domingo, agosto 31, 2008

Regressos...

... apenas o pensamento em vocês me alenta no regresso.

Sim... já começam a dar sinais... o meu Kiko das borboletas... a Rita, as duas Madalenas... a Bia... A Mia... escrevendo-me para contar novidades, para divulgar um ou outro projecto, as novas notícias nos blogues... e eu respondendo, corrigindo os erros, partilhando com prazer o meu tempo com eles.
Uns já no sétimo, mas ainda aqui pertinho, outros no sexto.

O resto serão os papéis, as obrigações mais ou menos estéreis, as rotinas sem sentido, a ausência de tempo para a verdadeira reflexão, para o trabalho útil de apoio aos alunos, a legislação avulsa, os normativos desconexos, mais do mesmo de sempre, as injustiças, as cegueiras, as ignorâncias, os desperdícios...
Até quando?

Sim... alenta-me pensar em vocês. Nas novas ideias que tenho para partilhar convosco, neste desejo de vos servir melhor... assim me deixem cumprir todos os sonhos que levo este ano comigo, a par do muito trabalho que terei sempre em casa à espera.

Gostava de vos poder escrever uma carta mais perfumada... mas não costumo esconder-vos nada, vocês sabem. É assim que melhor crescemos juntos.
Vocês não são apenas crianças, são sempre os meus melhores companheiros em cada ano. Merecem a verdade, esse respeito que sempre vos ofereci e continuo a oferecer.

Estão preparados?
É o sexto ano... se já conheciam a exigência, aguentem agora os desafios todos que vos levo (sim, muitos neurónios para queimar!)
E teremos novos amigos na turma GT e eu terei novos amigos que não conheço... turmas que perderam os seus professores por uma razão ou por outra e que herdarei sem ter sido a primeira das suas vidas no 2º ciclo.
E, "minha" Turbêturma, um orgulho imenso por ter partilhado dois anos convosco... força aí no sétimo ano sempre cheios dessa alegria contagiante e desejo de aprender! Não deixem de me dar notícias!

Já vou de mãos estendidas...
... serão vossas por mais um ano. Agarrem-se!

(E agarrem as minhas, porque vou precisar...)

sexta-feira, agosto 29, 2008

A meio caminho de gafanhoto (faltam as asas)...

... mas com um apetite voraz por folhinhas de macieira bravo-de-esmolfo.
Sim.
A minha tem dois anos...
Tão pequenina... este ano prometeu duas maçãs. Uma caiu. A outra está a meio caminho de maçã de comer.
No primeiro ano: duas... bem saborosas. No segundo ano... nenhuma.
Digamos que... ainda a menos de meio caminho de macieira?

E a tese? Vai andando...
Precisei de parar um minuto para invejar a serenidade verde deste bicharoco... e logo de seguida me alegrar com os desafios que imponho ao intelecto.
Cada um escolhe os caminhos que pode escolher e que quer escolher.
Digamos que... estou assim a meio caminho de aprender um milionésimo de meio grão de pó de conhecimento. Mas... grão a grão...





quinta-feira, agosto 28, 2008

terça-feira, agosto 26, 2008

:o)

Uma pista do Celso, no Twitter, levou-me a alguns cartoons fabulosos...

http://xkcd.com/77/


Sim, precisei de arejar por uns minutos e vou já reflectindo sobre o novo ritmo de escrita na teia a partir de Setembro. Tendo em conta as óbvias limitações dos próximos meses, passarei a escrever serenamente sem preocupação com a tradição deste tempo de teia - "one post a day", (um fio ou mais por dia) - e passeando um pouco menos pelo ciber-espaço... Não sei o que o futuro (nem o horário) me reserva(m), mas sei que será um arranque de ano muito complicado, por variadíssimas razões.

De resto... tudo na mesma... que sou moça de rotinas e a quebra de uma ou outra já é mais que suficiente... :)

Como vejo o mundo (Einstein e eu... :º)


Em busca de uma citação que me dava jeito, buscando a fonte original dei com esta surpresa.
A fonte inteirinha online à mão de quem queira. Não queria tanto, mas pronto...

