador... escreve uma partitura (que a autora não percebe nada de música) e ensaia todas as crianças em conjunto com os professores.
Os meninos produzem projetos Scratch alusivos ao Natal para projetar durante a canção e aqui a 3za é convencida a estar presente, enquanto autora do postal e da canção (e enquanto parceira de aventuras com as TIC), para acompanhar com a sua guitarra (o professor de música também, um de cada lado) as quatro turmas a cantar na festa.

Resultado?
Dia 15 lá irei de manhã para o ensaio geral... Dia 16 lá estarei na festa de Natal ao lado dos meninos que tenho acompanhado enquanto elemento do CCTIC-ESE/IPS. O papel do técnico tem de ir muito mais do longe do que apenas o apoio eficaz, eficiente e distante... Ele deve ser motor de sonhos, entusiasmos e de sementes. Um jardineiro. Porque não deixa nunca de ser professor, ao lado dos seus pares, adoptando como seus os meninos de outros, enquanto não regressa às suas turmas. É assim um professor com o desejo de chegar a mais escolas, mais meninos, abraçando mais causas do que apenas a sua.

Porque as TIC são feitas de gente... e só entrelaçadas com as pessoas chegam mais longe e mais fundo até ao lugar mágico onde se aninha o coração...

Terça-feira, Novembro 22, 2011

A vida: surpresa, paciência, criatividade e humor!



Uma das coisas de que mais gosto no trabalho com a ferramenta Scratch (programação de computadores - descarregar aqui: http://kids.sapo.pt/scratch/download), colocada nas mãos das crianças e jovens, é a não_formatação do pensamento, a surpresa constante, a criatividade, o desenvolvimento cognitivo e comunicação de raciocínios e o humor revelado pelas crianças um pouco mais crescidas (especialmente a partir do 2.ºc... ou final do 1.ºc). Tudo isto misturado num ambiente onde a concentração e a persistência são treinadas de forma intuitiva, onde a resolução de problemas se torna uma necessidade (deixando de ser um papão) e onde perguntar, partilhar e comunicar são o meio mais importante para avançar e crescer.

Longe de ser uma brincadeira, a atividade de programar é exigente e complexa. Desafia os limites da nossa paciência, replicando a vida de forma muito peculiar. Os problemas que o caminho de viver nos coloca são geralmente inesperados e desformatados (não têm limites bem definidos, nem páginas de soluções já prontas a usar), apelam a experiências anteriores, à aplicação de conhecimentos a novas situações, exigem abordagens criativas, adaptação às circunstâncias/limitações e, sobretudo, são suavizados pela força da alegria e do humor (amor) que nos fazem avançar, mesmo nos momentos mais difíceis.

Este ano, no Clube scratchtime, temos uma garota de 11 anos que nos coloca mil sorrisos na boca de cada vez que publica um projeto. http://kids.sapo.pt/scratch/users/Raquel26
Chama-se Raquel... mas podia chamar-se Felicidade... pois...

Nestes tempos sombrios... uma lufada de ar fresco com aroma de morango.

Scratch Project

Scratch Project

Scratch Project

Scratch Project

Comunidade de educadores interessados em saber mais... EduScratch .

Terça-feira, Novembro 15, 2011

Sons de Scratch... aqui e ali...



Mais uma manhã mágica em Aiana de Cima! Na turma do 1.º ano (professora Ana Chambel), ainda sem computadores, apresentámos o Scratch em grande grupo e, depois, fizemos um jogo do tipo "o chefe manda"... Um a um os alunos deram instruções de deslocação a um colega para o fazer chegar a um determinado local (n passos em frente... n passos para trás... roda para a direita e fica a apontar para... roda para a esquerda e fica a apontar para...). Orientação, lateralidade, pontos de referência... uma área do currículo onde o Scratch pode ser uma valiosa ferramenta de apoio. Na turma do 2.º ano (professora Carla Marques), alguns alunos já tinham o Scratch instalado nos seus Magalhães, outros já avançavam com algumas operações, outros aguardavam que instalássemos a ferramenta e, finalmente, depois de tudo pronto, lá nos aventurámos todos (vídeo a caminho) :) Uma breve apresentação e mãos na massa! A ritmos diferentes, com experiências diferentes, e explorando o que mais os cativou, o tempo passou num instante e nem demos por ele. Muitas aprendizagens e muito entusiasmo! Vamos regressar! :)

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Domingo, Novembro 06, 2011

Technology In Education - Why?

Digital photo-painting...

