quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Onde está?

Insisto que existe.
Não é um otimismo irracional.
Agora não a encontro, mas está por aí, eu sei.
E abrirá portas.

Por mais que demore, por mais que ainda não, há sempre, haverá sempre uma
.

http://www.vladstudio.com/wallpaper/?475

A matemática... da vida


Aqui às voltas a ultimar os preparativos para o encontro de sábado na ESE... dei com um pequenino problema que necessitou de intervenção matemática para ser resolvido.
Para além de uma espécie de blogue de apoio, que senti necessidade construir, criei também uma espécie de slideshow...
Claro que quis incorporar o dito slideshow no dito blogue (utilizando para o efeito o www.slideshare.net/ ), para que no final do encontro todos possam aceder ao que disse, não disse, queria dizer e etc. e tal (que 20 minutos, naturalmente, sintetizam apenas o essencial de um ano). E, claro, permitir a quem não conseguiu estar presente, mas gostaria de ter estado, ter acesso a tudo o que por lá deixar (só divulgo depois de sábado, claro).
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Regressando ao que interessa (estão a ver por que razão estou a tentar organizar-me? Esta tendenciazinha para deambular...) ...depois de colocar a apresentação no blogue percebi que era grande demais (dimensões da janela de apresentação) para o template que escolhi e desconfigurava tudo, empurrando a coluna da direita para o fim.
.

Lá fui consultar o código html...
E percebi que existiam uns números que significavam, por certo, as dimensões da janela: 425 e 338 ...
E se?

Resolvi alterar 425 para 400 mas, para manter a proporção, houve que aplicar a nossa famosa regra de "três simples" e encontrar o 328 como parceiro adequado para o 400.

Bem... estão a ver isto numa aula? Investigar a regra, descobri-la... perceber a sua lógica ao invés de a receber com melhor ou pior estratégia de abordagem...
testar ao vivo... perceber os efeitos de pares de números não adequados...
Seria tão bom que tivessemos tempo para pensar/inventariar situações enriquecedoras em que os alunos pudessem sentir necessidade de aplicar em contexto motivador (como são, por exemplo, as TIC) alguns conceitos e procedimentos matemáticos...
E, já agora, bom seria também ter turmas com dimensão adequada para tal... quase 30 alunos, parece-vos viável?

Ah se seria bom! (Há-de ser bom um dia...)
.

Falei de tempo? Número de alunos?
Pois.
Outra matemática.
Mas parece que a componente individual anda a (não) chegar para pouco menos do que ver umas resmas de testes, ir a umas resmas de reuniões, preencher umas resmas de papéis.

Hoje será... uma reunião com um EE e, mais tarde, CT intercalar... amanhã reunião de departamento... tudo, claro, feito com os dois tempos semanais para reuniões... tipo... hora e meia. Hummm... Mais um CP brevemente - nunca menos de 3 a 4 horas, às vezes mais (e brevemente reunião do outro departamento a que também pertenço)... que matemática será esta? Por conta de todas as reuniões desde o início do ano tenho saldo médio a haver para mais uns anos (imagino os professores com, por exemplo, 7 turmas)... a média, como calculam, não dá dois tempos por semana. A algum lado se rouba para que tudo apareça magicamente feito e bem feito. Sem pontos... sem pontos...

Têm, pois, de me desculpar o breve azedume final desta entrada.
Um misto de gripe com o resto todo que contamina.
A matemática da vida.

Mas o sol está ali mesmo a nascer e é uma visão grandiosa. Animadora.

Já viram que a Primavera anda a querer dar um ar da sua graça?

.



E tudo parecia tão morto... (lição de esperança para nos dar energia.)
Estou a sorrir. Conseguem ver?


(fotos acabadinhas de tirar no jardim: cerejeiras, marmeleiro, macieira, brincos de princesa... fios de seda em todas elas... teias e teias de persistência. )

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Alertas...

Depois de um dia que, apesar da febre e comprimidos a disfarçar, começou antes das 9 (sessão de formação sobre Gestão de Colecções em Setúbal - precisei de me deslocar até lá, mas valeu cada minuto) e seguiu ininterruptamente até às 18:30 (aulas de novo aqui durante toda a tarde), praticamente sem tempo para comer algo a meio, preparando a todo o vapor a semana da leitura (PNL), o boletim 3 da BE-CRE e a comunicação que farei sábado no encontro na ESE (claro que o Domingo e parte do Sábado foram entregues à escola... ou acham isto tudo compatível com preparação de aulas e materiais? Se dá pontos??? Não não dá...)... mantenho-me firme na decisão de não compactuar com um sistema que considero injusto.

