quinta-feira, abril 07, 2011
Você é que é a escritora Teresa?
Devia ser uma pessoa diferente? Como é que vocês achavam que eu era?
Assim... abria a boca e falava sempre em poesia...
Foi assim na Escola B1 dos Milharados (Venda do Pinheiro). A convite da Susana Lopes da Biblioteca Mil Maravilhas.
Num intervalinho por entre a formação Scratch... quase 10 turmas (do 1º ao 4º anos) passaram por mim para uma breve conversinha e miminhos. Perguntas bonitas. Comentários engraçados e... ah... mil abraços e beijinhos!
Sempre boas recordações deste Agrupamento... Tudo começou numa maratona da leitura... depois sessões de animação da leitura e do livro no ano seguinte e, este ano, um encontro (mais breve para os livros) onde se misturaram pistas para avançarem também com as tecnologias.
Sementinhas... sementinhas de todas as formas e feitios...
sábado, maio 29, 2010
Oferecemos uma gota...
"Livros com a Teresa da Matemática"
(para guardar ainda melhor na memória o dia de ontem)
(Obrigada, Ana Fortuna, pelo teu trabalho exemplar, pelas tuas palavras e por todo o teu carinho!)
segunda-feira, março 22, 2010
Mimos em forma de palavra que se trocam como flores...
(Recebo realmente muito mais do que dou. Está a ser uma parceria que não rouba tempo ao tempo que não há: acrescenta-lhe energia.)
Biblioteca Mil Maravilhas: Vamos conhecer o "SaborSaber"
Mimo na volta do correio:
Meus queridos Amigos, acho que nunca ninguém viajou tanto assim por mim e pelas minhas palavras... como vocês... Só mesmo os Amigos fazem isso por alguém: querer conhecê-lo bem e partilhar com ele muitas coisas que se descobrem e aprendem pelo caminho. Por isso fico comovida de cada vez que o meu barco chega aqui à vossa praia e encontra estas ondas tão lindas que são as vossas palavras a falar em voz alta das histórias que vou semeando...Um abracinho apertado para todos vocês!
Biblioteca Mil Maravilhas: "Provérbios Repenteados"
E mais e mais e mais...
Já enviei os meus miminhos de volta:
Olá!Estou aqui toda feliz a ler os vossos “repenteamentos” e a pensar como é bom ter uns amigos assim tão especiais que tal como eu gostam de brincar com as palavras! (E olhem que eu comecei assim pequenina também!)
De repente, sabem o que me apeteceu? Inventar... uns provérbios sobre vocês...
Meninos que com as palavras gostam de brincar, são meninos doces que sabem voar...
Meninos que gostam de repentear histórias, cultivam fadas e asas nas suas memórias...
Quem quer crescer com magia, repenteia palavras todo o santo dia...
Quem como vocês arrisca repentear, sempre consegue ficar feliz e petiscar!
quarta-feira, março 10, 2010
Abraços com palavras...
Hoje mais dois textos (um deles uma história) levaram um abraço de volta em jeito de comentário....
"O vampiro vegetariano"
e
"A Princesa (do Guardador de Porcos) e a ervilha"
Começo a ter vontade de os conhecer...
quarta-feira, abril 01, 2009
Poesia com mimos
Está prometido o regresso...
Deixo alguns momentos como flores guardadas em folhas de diário: mais tarde ajudarão a recordar os aromas do dia...