The world as I see it (versão em língua inglesa)


A citação nem tem nada a ver com o pedacito de teia que estava a montar agora aqui na tese, a propósito da importância das TIC na escola... e da minha decisão de as usar no trabalho com os alunos... mas acaba por me provar (ao vivo) o propósito da coisa: se tentasse contabilizar a quantidade de problemas que resolvi acedendo à net, a quantidade de respostas que encontrei, o imenso que tenho aprendido e, sobretudo, a quantidade de gente preciosa que conheci e muito tem contribuído para o meu crescimento... nem uns anos chegariam...

Eu à solta sem rédeas nem trelas, com uma epistemologia muito própria (esta é do meu amigo Fernando Costa) e com a dose especial de heterodoxia que me caracteriza (esta foi do meu amigo Matias Alves) a que não consigo escapar-me ... escreveria uma linda tese! Um poema vivo :) Não me parece é que a coisa pudesse singrar os ortodoxos caminhos da classificaçãozita...

Mas vou tentando docemente misturar as minhas palavras aromatizadas com mel e borboletas, com as palavras objectivas e necessárias de circunstância, para que a escrita não se torne um peso (como é realmente em certas alturas - o que eu gosto é mesmo de fazer, é de acção) e possa dar algum prazer escrevê-las... prazer que espero alguém possa sentir ao lê-las...
Equilíbrio nem sempre fácil.

Mas procurarei ter presente algo que ouvi Bernard Charlot dizer num encontro na FPCE (deixei aqui na teia registo) para não cair em tentação e me enrodilhar em armadilhas que produzem dezenas e dezenas de páginas... enfim... (desculpem lá todos os que se empenharam e empenham para produzir 500 e muito mais páginas de árduo trabalho, mas as teses de doutoramento - de mestrado devem ser ainda mais pequenas - a que tenho tido acesso do MIT... não excedem as 200... e há algumas que nem 150... assim como as de Zurique, ETH, onde trabalhou precisamente... Einstein e alguns prémios Nobel foram conquistados)... E o que disse Bernard a propósito de teses e da montanha de páginas para dizer tanta coisa que... enfim.... ? Dizia algo como...."por exemplo, estou a ler uma tese de um aluno e vejo 20 páginas a falar da técnica da entrevista... ora quem escreve 20 páginas a falar de entrevistas não tem tempo para fazer as entrevistas que são o mais importante!"

Ora bem... tenho 19 para transcrever... já consegui fazer 11 (média de cinco, seis páginas por aluno... gostei tanto de os escutar... e aprendi tanto...), sem falar depois do trabalho de as analisar e aprender com elas, ver se encontro lá algumas ajudas para responder às questões... É apenas um pedacinho do que tenho para fazer... já que ter enveredado por métodos mistos... enfim... exigirá um esforço grande de organização... no tratamento e no contar da história para não adormecer ninguém... Bernard... vou mesmo tentar concentrar-me no que é importante! Se me ponho a dissertar sobre métodos, nem mil páginas chegam! Ai como preciso mesmo de encontrar essa tal de epistemologia muito própria e muito heterodoxa... (ainda crio para aí um qualquer "paradigma" - outra palavra de que não gosto mesmo mesmo mesmo nada e de que fujo a vinte pés e a catorze asas... é esta minha maneira muito infantil "de olhar o mundo"... o que se há-de fazer? Haja orientadores com paciência para me aturar...)

Adiante.

E qual era a citação de Einstein que eu procurava? Uma que já deixei há muito tempo na teia (estas coisas estão sempre entretecidas umas nas outras... é como os raminhos das cerejas):

Não basta preparar o homem para o domínio de uma especialidade qualquer. Passará a ser então uma espécie de máquina utilizável, mas não uma personalidade perfeita. O que importa é que venha a ter um sentido atento para o que for digno de esforço, e que for belo e moralmente bom. De contrário, virá a parecer-se mais com um cão amestrado do que com um ser harmoniosamente desenvolvido, pois só tem os conhecimentos da sua especialização. Deve aprender a compreender as motivações dos ho­mens, as suas ilusões e as suas paixões, para tomar uma atitude perante cada um dos seus semelhan­tes e perante a comunidade.

(E pronto.... lá vou eu a correr para os deveres depois desta necessidade súbita que tive de deixar uma mosca na teia... procrastinar, é o que é... ficas de castigo e não almoças! :)

domingo, agosto 24, 2008

Falemos de flores da terra e do céu...