Em sintonia, pois, com estas palavras...
http://terrear.blogspot.com/2007/02/teresa-poderia-ser-o-seu-nome.html
http://terrear.blogspot.com/2007/02/tirania-da-razo-insensata.html
e, também, com o apelo à serenidade que se lhes segue.
Porque o desespero não pode ter lugar maior do que a esperança.


Assim este caminho:as aulas... os meninos... o mais doce do dia.
Ri com gosto nesta última com alguns dos momentos de enorme criatividade e sentido de humor...
E a eles não quero roubar nem tempo, nem sorrisos...
(A tal torre de marfim de que uma Amiga me falou... citando o poeta: "Jamais os invasores levaram consigo as nossas torres de marfim." - Almada Negreiros)

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Ficheiros audio: codificar em html para colocar no blog

Outra vez os ficheiros áudio!


Bem.
Por partes.
Há tempos indiquei o castpost para esta função de obter o código html para um ficheiro áudio nosso.
Mas... o castpost anda fugido.
Não consigo abrir o site. Nada. Problemas lá para aqueles lados e necessidade de reinventar nova solução.

Pedi ajuda numa entrada.
Num comentário um visitante (
Mariano ) deu-me uma sugestão. Mas não consegui resolver o problema pois, aparentemente, o site recomendado permite obter códigos de músicas oferecidas pelo próprio (ou escapou-me algo... o que não é de admirar, que eu sou algo distraída) e não de ficheiros meus.

Aí vou eu para o google

palavras de busca: html audio files

e chego aqui:

Audio Guide for web devellopers
http://www.walthowe.com/pubweb/audio.html

No índice encontro:

Coding Sound in HTML


Leio... leio... penso...
Parece haver aqui uma linhazita de código aplicável na generalidade... mas... o que coloco aqui em vez de mysong.mid (eu a pensar com os meus botões)... será o endereço net do ficheiro depois de o descarregar num dos meus domínios?

hummm...

Vamos lá experimentar:

em vez de





(Experimentei substituir também o 2º mysong.mid pelo endereço, mas... estranhamente ouve-se a canção em duplicado... começa uma e depois começa outra vez sobre a primeira... o código lá sabe... eu é mais "bolos"...)

Testei depois esta linha de html numa das páginas google pages... fiz preview e funcionou.

Agora vou experimentar aqui...

Será?



Cacilhas - Piratas do Silêncio BMG


Oops... ao publicar diz que não "fechei" a frase como deve ser... fui espreitar no manual e copiei uma coisa que lá vi... parecida com um ponto final: símbolo menor barra letra a e símbolo maior (não posso escrever aqui códigos... ele apaga-os... cliquem com o botão do lado direito do rato para ver o código-fonte, ou espreitem a frase html lá em baixo)
A seguir deu erro e disse que não abri como fechei... resolvi copiar o dito código para o início... (quem percebe destas coisas, ao ler-me está a pensar... coitadinha...quem não sabe é como quem não vê...)
Aparentemente deu certo... mas começa logo a tocar, o que eu não desejava... Ai vida!

Vou testar uma outra frase html mais simples para o mesmo efeito retirada lá do tal manual:

Play My Song

será?
A frase que usei foi esta (fazendo a necessária substituição):



Nesta versão é-se levado para outro local para ouvir o ficheiro... e controla-se o começo... a outra lá toca sem a gente querer.
Têm bom remédio. Calem-na na pausa.
E na publicação continua a dar erros de html, mas eu assinalo uma frase que lá está e diz: stop showing html errors for this post e resulta. Publica logo sem mais conversa. Afinal quem é que manda aqui???

Reler a entrada...
Ahhhhh! Vi ali escrito no primeiro código AUTOSTART=true !!!!! Será que é isto? E se eu escrever false?
Vou experimentar...

ADENDA:
Yes!!!
...integrar saberes diversos e aplicá-los em contexto para resolver problemas, desenvolvendo competências... hoje foi ao vivo! A educação não deveria ser isto?
(Já vos contei que no sábado conduzi novamente até à praia de Sta Cruz? É mais difícil para mim do que as TIC... mas o sabor da conquista é o mesmo...)

Aprender, o quê?