quinta-feira, março 26, 2009
Nova página da Biblioteca da Escola

terça-feira, março 24, 2009
Muitos mimos...
Pois...
Fui recebida com um imenso carinho...
Ai tantos meninos lendo poesia!
Ai tantos meninos oferecendo-me a doce prenda de me devolver poemas na sua voz única!
Ai o entusiasmo e o empenho, a dedicação das professoras e professores que organizaram e animaram o dia!
E uma surpresa especial...
Um professor e os seus alunos de 6º ano musicaram e cantaram o "palavras pintadas" (escolhido como mote para o dia) ao som de guitarras e de flautas. Doce, forte e comovente. Fiquei sem palavras.
(Eu que falo pelos cotovelos...)
Deixei beijinhos, poesia e a promessa de regressar para o ano, com calma, para podermos conversar um bocadinho e trocar alguns segredos ainda não revelados...
Aguardarei as fotos deles para juntar às mais doces recordações!
A vida tem estas coincidências: a Jacqueline (coordenadora que me convidou) descobriu-me porque há um ano um amigo lhe ofereceu um livro meu... gostou... investigou e... deu comigo. E eu com ela. E pronto. Há gente assim com a qual cruzamos o coração sem ser preciso muito. As palavras são pontes simples mas poderosas.
Ficou o fio preso...
Até para o ano!
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ADENDA: A Guida, que nos acompanhou (foi tão bom revê-la!) deixou este miminho no seu recanto... Pois... Falava eu em mimos...
Obrigada!
segunda-feira, março 23, 2009
José Fanha: Poeta, Blogue, Centro de Recursos
Acabei por descobrir o Poeta no seu blogue... e agora vou aninhá-lo ali nas Teias de palavra e fantasia de que mais gosto.
Há fios que se cruzam assim, por tudo e por nada.
Coisas simples que as tecnologias fazem acontecer como pós de perlimpimpim das histórias das fadas.
Quem precisa de varinha de condão?
(Eu não!)

Gostei muito desta reflexão que por lá encontrei...
OS VOSSOS FILHOS NÃO SÃO TOSTÕES
(A poesia não nos rouba nem a atenção ao mundo, nem a lucidez: amplia-as.)
Ler, ler, ler... os nossos poemas favoritos...

quinta-feira, março 06, 2008
A palavra manhã teve sabor a poesia...
Convite da Coordenadora da BE da Escola Básica 2,3 Lima de Freitas em Setúbal.
Encontro com escritora Teresa e duas sessões de escrita criativa para 5º e 6º anos. Pode ser?
Ai! Nunca fiz nada assim formalmente com alunos! Eu sou professora de Matemática... Será que consigo?
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Adivinhem a resposta. Hoje às oito da manhã a caminho (tudo planeado desde o ano passado).
Às nove eles entram (5º ano).
Dois alunos monitores prepararam um powerpoint sobre "mim"... na primeira sessão fui apresentada/entrevistada através dele, de forma muito original, pela aluna de 9º. Na segunda, pelo aluno de 6º. Um prazer esta forma de começar. Diferente. Saborosa. Estimulante.
O escritor escreve porquê? Escreve como? Onde nascem as palavras que oferece?
Nascem do olhar com olhos de ver por dentro das coisas. Com olhos de escutar até mesmo ao fundo delas. Por exemplo, o teu lápis... como te chamas? Tiago. O teu lápis, Tiago, pode ter coisas para me dizer. Já estou a ouvi-lo... Olha, prometo que vou escrever um poema chamado o lápis do Tiago e depois envio!
Partilha de leituras e histórias sobre livros e escrita.
As funções das palavras... ferramenta, arma, brinquedo... Estão a ver... se eu quiser reclamar num livro de reclamações de um supermercado não me ponho a dizer algo como: estava o iogurte muito bem sentado, na prateleirinha do vosso supermercado e, oh surpresa desagradável, não é que o iogurte... diz logo um aluno: estava todo estragado! Rimos.
Perceberam que há momentos em que cada palavra tem de dizer exactamente aquilo que nasceu para dizer. O poeta o que faz é apresentar palavras que não se conhecem... torná-las amigas de palavras companheiras improváveis, ou só pô-las a cantar com intenções que podem ser verdades ou fingimentos... aí entra Fernando Pessoa e a sua quadra o poeta é um fingidor... - reflectimos um pouco sobre o seu significado (6º ano)... Depois surge António Gedeão, Pastoral, a Ciência, a poesia, as metáforas... vamos buscar a obra do escritor na BE, ficam interessados. Este foi um dos meus primeiros livros de poesia, digo-lhes. Foi? Foi...
Começam a perceber... experimentamos exemplos... Beber o som do livro...
E chegam os desafios de escrita criativa.
Eles soltam-se. Os lápis e as canetas "barram com mel o papel" (roubei a ideia a um aluno)... "fazem caminhos" (outro aluno)...
O primeiro desafio em ambos os grupos foi: A palavra palavra... Continuem a ideia! Resultados excelentes. Para os mais hesitantes, aguns verbos: A palavra palavra sonha, tem, é, fica, faz, morre... todos escrevem o que lhes chega à alma...
(Quando os trabalhos feitos hoje forem divulgados no blogue da sua BE-CRE, acrescentarei aqui uma ligação. E colocarei as fotos que me enviarem, para preservar a memória de um dia tão doce e especial.)
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Antes de terminar a primeira sessão, um dos alunos monitores de 3º Ciclo (também repórter fotográfico do evento, em conjunto com mais colegas) escreveu num pedaço de papel algo para mim. A coordenadora entregou-me. Ele queria fugir. Não leia já... Mas depois deixou. As palavras dele dizem tudo e eu assim não preciso de dizer mais nada. Tocou-me. É o poder que as palavras têm...
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Entre os números e a poesia está a sua melodia.
Entre as imagens e a imaginação está o seu coração.
Na sua vida não há espaço para entristecer.
Apenas há espaço para a alegria, inspiração e uma grande vontade de viver.
Obrigada, Fábio! E a todos os meninos, por uma manhã que não esquecerei...
O prometido é devido:
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O lápis do Tiago
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Tem uma história presa,
quase quase a sair debaixo da língua, diz
(como se os lápis tivessem língua).
Mas este tem. Tem língua, tem boca e fala.
Mesmo que eu lhe diga: shiu!
ele finge que não ouve e não se cala.
O lápis do Tiago agora já não é dele nem meu
escreveu sozinho um poema que é este
e assim
mesmo pensando eu que fui eu
não fui
foi ele, o lápis, que o escreveu por mim.
Flores lindas... que não murcham depois de guardadas num local secreto.(Espreitando na janela dos olhos, podemos saber quase tudo o que se guarda nesse sítio onde só nós vamos...)
domingo, dezembro 09, 2007
Das heranças e dos testemunhos...