No intervalo dos livros (que também são uma espécie de flores), da escrita (que é uma espécie de fruto), do pensar e reflectir (coisas assim de voo de abelha e borboleta polinizando) dou um pulo até ao jardim. Sofreu profunda remodelação depois de um ataque pelo solo, protagonizado pelas raízes da vedação feita de hera (a solução mais barata há uns anos) que tudo foi invadindo. Obra de monta a retirada de toda a vedação e das raízes... ainda assim, bem mais fácil do que decepar e extrair todo o mal que vai corroendo a educação nos tempos presentes desde o fundo, na sua essência mais nobre.

Mas falemos de flores. Voltei a plantar Buddlejas e muitas coisas mais que partilharei quando o tempo permitir. E trepadeiras novas que voltarão a cobrir a rede (agora coberta por aquelas vedações amistosas e ecológicas de pauzinhos secos, às quais as novas plantas se abraçarão). Recuperámos plantas, salvámos o posssível, instalámos rega automática e poupadinha (escusado será dizer que escolhemos espécies resistentes à seca e que, definitivamente, a ideia de relva sugadoura foi abandonada em prol de gravilha bonita e pedacinhos de xisto).

E, sim, as borboletas vão regressando atraídas pela magia das cores e cheiros em busca dos sabores doces que o jardim voltou a oferecer.

Uma Iphiclides feisthamelii (Borboleta Zebra) tem visitado o jardim todos os dias, mas ainda não consegui fotografá-la como aconteceu no passado (esta foto é de Agosto de 2005). Apenas as Pieris param o tempo suficiente para se transformarem em modelos... e esta (Pieris brassicae fêmea) que aqui vos deixo, bem se esmerou (fotos de há dois dias)...





Já uma vez o disse, imitando um senhor francês que se dedica à criação de borboletas e com quem muito aprendi: são as minhas flores do céu...

Fazem-me bem aos olhos e à alma.

sábado, agosto 23, 2008

sexta-feira, agosto 22, 2008

How People Learn: Brain, Mind, Experience, and School

É, no momento, entre muitas outras, uma das leituras que me embala. Mais como revisão (consta há muito na lista de ligações da teia).
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Neste livro ficam claras muitas das razões da investigação que, por um lado reforçam a minha confiança para continuar no caminho de aprendizagem que tenho feito por minha conta e com os meus alunos e, por outro, que sustentam todas as críticas que são feitas às mudanças sem nexo que agravarão nos próximos anos os resultados e o sucesso na formação dos cidadãos (não falo de sucesso escolar fabricado com números - a realidade grita mais alto).
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Quando se aceita gerir os desígnios educativos de um país, seria boa ideia pelo menos ler algumas obras de referência. Este recurso está disponível online AQUI gratuitamente (embora eu tenha optado pelo livro... acho que percebem porquê) e é um bom sítio para começar. Não é, claro, um bom recurso apenas para governantes, ou investigadores...
Os professores deveriam ter tempo para estas leituras, pais interessados deveriam esclarecer-se, políticos interessados também, pessoas que falam do que não sabem, pessoas que escrevem obras superficiais populistas e apressadas, confundindo conceitos, deveriam lê-lo (e, já agora, às obras originais... os clássicos, também) e poderiam começar por lê-lo todos os que verdadeiramente se preocupem com o futuro do país.
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Acabei de saber que, mais uma vez, a população inclui professores, carteiros e bombeiros (e, ainda, médicos e polícias) nas profissões que lhes oferecem mais confiança. Não posso deixar de pensar por que razão quem está lá por cima não escuta os nossos argumentos... e, sobretudo, os argumentos de quem há tantos anos se dedica ao estudo das questões do ensino e da aprendizagem...
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Veio-me de repente à lembrança um cartoon que era uma referência no curso de Geologia... Dois engenheiros olhavam para a Torre de Pisa inclinada e um deles dizia: ... pelo menos poupámos dinheiro por não ter contratado um geólogo!
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Commission on Behavioral and Social Sciences and Education (CBASSE)
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terça-feira, agosto 19, 2008

Tempo de rio...

Por entre as dezenas de livros, os papéis espalhados, o(s) sentido(s) da tese a construir-se lentamente com palavras escritas e logo reescritas tantas e tantas vezes, amadurecendo feito fruto interior tão verde ainda, tão inicial, tão a precisar de ninho e colo e calor para ver nascer a pena de alguma asa de alguma quase ave... que valha a pena um dia deixar voar...