... experiências

CREATIVE ESCAPES - Marjorie Yang: innovation is the key to lifting people out of poverty


Um texto de Marjorie Yang para reflexão... (com uma referência ao Scratch, no final...) 
A ler com atenção.

28 Oct 2011-South China Morning Post

CREATIVE ESCAPES

Marjorie Yang says that innovation is the key to lifting people out of poverty, and women are often best placed to find creative solutions to seemingly intractable economic problems
Women can play a much more active role in incubating and promoting change...
(...)
Such examples exemplify how women can play a much more active role in incubating and promoting change. Women’s keen abilities in observing, relating and questioning are important skills for an innovator. Society needs to provide women with an empowering environment with opportunities for exposure, networking, taking risks and experimenting with new ideas and initiatives.
In the long term, at a macro level, education is key for innovative environments. Much is done to foster creativity at college level, but this will only have a limited effect if the effort is not extended to education at secondary and even primary levels.
 

Fortunately, bright innovative minds are working to address this problem. One project of note is Scratch, computer software developed by MIT Media Lab, that allows young children to create programs and multimedia content. It is now used by many schools worldwide. Education systems should seek to nurture and reward the creative, problem- solving mind.
Those who innovate hold the greatest potential to bridge societal gaps. In particular, women, who are the core on both domestic and professional fronts, are in a position to build a culture for innovation at home, work, and across society."


 ...
Marjorie Yang is chairwoman of Esquel Group and a non- official member of the Executive Council. This article is part of a monthly series on women and gender issues developed in collaboration with The Women’s Foundation

Semear... crescer... ramificar... (depois secar?)


Tudo começa com sonhos.
Sonhos teimosos.
Agora, devagarinho, entramos cada vez mais nas salas de aula, com a ajuda dos professores que se vão rendendo à alegria de ver os seus alunos criar, produzir, pensar, refletir, crescer através do uso de tecnologias entrelaçadas com humanos gestos, humana mediação, ao serviço da invenção, da produção de conteúdos. Quando vemos crianças nos primeiros anos a usar o X e o Y para se localizarem no espaço, crianças do pré-escolar a desejarem escrever para animar as suas próprias histórias, a desejarem ler para compreender as instruções que lhes permitirão dar voz a projetos seus, compreendemos que há ferramentas que nos levam mais longe no conhecimento (mais cedo e mais depressa). Em vez de as "treinar" apenas no consumo de jogos, que tal ensiná-las a criar os seus próprios jogos e animações?
Não abdiquemos da exigência.
As tecnologias podem estar ao serviço dela e não do oposto.

No 9.º ano já não precisam?
Engraçada, superficial e leviana afirmação.
Escuto testemunhos de professores universitários: os alunos sabem tão pouco. Uma complicação usar um editor de desenho, uma drama definir itinerários ou observar/interpretar estruturas com o google maps ou com o google earth... Skype? Ah... nunca usei (aconteceu-me há pouco com uma aluna - no contexto de uma cadeira de tecnologias na educação - que queria entrevistar-me e se preparava para uma deslocação física sem sentido). Questionam-se alunos-futuros professores: como usarias a tecnologia nas tuas salas de aula? Conheces ferramentas? Ah... levava uns jogos educativos e powerpoints...
Sabem muito sim. Telemóveis, jogos, escutar música. Usar o computador como máquina de escrever... e mal. Pesquisar... sem critério. Muitas vezes, sequer anexar um ficheiro numa mensagem de correio electrónico. Arriscar-se sem consciência. Desrespeitar direitos de autor. Copiar. Deixar numa identidade digital, inconscientemente desenhada, vestígios de uma reputação duvidosa que, no futuro, regressará como boomerang penalizador de percursos pessoais e profissionais. Divertir-se mais do que aprender, sem tirar todo o partido possível dessa ferramenta que só vale a pena se a alma não for pequena. Porque são pessoas que as utilizam, são as pessoas que definem os modos. A tecnologia é inerte.
Sabem muito sim. Na maioria das vezes não sabem o que deveriam saber.
Consumir, consumir, consumir. E criar?

Talvez valha mais a pena refletir sobre o currículo atual das TIC no ensino básico/secundário e enriquecê-lo de tempo e conteúdos para o tornar ainda mais exigente no que se refere ao conhecimento/utilização de ferramentas de produção, à importancia do rigor nessa produção (partilhada com o mundo e imagem de nós), ao desenvolvimento do sentido crítico relativamente ao universo digital em que vivem afogados, ao desenvolvimento de uma ética de utilização social que se entranhe, como se fizesse parte natural de cada um, e (n)os torne dignos da designação "digital natives"...  em todos os sentidos.
E sem dúvida que puxaria a brasa à "nossa sardinha": aprender a programar, conhecer os bastidores de tudo o que utilizam (e o Scratch é uma boa porta de entrada) deveria ser uma meta fundamental desde muito cedo no ensino básico.