Como sabem, coordenei no ano lectivo que passou a Biblioteca da Escola. Foi uma experiência saborosa e exigente, embora menos por decisão pessoal minha do que por necessidade de encontrar uma solução adequada (já que, embora o meu carinho pelo espaço fosse imenso, a minha experiência era nenhuma e, mesmo tendo feito formação durante esse ano, não fosse minha intenção investir a longo prazo nesta área). Empenhei-me, apesar das minhas falhas, para acrescentar algo ao muito bom que já havia, para inovar em alguns aspectos, mesmo sabendo que necessariamente outros (de carácter mais técnico) tiveram de ficar para trás para poder dar resposta a tudo, já que a minha prioridade foi a da animação e angariação de mais leitores e a criação de ferramentas e instrumentos de divulgação que dessem mais visibilidade ao espaço.
Assim, houve necessidade de pensar na equipa seguinte e assegurar a necessária ligação ao trabalho anterior (com formação - o que fiz em Julho ao passar o meu testemunho em ambiente informal de formação da nova equipa) sem tolher qualquer movimento de inovação, sem inibir o natural desejo, para quem inicia o trabalho nesta área, de avançar de acordo com as suas ideias próprias traçando o seu caminho.
A Luísa Marques aceitou o desafio de comandar o destino deste espaço que nos é tão querido (com uma equipa excelente que a apoia e ajuda a colocar em prática as ideias) e tem sido incansável no esforço para não apenas dar continuidade ao trabalho iniciado, mas avançar com novas iniciativas de articulação com o 1º Ciclo e com os Departamentos Curriculares. Para quem não espreita há muito tempo, aqui ficam as pistas para o que se tem passado pela BE-CRE desde o início do ano... Saliento o Boletim número cinco que, na minha opinião, é o melhor de todos os publicados até hoje (conteúdo e forma). Atraente, leve, diversificado... Isto só prova que é importante não criar mitos em torno de cargos, não recear mudar, avançar, preparar mais pessoas para o desempenho de certas tarefas específicas, evitando-se o fenómeno comum do "cai a pessoa, cai o projecto". Com um trabalho de transição cuidado, com a necessária ligação afectiva, que é o mais importante que podemos ter nestes tempos de frieza na escola, é possível não apenas continuar, mas sim avançar, inovar, melhorar! Visitem-nos!
Página da BE-CRE: http://creazeitao.googlepages.com/
Dia a Dia na BE-CRE 07/08: http://creazeitao07.blogspot.com/