Crónica

Hoje traz-me aqui o espanto de sempre.
Espanto de constatar que muito mais de metade do que aprendi na escola esqueci.
Muito mais de metade do que aprendi na faculdade, não sei.
O que ficou? O que se acrescentou?
O que me faz falta. O que é belo e dá prazer. O que me serve. O que faz sentido. O que alguém tornou importante aos meus olhos.
Que tempo é este que se consome, cada vez em maior quantidade, e não nos faz crescer?
Valerá a pena insistir numa organização congelada da vida escolar, como se lá fora não existisse um líquido rio? Deixar que se beba fora dos muros tudo/muito do que agora parece fazer mais falta aos dias, em época de incerto e variável futuro? Alimento para o qual há fome, mas que deixou de ser possível confeccionar com cuidado e rigor (num tempo sem tempo, tão propício ao fast-food). Dificuldade em descobrir nutrientes essenciais perdidos por entre as listas extensas de pratos, num desconexo e pobre menu imposto a todas as refeições. Previsível a curto prazo uma obesidade de ar. E cada dia sem exigência de algo mais saturará o sangue de espessa e assassina apatia.
Não foi sempre assim? Não sobrevivemos?
Achamos realmente que a velha receita resulta com um público escolar, um contexto, uma vida em nada semelhante à que fomos percorrendo? Que os velhos acepipes, mesmo moendo qualquer volume mastigável para tentar que tudo se engula sem dor, serão oportunidade aberta ao crescimento de todos? Consciência tranquila?
Há diferenças claras na organização dos dias de hoje. No desfiar das horas de que se faz cada caminho de cada criança/pessoa neste mundo de metálicas distâncias com nome de comunicação. É preciso mais tempo de encontro? As turmas crescem. É preciso não ter frio? As assimetrias persistem. É preciso mais tempo? O tempo é roubado.
Urgente acordar para essa diferença, ajustar a formação dos professores, reinventar a escola, esquecer, desistir do inútil, do vazio, do sem sentido condenado ao esquecimento. Do pouco. Do nada. Da ocupação quase estéril. Devolva-se o tempo levado aos professores (que os empurrou para um fazer retalhado sem pensamento dentro) e que ele seja (re)organizado de forma exigente para aprendermos todos qualquer coisa. Nós e os alunos.

Ou isso, ou definhar.

domingo, fevereiro 25, 2007

2007 - Ano Internacional do Golfinho

Recordar...

Para contribuir para a preservação dos golfinhos, o Programa das Nações Unidas para o Ambiente/Convenção sobre Espécies Migratórias juntamente com o ACCOBAMS - “Agreement on the Conservation of Cetaceans of the Black Sea, Mediterranean Sea and contiguous Atlantic Area” e o ASCOBANS - "Agreement on the Conservation of Small Cetaceans of the Baltic and North Seas" (ambos acordos especializados na conservação de golfinhos) decidiram lançar o Ano Internacional do Golfinho 2007.

ler mais aqui no ICN

Página oficial

Aqui pelas nossas bandas, ainda é mais importante aproveitar a oportunidade de chamar a atenção para estes admiráveis animais...

Alguns recursos:

http://www.ese.ips.pt/abolina/webquests/golfinho/golfinho.html

http://www.vertigemazul.com/

http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=2119

sábado, fevereiro 24, 2007

Ternura...



Dia de visita...
Dia de ternura...

Dia de brincar...
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Até a teia fica leve, leve e vos deixa apenas esse sabor suave de coisa alguma. De descanso.
De parar...
Parar um pouco...
.
(Sabe bem.)





(este vídeo foi-me enviado por uma Amiga muito querida...
fiz upload no YouTube porque me apeteceu partilhar...Tem tudo a ver com o dia... e não só...)

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Concurso para professor titular - 2º proposta

Passem por aqui:

http://canseiras.blogspot.com/2007/02/t-boa.html

O que dizer mais?


ADENDA :

http://educar.wordpress.com/2007/02/23/a-casca-de-banana/

http://olhardomiguel.blogspot.com/2007/02/1-concurso-para-professor-titular.html

http://olhardomiguel.blogspot.com/2007/02/motivao-do-se-alvssaras.html

http://terrear.blogspot.com/2007/02/o-persistente-vcio-burocrtico.html

http://terrear.blogspot.com/2007/02/as-tristes-figuras-do-corpo-presente.html

Que Amor não me engana...




