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domingo, maio 02, 2010

Minha Mãe Rosa...

... de todas as cores e com um cheiro único.

Acabei de as colher para ti no jardim.







(clicar para ampliar - estas são algumas das rosas inglesas David Austin no meu jardim)

sexta-feira, dezembro 25, 2009

sábado, abril 18, 2009

Count Your Blessings (Instead of Sheep)

Uma pessoa vai assim, pé ante pé, à hora de almoço ver das rosas depois da chuva.
Vai porque precisa de ar. Vai porque tem já o vício de ir. Vai porque se não for... tem rosas para quê?

E começa o caminho...


De repente, na base desta rosa sobre as pedras, um Papilio machaon macho (de menor dimensão) luta para se equilibrar. Percebe-se que acabou de sair do seu casulo e de uma longa hibernação nos meses de Inverno. Precisa de um lugar mais calmo, de um pouco mais de sol no alto.
Ofereço-lhe a mão, trepa por ela como se fosse um ramo. Tenta voar, mas ainda é cedo. De novo a mão. Viaja alguns metros nela até ao lugar certo e torna-se o centro do jardim. Escolheu mal o dia. Não está calor, chove de vez em quando.
Mas conseguiu os raios de sol suficientes para, pouco tempo depois, levantar voo e partir para parte incerta. (Não sem antes se deixar prender nas memórias, em breves e serenos registos digitais).


(vale a pena ampliar as últimas duas...)


Lembrei-me de repente de uma cena de ontem que também captei com o mesmo cuidado e ternura. A M trouxe para a escola a sua guitarra azul. Na aula de Matemática da manhã suplicaram que lhes cantasse qualquer coisa nos últimos dez minutos. Afinei rapidamente de ouvido o instrumento e ofereci-lhes o Grandma's feather bed do John Denver e o Rock da Matemática. O intervalo esgotou-se em conversas e mimos. O intervalo, sim. Porque a escola agora só tem tempo nos intervalos que deviam ser para descansar. O resto dos minutos foi roubado por razão nenhuma e por causas sem sentido.

À tarde, quando subi as escadas para a sessão de clube, encontrei algumas das alunas assim como se vê, ao lado da porta esperando por mim.


O encanto não foi menor do que o que sinto com as borboletas e as flores.
Por isso pedi-lhes para fixar o momento e junto aqui, no mesmo canteiro, as imagens mais belas dos dois últimos dias.
Privilégio mágico este de poder conviver com tantas coisas boas. Podia dizer que era sorte ou qualquer coisa assim, mas também sei que a sorte só funciona bem se repararmos nela.


E, sim, quando vou para a cama e não consigo dormir...
"I count my blessings instead of sheep"

domingo, outubro 26, 2008

Domingo no campo

Pedi ao Nuno Júdice que me emprestasse o Domingo dele...

Aos domingos, quando os sinos tocam
de manhã, o que neles se toca é a manhã,
e todas as manhãs que nessa manhã
se juntam, com os dias da infância que
nunca mais acabavam, as casas da aldeia
de portas abertas para quem passava,
as ruas de terra batida onde as carroças
traziam as coisas do campo, os cães que
corriam atrás delas, uma crença no sol
que parecia ter expulso todas as nuvens
do céu, e a eternidade desses domingos
que ficaram na memória, com o ressoar
dos sinos pelos campos para que todos
soubessem que era domingo, e não havia
domingo sem os sinos tocarem a lembrar,
a cada badalada, que os domingos não
são eternos, e que é preciso viver cada
domingo como se fosse o primeiro, para
que o toque dos sinos não dobre por
quem não sabe que é domingo.



Pedi ao meu jardim que me emprestasse uma rosa de Outono...

Casei-os.

(Acabei com a solidão de ambos.)

.

terça-feira, maio 13, 2008

As primeiras Crown Princess Margareta

Para vocês...

Fotos de manhã muito cedinho, depois da chuva... (podem ampliar a beleza.)




Crown Princess Margareta of Sweden was the granddaughter of Queen Victoria and was an accomplished landscape gardener who, together with the Crown Prince (later, King Gustavus VI Adolfus of Sweden), created the famous Swedish Summer Palace of Sofiero in Helsingborg.

domingo, abril 27, 2008

O jardim diz-me bom dia com rosas...

E eu ofereço-o a quem por aqui passar. Hoje, porque é Domingo, deixo um roteiro e algumas histórias...

Depois do amarelo, é o pink que desponta agora no jardim... Fotos de hoje cedo.
Junto-lhes ligações para os interessados em enfeitar jardins com cores diferentes (não, não sou agente do David... é mesmo paixão :)
À excepção da New Dawn (e de outra lá mais para o fim), são todas inglesas e vieram de Inglaterra.

A New Dawn... encontrei-a num viveiro em Setúbal.... fui ler sobre ela (rosa com "prémios" e resistente), gostei do que li, e assim se tornou na roseira trepadeira que enfeita a entrada da casa, junto a uma romãzeira que este ano, tal como a do jardim de trás, me promete muitas delícias (fruta preferida, junto com as cerejas).
Criada nos EUA (1930) por Somerset Rose Nursery e introduzida, também nos EUA em 1930 por Dreer (Henry A. Dreer). É uma variante da rosa Dr. W. Van Fleet criada em 1910, também nos EUA.

New Dawn
(ver também aqui)


Não me esqueci, não julguem, de uma muito comum que existe em quase todos os jardins, mas que me é muito especial: a roseira de Sta Teresinha (versão trepadeira), como é conhecida em Portugal (este ano está linda e a invadir as laranjeiras, produzindo um efeito especial). Também conhecida por The Sweetheart Rose (não é uma rosa David Austin/rosa inglesa).
Verdadeiro nome?Cecile Brunner...
Introduzida em 1881 por Pernet-Ducher (França), a variante trepadeira foi criada em 1884.
.


E como não me perder?
Sou uma jardineira muito organizada: tenho uma planta de rosas (e um dossier das plantas do jardim, incluindo as rosas... acreditam?). Na minha reforma não me vai faltar o que fazer... escrita, música, jardim... e o que mais me ocorrer!
Tudo bem planeado. As rosas não foram escolhidas ao acaso... Nada foi escolhido ao acaso. Deixo-me surpreender, isso sim. Aceito o novo, o inesperado. Mas escolho com muito cuidado e ternura as coisas especiais que guardo junto ao peito e dentro dele.
(Como a vida nem sempre é um mar de rosas... inventei um só meu para me refugiar em dias de tempestade... uma espécie de lua privada... Quando estou ausente e me perguntam: estás na lua? Não respondo, porque não ouvi mas... sim, estou lá. :)