Boletim nº5 - Novembro
domingo, setembro 16, 2007
Palavras Andarilhas 2007

(Cito aqui o texto do blogue
Ideias Soltas)
Promovido pela Biblioteca Municipal de Beja e pela Associação de Defesa do Património de Beja arranca já no próximo dia 17 e decorrerá até 22 de Setembro.O Palavras Andarilhas é um Encontro/Festival de Contadores de histórias ou, como a organização gosta de designar, um Encontro de Aprendizes do Contar.Este ano abrem-se outras portas de Beja - a Praça da República, a Igreja da Misericórdia e A Casa - e mais eventos:- Festival da Narração Oral;- Estafeta de Contos;- Feira do Livro e da Leitura;- Oficinas (oficinas de narração e oficinas sobre mediação leitora);- Momentos Musicais.
O programa completo pode ser descarregado a partir do sítio da Câmara de Beja (LINK directo).
quinta-feira, junho 14, 2007
Surpresas
Um telefonema para casa e uma professora perguntando: umas alunas fizeram dois trabalhos magníficos, será que podemos exibi-los na BE?

Ao perceber do que se tratava, é claro que não só os trabalhos dmereciam ser expostos na BE, como se devia aproveitar para mais um destaque e convite à leitura e ao conhecimento.
O ano está a acabar, o cansaço apodera-se de nós, mas nem por isso a BE deve arrefecer o seu entusiasmo.
Assim foi.
A beleza das peças tem atraído todos à entrada e aproximam-se para apreciar os belos pormenores.
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Isto é o quê? E apontam para o farol. É o Farol de Alexandria
E onde fica?
Pretexto para uma busca na internet... não se pode fornecer logo todo o alimento. Há que estimular o apetite, convocar, provocar, surpreender.
E assim lá descobriram mais um documento wikipédia que todos lêem, procurando descobrir os mistérios que se escondem no passado.
Parabéns às alunas Ana, Joana, Vanessa, Tatiana e Liliana do 8ºC !
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quinta-feira, maio 17, 2007
Calor e carinho
É sempre especial regressar a casa. A uma casa que foi nossa por cerca de 20 anos, logo, será sempre nossa... ganha-se esse direito. Sento-me numa mesa na sala de professores, a mesma mesa de sempre... alguém entra e diz: parece que nunca saiste de cá... saudade...
Os meus meninos, sempre meus. Disse-lhes isso. Talvez também por isso escreva. Para que possa estender os meus fios até vocês e continuar a sentir-vos pertinho.
Meninos que mereciam uma escola nova. Uma escola fresca. Uma escola à altura dos seus sonhos.
Regressar à Luísa Todi é manter viva a memória de dias que se constroem de mãos vazias e acabam com regaço de rosas e pão, como que por magia. Mas é também recordar a assimetria gritante que persiste em deixar estas escolas provisórias de lado, prometer escola nova por anos e... nada.
Gostava de ver um arranque de ano lectivo com ilustres visitas aqui neste recanto cheio de alma, mas sem corpo saudável onde ela se possa alojar com a dignidade que merece. Talvez percebessem melhor a vergonha, a infâmia de tudo pedir sem nada oferecer a não ser remendos.
Disse adeus, mas não é.
quarta-feira, maio 16, 2007
Escola dos Arcos (Íris?)
Desta vez não é segunda-feira e houve que regressar para as aulas da tarde.
Ainda assim... apetecia ficar...