...eis que me apetece poesia ao cair do dia... um grão que seja... uma semente... que me eleve, me leve, me enleve.

Escrevê-la hoje não posso. Não consigo. Acho que adio. Talvez amanhã.

É então que parto sem bagagem e vou depressa até casa dele em busca de um qualquer poema que tenha escrito por mim... para mim.
Vou de A a Z até encontrar sapatinho que me sirva... me saiba ao sabor de que preciso.

Estava lá.
É de Agosto, é de um feriado recente esse fruto dele.
Os frutos do Nuno Júdice amadurecem à velocidade de um

tempo fluvial

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terça-feira, agosto 12, 2008

The girl effect...

(Agradecendo a pista do Celso no Twitter)

Mais informações AQUI



"About"

The Girl effect fact sheet

Why Should We Pay Attention to Girls?
Little research has been done to understand how investments in girls impact economic growth and the health and well-being of communities. This lack of data reveals how pervasively girls have been overlooked. For millions of girls across the developing world, there are no systems to record their birth, their citizenship, or even their identity. However, the existing research suggests their impact can reach much farther than expected.
(
ler mais)

The Girl Effect no Facebook

domingo, agosto 10, 2008

Educação, formação e tecnologias: uma nova revista online...

Acabado de descobrir no m i r @ g e n s de Fernando Costa (com algum atraso, confesso, mas é Agosto, pois...)

partilho a excelente iniciativa:



Um projecto editorial para a área das tecnologias na formação e na educação em Portugal! Convidam-se todos os que queiram dar a conhecer as suas práticas ou reflexões sobre estas problemáticas!
Visite o site da
revista!

EFT – Educação, Formação & Tecnologias
NÚMERO 1, Maio 2008


NOTA DE ABERTURA
A revista “Educação, Formação & Tecnologias” tem como finalidade proporcionar a todos quantos se interessam pela problemática da utilização educacional das tecnologias, um espaço de debate especializadonesta temática.
O surgimento desta publicação decorre da necessidade de se criar um espaço de referência que, além de divulgar o que de melhor se faz e pensa nesta área, preserve a memória escrita da investigação e acção/intervenção que, neste domínio, têm sido desenvolvidas.
Este projecto procura preencher uma lacuna no universo editorial português, contribuindo para a promoção e visibilidade da actividade prática e intelectual produzida em Portugal na área das tecnologias, através de um trabalho notável e, muitas vezes, pioneiro, visionário e de
referência.
LER MAIS

Rui Páscoa – Presidente da Educom ‐ Associação Portuguesa de Telemática
Educativa


EDITORIAL
A revista Educação, Formação & Tecnologias é um projecto editorial de natureza científica que visa promover e divulgar actividades de reflexão, investigação e intervenção no domínio das Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação e na Formação, contribuindo deste modo para a consolidação e expansão do conhecimento e das práticas neste campo. Publicada pela Educom – Associação Portuguesa de Telemática Educativa, uma associação profissional e científica que desenvolve as suas actividades em prol da promoção do uso educacional das Tecnologias da Informação e Comunicação, a revista Educação, Formação &Tecnologias pauta‐se por critérios de rigor científico, promovendo a publicação de trabalhos
originais. Pretendemos ter entre os nossos leitores e autores, académicos, investigadores, formadores e professores de todos os graus de ensino e profissionais da educação em geral, num sentir profundo de que a investigação e a acção/intervenção relativa às TIC na educação/formação a todos diz respeito e a todos deve implicar. Subjacente à criação da revista EFT está a inexistência de uma publicação científica nacional exclusivamente direccionada para esta temática. Pretendemos, contudo, que a sua área de intervenção ultrapasse o contexto e a realidade nacionais. Se a natureza online da revista assegura a sua acessibilidade sem constrangimentos geográficos, do ponto de vista da política editorial, tal intento manifesta‐se pela disponibilidade para publicar artigos em língua portuguesa mas também em espanhol, francês e inglês. Tendo em consideração os princípios que acabamos de enumerar, é com grande satisfação que verificamos ter conseguido recolher, já neste primeiro número, um amplo leque de contributos de natureza temática e conceptual diversificada, incluindo um texto em língua inglesa, dando voz a autores de um amplo leque de filiações institucionais.
LER MAIS

Maria João Gomes (Directora)

Fernando Albuquerque Costa (Director-Adjunto)


sábado, agosto 09, 2008

Uma das leituras de férias que aconselho...