Acabar com as TIC...?

Uma sentença de morte no desenvolvimento e no futuro.
Um retrocesso colossal (para usar palavras em voga).


*Foto minha (ESE/IPS) editada com AdobePhotoshop  textura aqui)

Que ave?

No primeiro sábado em que se realizou a Oficina de formação Scratch e Matemática, cheguei muito cedinho à ESE/IPS e fiquei presa a este cantar nostálgico, doce e estranho.
Alguém me consegue dizer de que ave se trata?

video

Adenda:
Descobri um site muito interessante

www.bird-songs.com (vários países)
http://www.bird-songs.com/indexpt.htm (aves de Portugal)

e como não consegui identificar escutando... escrevi-lhes.
Acabei de receber a resposta:

"É o estorninho e no background é uma popa a cantar muito baixinho. O estorninho tem centenas de canções porque imita outros pássaros."

Já percebi por que razão não consegui identificar... :)

Segunda-feira, Outubro 31, 2011

Broas de mel (eu tenho uma teoria sobre elas)

Foi de repente e nem sei bem como aconteceu.
A entrada na teia com a receita das Broas de mel da Avó Mila, sempre foi das mais visitadas... Mas, de há alguns dias para cá, o volume de visitas à entrada mais doce de todas aumentou de forma imensa, intensa, descontrolada...

No mundo inteiro, as pessoas, fartas (quem sabe?) da amargura destes tempos, agarram-se ao consolo do mel com uma sofreguidão indescritível. Ou talvez seja apenas um desejo de recuperar o sentido da palavra Amor tão em falta, tão em desuso, tão abusada e maltratada, tão atropelada pela palavra dinheiro que se está a tornar na coisa mais importante do mundo em vez das pessoas que vivem nele.

Portanto...
Tirem uns minutos neste feriado e... façam umas broas de mel para oferecer a quem mais amam (não se esqueçam de vocês próprios).

Pode ser a receita tradicional...  Receita de Amor - Broas de mel



Pode ser a receita que recriei para estes novos tempos sem tempo... Pedaços de Amor de Mel da Avó


De uma forma ou de outra, cada pedacinho desta receita mágica que saborearem vai trazer-vos à memória cada pessoa que amam, presente ou ausente e, sobretudo, vai trazer-vos ao peito aquele calor especial que só se saboreia quando mastigamos amor e mel bem entrelaçados com as nossas mãos.

Experimentem...

Últimas do EduScratch...

A teia anda abandonadinha... porque há muita coisa a acontecer em paralelo e muitos espaços para atualizar.

E nos links das notícias que aqui deixo, não estão incluídas
a gestão da página do CCTIC - ESE/IPS...
a gestão da conta EduScratch do facebook... do EduScratch twitter (agora seguido no Brasil, Mexico e outros países da América do Sul com o projeto OLPC - "One Leptop Per Children",  e também seguido pela equipa do MIT... depois do sucesso do lançamento da tradução do Guia Scratchdo MIT)

A tudo isto junta-se o acompanhamento de escolas e projetos e a Oficina de Formação para professores do Pré-escolar e 1.º ciclo, que já começou no sábado passado...
sem falar da preparação de mais algumas sessões de formação que me levarão à Guarda, à Amora e a escolas do distrito de Setúbal...

Um frenesim de atividades e projetos que mexem com as salas de aula e cuja continuidade será sempre uma incógnita... nestes tempos estranhos que vão correndo...
Darei o melhor pela missão que escolhi e me foi confiada, enquanto puder e me deixarem.


Clube Scratch time de Azeitão reiniciou as atividades!

Cronograma de atividades do CCTIC-ESE/IPS para 2011/2012

(Mais) recursos pela internet...

Oficina de Formação: Scratch e Matemática - Pré-Escolar e 1.ºC (inscrições abertas)

Eduscratch no IE da Universidade de Lisboa

Recursos: Do ovo à borboleta (uma história de aprender)

Computação Criativa - tradução para língua portuguesa do Scratch Curriculum Guide Draft – Creative computing - MIT

Mitchel Resnick 2011 Prize Winner (McGrawHill Research)

Cheetah, run! (um projeto da Alison Grelha)

Oficina de formação quase a começar...