Encantamento.
Suspensos uns nos outros.
Uma turma de terceiro ano, outra do jardim de infância. Depois juntou-se mais uma turma de JI.
Uma feira do livro. Um pretexto para falarmos de muita coisa, com as palavras e os livros sempre no meio de nós.
As perguntas... sempre as perguntas.
Conseguem surpreender-me em todas as visitas.
Quais são os segredos para se conseguir escrever poesia?
Lá fui apanhada... devolvi a questão e fomos encontrando juntos e aos poucos os segredos: imaginação, continuar a gostar de olhar à minha volta, sentimento, trabalho e disciplina, ler muito, gostar de brincar com as palavras... Aos poucos eles iam encontrando a resposta à própria pergunta...
E escreves mais coisas tristes ou coisas alegres?
E imaginas muito quando escreves?
E já escreveste poemas sobre estações do ano?
E escreves sobre o quê?
E escreves só poesias ou também escreves histórias?
Eles obrigam-me a pensar no que faço. Nas razões pelas quais sinto a necessidade de o fazer... E ao pensar e responder a tantas perguntas, não só me dou a conhecer, como sinto, de cada vez que sou sua companheira de aventuras, que aprendo mais qualquer coisa sobre mim.
Obrigada amigos por me terem deixado partilhar estas horas bonitas convosco.
Está prometido! Para o ano regresso e de viola na mão! Toca a aprender as canções todas!

Direito a autógrafos no livro Provérbios Repenteados... Mais uma vez o carinho a salpicar tudo.
Sorte a minha...
A vida vai-me oferecendo tantas janelas... tanto ar fresco, tanta gente boa.
Sabem... fico sem saber se sou eu que semeio em vocês se são vocês que semeiam em mim.
Talvez nos semeemos mutuamente e esse seja, afinal, o grande segredo da poesia...
sexta-feira, maio 11, 2007
Teias de palavras...
Partilho porque o que é belo tem de chegar longe para inspirar quem se quiser deixar inspirar.
Maravilhoso este trabalho dos Papa-Livros. Já na altura o senti, e continuo a receber as provas deste empenho em animar a leitura junto dos mais jovens (e não só), num tempo que parece tantas vezes não ter tempo nem para as pessoas, nem para os livros.
Obrigada Papa-Livros III por esta prenda tão doce.
(http://tempodeteia.blogspot.com/2007/01/em-misso-o-dia-todo.html)
Olá Teresa...
Já há algum tempo que nos conhecemos... na Biblioteca de Beja...saboreando as palavras...
Sou a Fátima Silva, dinamizo um dos Clubes de Leitura com crianças entre os 9 e os 11 anos. Já estamos juntos neste clube há 4 aninhos...
Somos mesmo uns grandes Papa - Livros!
Logo depois de ter cá vindo, e depois de saborearmos todas as suas palavras, visitámos o seu blog. E vimos coisas fantásticas!!...
Vimos que a Teresa escrevia sobre imagens lindíssimas e ficámos ainda mais apaixonados... de tanto nos fizeram sentir. Então, numa das nossas sessões, brincámos ao sabor dessas palavras e decidimos também navegar pelas cores e pelos sons, pelas sílabas e pelos poemas, pelas emoções...
Resultou num trabalho divertido que nos fez percorrer os "nossos interiores" de um modo fascinante... daqueles momentos que nos fazem arrepiar, de tão bons e sentidos que são...
Já lhe tinhamos prometido que haveria de ter notícias nossas e, como mais vale tarde que nunca... aí vai o nosso trabalho. Oferecido com todo o carinho.
Esperamos que disfrute tanto a vê-lo, como nós a fazê-lo...
Um grande beijinho
Fátima Silva & Companhia (Os Papa Livros III)
segunda-feira, maio 07, 2007
Bibliotecas Escolares do Concelho de Setúbal

quarta-feira, maio 02, 2007
Listas e listas...
sábado, abril 21, 2007
Dia Mundial do Livro... na nossa Escola
Meu caminho é por mim fora… orientada por João Reis Ribeiro
(Associação Cultural Sebastião da Gama)