O livro não é recente (Quatro textos excêntricos, 2000 - prefácio e tradução de Olga Pombo, Relógio d'Água)...
Tão pouco os textos seleccionados para o incluir.
Vão dos anos 30 (caso de Ortega y Gasset... não se iludam com as datas dos anos 80... publicações póstumas...) até à década de 60...

O que é mais curioso?

Lá atrás... bem lá atrás (por exemplo, Bertrand Russel... em 1950) já dizia coisas como:

(...)Tal como as coisas hoje se apresentam, muitos professores estão longe de dar o seu melhor. Há inúmeras razões para este facto, umas mais ou menos acidentais, outras profundamente enraizadas. Começando pelas primeiras: a maior parte dos professores estão de tal modo sobrecarregados de trabalho que se vêem limitados a ter de preparar os alunos para os exames em vez de lhes darem uma formação sem preconceitos. Quem não tem prática de ensino - e isto inclui praticamente todas as autoridades educativas - não faz ideia do dispêndio de energia espiritual que o ensino envolve. Não se espera que os padres façam sermões durante várias horas todos os dias mas, aos professores, pede-se esforço análogo. O resultado é que muitos ficam esgotados e nervosos, alheados das obras recentes relativas às matérias que ensinam, incapazes portanto de comunicar aos seus alunos a sensação de prazer intelectual que resulta da conquista de uma nova compreensão e de um novo conhecimento.(...)

E encontramos outras preciosidades.
E uma tristeza se instala porque a História continua a ser apenas conto antigo para adormecer criancinhas.
Quando será que vamos aprender alguma coisa com ela?

O ECD produzido nestes últimos anos que promove exactamente, sem qualquer pudor, o que aqui é descrito foi feito para matar depressa a essência do ensino e da escola. Já não consigo sequer conceder o benefício da dúvida e pensar que foi feito por e com ignorância. Formar para excelência? Educar mentes críticas, capazes de tomar decisões? De se oporem ao que destrói a essência da liberdade e autonomia humanas? Não... Não queremos isso. Está à vista a opção.
Sinto-lhe na pele os efeitos: um Agosto sem férias, porque o tempo do professor é para tudo menos para estudar, progredir e assim trabalhar seriamente, exigentemente com os seus alunos. Sobram-lhe os intervalos da vida. Onde teria direito a descansar.
É consciente esta minha forma de resistir, com sacrifício pessoal, à mediocridade que nos vai sendo imposta. Professores que lêem e que pensam não fazem falta... importante é ter funcionários acéfalos que cumpram todos os absurdos.
Recuso-me.

Eu, a última das ingénuas, acordei.
Tamanha perversidade só pode ser intencional.
E isso é grave. Profundamente grave.


quinta-feira, agosto 07, 2008

Últimas da Conferência Scratch...

Já disponíveis aqui os últimos vídeos:

Special Event
The High-Tech Magic of Seth Raphael
Seth RaphaelThis modern day miracle show will leave people wondering: Was that real magic, really technology, and is there any difference at all? Seth Raphael does the impossible in his new show, “The Online Magician.” Time machines, wireless power, and telepathic computers all make an appearance in this wonder-filled, thought-provoking show. Illustrating the importance of a magical perspective in an ever-more-technological age, Seth does not shy away from an honest critique of scientists, modern day shamans, or even magicians as he performs modern miracles. Seth Raphael envisions the future of technology as only a magician can.
Video


Closing Keynote
Learning to Design, Designing to Learn
Geetha Narayanan, Founder and Director, Srishti School of Art, Design, and Technology
John Maeda, President, Rhode Island School of Design
Moderator: Mitchel Resnick, MIT Media Lab
The activities of designing and learning are tightly interwoven. In the process of designing, we play with new ideas, explore new concepts, gain new perspectives. Two of the world’s most innovative design educators discuss how new media technologies can transform the ways we design and learn—and the ways we think about designing and learning.
Video

Parar...

...abrir a janela, arejar o mundo lá fora

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