Projeto EduScratch - Rumo à sociedade criativa

Scratch: das mãos ao digital (Halloween)

Oficina de formação já começou!


Segunda-feira, Outubro 24, 2011

Não deixar...

... morrer a



Computação Criativa - tradução para língua portuguesa do Scratch Curriculum Guide Draft – Creative computing - MIT




Finalmente concluída a tradução para língua portuguesa  do Scratch Curriculum Guide Draft – Creative computing criado no MIT e partilhado no final de Setembro no ScratchED.

A versão portuguesa (.doc) pode ser consultada AQUI . Existe, também, uma versão .pdf AQUI .


A tradução deste guia resulta do trabalho da equipa EduScratch (um agradecimento especial a Fernando Frederico pelo seu enorme contributo na tradução e, também, a Isabel Campeão e Eduardo Martinho pela revisão atenta e rigorosa e inúmeras sugestões que melhoraram imenso a versão agora disponibilizada). Este documento está aberto a sugestões de melhoria por parte dos leitores/utilizadores, de acordo com as suas experiências e conhecimento.

Quarta-feira, Outubro 19, 2011

Do ovo à borboleta... (uma história de aprender)


Entraram os dois, muito pequeninos (5.º ano), no turno da tarde do Clube Scratch time onde estão os grandes. Percebe-se o entusiasmo que o desafio representa e este cheiro de coisa nova é do mais saboroso que há. Calhou ir até lá dar apoio à sessão (no contexto do trabalho do CCTIC de apoio a projetos nas escolas) e ter a possibilidade de os receber de folhinha de inscrição na mão e um sorriso imenso.
O Rafa já conhece o programa. Disse, mal chegou,  O meu pai instalou e eu já usei... E como foi que o teu pai descobriu? Não sei... ele é técnico de informática!
O Bernardo avança depressa. Está no 9.º ano e disse que em Lisboa frequenta um curso de design gráfico. Que lá o Scratch se usa assim como que para explicar várias coisas, porque tem tudo.  Quer fazer um jogo e juntos identificámos problemas, colocámos hipóteses. As dele levaram a melhores respostas. Ao lado a Caddy e a Madalena (pioneiras no uso do Scratch em Azeitão, agora no 9.º ano) ajudam colegas de 7.º ano.
A Andreia desenha, explora, inicia-se no uso do Scratch. O Rafa, seu colega de turma, dá uma ajuda. 
Depois decidimos fazer uma animação. Como poderias fazer o sapo piscar o olho? Isso é fácil! Diz o Rafa. Deixo-o tentar. Tem duas figuras, uma com o olho aberto, outra com o olho fechado. Inicia com o comando “quando clicar em tecla espaço”... e começa a construir o bloco de comandos que darão a ordem ao sapo para abrir e fechar o olho, quando a tecla espaço for clicada. No fundo, tem de arranjar uma forma de fazer a sequência saltar de uma figura para outra. Encaixa os dois comandos: “vai para o traje 1” e  “vai para o traje 2”. Deixo-o encaixar estes dois comandos um a seguir ao outro, sabendo o que vai acontecer. A animação fica rápida demais. E agora? Pergunto eu... Se uma coisa anda depressa demais o que podemos fazer? Pedir para o sapo esperar... é preciso tempo..., diz o Rafa. Vou usar o comando “espera” e encaixá-lo entre os outros dois. Arrasta o comando para a zona de programação e muda o tempo de um segundo para 10. Oh... não parece estar a acontecer nada! ... Ah! Agora fechou o olho... Digo-lhe: Rafa, olha para mim. Quanto duram 10 segundos? Fecho o meu olho... ele olha para o relógio e nem espera... Ah, pois é! É muito tempo! Muda o tempo para 3 segundos. Rafa, olha para mim... vamos contar o tempo...  e fecho o olho novamente... Ah! De imediato... Ainda é muito tempo! Escreve 1 segundo. Melhora, mas não resolve. Tem de ser ainda menos, Rafa! Hummmm menor que um... ( e maior que zero, digo eu). Escreve 0,3... depois 0,2.... Excelente.  Mas só acontece uma vez! reclama ele... Pois... Queres que esteja sempre a fazer? Olha para os comandos de controlo... E o Rafa rapidamente percebe que tem de usar um comando que obrigue a um ciclo contínuo de ação e vai buscar o “para sempre”. Perfeito!
Sabem, Rafa e Andreia, programar é conversar com o computador... e ele só percebe o que tem de fazer, se formos rigorosos nas instruções. Meias palavras não chegam, como entre nós. Ele não pensa... ele faz o que tu lhe mandares fazer. Quem tem de pensar são as pessoas.
E depois podemos fazer coisas mais complicadas?
Podem sim... mas quando começaram a aprender a ler e a escrever, começaram logo com livros do Harry Potter? Riem-se... Não... Primeiro foram as letras... Ok. Então tenham paciência... Estão a aprender uma língua nova... a língua com a qual falamos com os computadores. Quando menos derem por ela... Estão a conversar com eles tu cá tu lá.
A educação deve ser tecida com diálogos exigentes de construção. As crianças podem ir muito mais longe do que imaginamos... com as perguntas certas, com a provocação constante, com esperas adequadas, com desafios crescentes. Se for olhar para as metas de aprendizagem (TIC, Matemática, ...), por certo que vou encontrar por lá enquadramento para uma série de aprendizagens como esta (e muitas mais). As ferramentas podem ser várias, mais ou menos tecnológicas, mas o elemento humano e a mediação são indispensáveis. O professor é sempre essencial e insubstituível, por mais que as tecnologias se aperfeiçoem.