É, pois, um caminho que esta sessão pretende calcorrear. É um itinerário pela vida, pela obra, pela escola de Sebastião da Gama, com múltiplos cruzamentos: a formação do Poeta, a prática pedagógica do professor, o fascínio do corpo da Arrábida, a obra publicada em vida e a obra póstuma, o que não está publicado, o convívio com outros Poetas. Haverá a oportunidade de contacto com imagens, algumas pouco divulgadas, e com textos, alguns inéditos e outros recentemente “descobertos”.
Nesta via andante, haverá também o encontro com a memória que do Poeta se foi construindo. E com os braços abertos à vida e à Poesia com que Sebastião da Gama brindou os amigos e o futuro.
Este percurso é apenas de iniciação, prenúncio de mais vasto trabalho. Este caminho é para ser feito com a obra do Poeta, que só se deixa descobrir pelos leitores que a ela acedem e a prolongam… É também uma viagem por um dos marcos da identidade cultural que nos constrói!
João Reis Ribeiro
Sebastião Artur Cardoso da Gama nasce em Vila Nogueira de Azeitão, a 10 de Abril de 1924, filho mais novo de uma doméstica e de um comerciante. Logo aos 14 anos é-lhe diagnosticada a tuberculose óssea que haveria de lhe custar a vida. A conselho do médico, muda-se com a mãe para a Serra da Arrábida, cenário de sonho que será o “primeiro amor” da sua poesia. Tal como Alexandre Herculano antes de si, o jovem Sebastião não se cansa de cantar a Serra: em Serra Mãe, Loas a Nossa Senhora da Arrábida e Cabo da Boa Esperança, os caminhos mais recônditos e as gentes da Serra são personagens principais.
Para além da Arrábida, é o mar que encanta o jovem Sebastião, a quem a doença e o isolamento parecem não retirar alegria, vivacidade e facilidade de relacionamento com as pessoas. Como com os pescadores e lavradores, a quem admirava o linguajar. Admiração que lhe valeu a repreensão do arguente quando, defendendo a tese de mestrado com que se formou em Filologia Românica, Sebastião da Gama utilizou termos próprios dos homens do mar e do campo, cuja companhia preferia à de doutores.
Terminados os estudos, Sebastião da Gama dá aulas na Escola Comercial e Industrial João Vaz, em Setúbal, durante um ano. Os alunos, apesar do curto período de convivência com o jovem professor, ficam profundamente marcados pela sua personalidade comunicativa, aberta ao diálogo e, claro, à poesia.Colocado em Lisboa, na Escola Veiga Beirão, inicia em Diário o relato a sua experiência pedagógica e os métodos, inovadores para a época, que utilizava no contacto com os alunos.
Começa a publicar em jornais (Gazeta do Sul) e revistas literárias (Brotéria, Távola Redonda), sob o pseudónimo Zé d´Anixa, alguns poemas. Aos 21 anos converte-se ao catolicismo, crença da qual só a morte o arrastará.
O início da década de 50 parece promissor para o poeta: em 1951 casa com a amiga de adolescência e vizinha Joana Luísa, na Capela da Arrábida, e nesse mesmo ano publica o quarto volume de poesia, Campo Aberto. No ano seguinte, no entanto, o seu estado de saúde, que sempre fora débil, agrava-se e Sebastião é internado em Lisboa. Sete meses após o casamento, e aos 27 anos de idade, o autor de Pequeno Poema morre vítima de uma meningite renal.
Joana Luísa empenha-se, após a morte do marido, na publicação dos seus inéditos. É assim que, postumamente, são lançados Pelo Sonho é que Vamos, Diário, O Segredo é Amar e Itinerário Paralelo.Em 1999, Vila Nogueira de Azeitão passou a acolher o museu onde se reúnem o espólio artístico e alguns objectos pessoais de um dos mais queridos filhos da terra.
http://www.icicom.up.pt/blog/muitaletra/arquivos/006518.html
quinta-feira, abril 19, 2007
Grupo de dança, silêncio e branco...