Olho para a Madalena e para a Caddy, agora no 9.º ano, e penso que sou feliz por ter o privilégio de poder assistir ao vivo ao milagre da metamorfose do pensamento: que borboletas lindas sairam das crisálidas!

Terça-feira, Outubro 18, 2011

E se? (Está a acontecer...)

Expectativas...

E se um dia uma turma de PCA (6º ano) descobrisse o Scratch? E se, de repente, quase que por magia, a confiança renascesse, o entusiasmo brotasse, as dificuldades fossem sendo vencidas e o interesse recuperado por outros caminhos alternativos de criação e invenção, com as crianças no centro da ação aprendendo e construindo os seus próprios conteúdos com as TIC? E se de repente a matemática fizesse mais sentido e escrever bem se tornasse algo desejado? E se a realidade fosse ainda mais bonita do que a ficção e do que os sonhos que sonhamos e as expectativas que tecemos para o uso desta ferramenta, em articulação com outras e com a vida?

Escutei via telefone as primeiras histórias desta turma e o que ouvi já me tocou. Brevemente agendar visita a estes meninos e a estes professores...

Uma das professoras envolvidas - Paula Lamy - dizia aos meninos: vocês são a única turma, para já, a usar esta ferramenta e, depois, vão ensinar outros meninos a usá-la (uma das estratégias que combinámos na preparação desta aventura)...
reação: "ohhhhh... - sorrisos - e assim os outros meninos que pensam que esta turma é dos fracos que não aprendem bem, vão perceber que nós também podemos ensinar coisas...".
E se, reconstituída a autoestima, as crianças reconstruíssem as suas asas e finalmente voassem mais longe vencendo muitos dos desafios, limites e dificuldades graves que as paralisam (a elas e às suas famílias) no tempo presente?

Aguardamos o que vai acontecer... Obrigada aos professores desta turma por se terem aberto aos seus meninos dizendo-lhes que também estão a começar e terão muito a aprender com eles...



Fazer acontecer ...

E lá fui, pela manhã do dia 12, fazer a primeira visita de apoio a essa turma especial (PCA), que já está a fazer os seus caminhos no Scratch com entusiasmo e empenho. Na aula de Homem e Ambiente (cujo professor, Paulo Cardoso, também leciona as TIC e matemática) respirou-se criatividade e engenho. Projetos sobre higiene e alimentação saudável, exploração de comandos para fazer animações, uma pequena abordagem às coordenadas, iniciação (para os alunos que vão um bocadinho mais devagar)... tudo tem lugar a seu tempo. O trabalho cooperativo a emergir... quem aprende algo novo ajuda outros colegas. Aos poucos eliminar a palavra "desistir" do vocabulário corrente destas meninas e meninos e fazê-los caminhar em direção à consciência de que sem trabalho nada se consegue. Talvez seja esta a melhor aprendizagem que vão fazer durante este ano... Esteve presente a incansável Paula Lamy (professora de Oficina das Artes e directora de turma) animadora desta ideia que procura levar todo o conselho de turma a trabalhar conjuntamente de modo a proporcionar aos alunos uma verdadeira experiência de interligação entre os saberes, com recurso às tecnologias.

Continuaremos a acompanhar esta história e a partilhar as notícias!