Vivo na rua que foi tua. Onde, penso, ainda vive a tua mulher... Estamos a dois passos, mas quando para aqui vim já não era aqui que vivias... moravas nos corações... na memória de todos.
No meu. Na minha.
.
Cantei tantas vezes canções tuas nas escadas do prédio onde vivi em Lisboa...
Os pais compraram todos os LPs... mais tarde comprei eu os CDs...
Copiava as letras... tentava descobrir as "posições" na guitarra...
.
Na semana do Amor, levei para a Biblioteca a guitarra de 12 cordas e tentei matar saudades tuas... foi assim:


Que amor não me engana
Com a sua brandura
Se da antiga chama
Mal vive a amargura

Duma mancha negra
Duma pedra fria
Que amor não se entrega
Na noite vazia?

E as vozes embarcam
Num silêncio aflito
Quanto mais se apartam
Mais se ouve o seu grito
Muito à flor das águas
Noite marinheira
Vem devagarinho
Para a minha beira

Em novas coutadas
Junto de uma hera
Nascem flores vermelhas
Pela Primavera

Assim tu souberas
Irmã cotovia
Dizer-me se esperas
Pelo nascer do dia


(Porque há amores que não morrem...)


Mas a saudade não passou...
(Apetecia ter tido mais tempo na tua companhia...)

.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Spam... protecção? Persistência...

De há cerca de três semanas para cá a teia tem sido atacada regularmente por anónimo spam...
Continuo a acreditar que é preferível ir limpando pacientemente, diligentemente, qualquer sombra que se infiltre na vida, digo, na teia...

Devemos proteger-nos de coisas verdadeiramente terríveis (certas doenças, por exemplo), concordo.

Mas proteger-me do spam, de todas as possibilidades de risco na vida, na teia, implica proteger-me também de coisas boas que vão encontrar barreira para chegar até aqui. Proteger-me de sensações, com receio de perdas...

Não podemos imunizar-nos para tudo. Nem devemos.
Vamos continuar a sentir esse spam salpicado sobre nós ciclicamente, mas temos de o varrer diariamente para não escurecer o ânimo. Com paciência. Às vezes até com bom humor.

Se é fácil? Não. Não é.
E a alternativa será?
Percebem então a importância de alguma loucura optimista entranhada no real? Rir é melhor que chorar. Mas é preciso chorar quando é preciso chorar. E rir logo que seja possível...
Rir pensando, exercitando a inteligência num combate que tem de ser feito com os sentidos alerta. Tristeza a mais pode degenerar em desimportamento. Protecção a mais, anestesia, dormência não nos tornam melhores nem mais felizes. O equilíbrio nasce do desequilíbrio. A vida vive-se nos intervalos de busca, de recomeço.

Talvez pensando nisso... ou nas coisas boas que podem acontecer quando não exageramos no exercício da vacinação e aceitamos que a vida é assim feita de ondas que sempre nos supreendem e ensinam algo, considerei noutro canto as vantagens de continuar a deixar a vida... a teia... assim... algo

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Pequena actualização do Sabor Saber

Só não fui mais longe na actualização porque o malvado do castpost diz que está cheio e não me deixou fazer upload de mais uma canção... Alguém conhece alternativa para fazer upload de ficheiros áudio e conseguir obter o código html?

Bem...
Incluí uma ligação em todas as páginas para o Sabor de Palavra... faz sentido que assim seja.
E acrescentei um poema que escrevi há tempo para uma animação com alunos na BE-CRE (reconto de uma história bem conhecida).
Como fui convidada para ir no dia 5 a duas escolinhas do 1ºC aqui pertinho (no âmbito das actividades da Semana da Leitura) resolvi recuperar o texto - A Princesa (do Guardador de Porcos) e a Ervilha - e levá-lo comigo... resulta bem (já experimentei) e motiva para a leitura do conto seguinte (que pode ser lido na hora ou ser deixado como desafio... O Guardador de Porcos.

Quem tiver paciência, vai descobrir porquê)...


... no lugar do costume www.saborsaber.com

Cabecinhas voadoras...

Há tempos estive em Beja na Biblioteca Municipal José Saramago... Lembram-se? Convite da andarilha Cristina Taquelim?
Pois, também como vos disse, conheci uns doces Papa-Livros... mães, pais, filhos unidos em torno de palavras e das suas magias.
Agora vêm eles ter comigo aqui, ali, onde for possível encontrarmo-nos, que a teia assim o permite e vai alargando os braços até mais infinito, se puder ser.
Vem isto a propósito de carta enviada ontem por uma Mãe de Beja... e de uma pista doce lá deixada por ela.

Sim. Um blogue fresquinho. Um blogue a desvendar o tanto de belo que cresce por este país fora.
Aqui abro o apetite... por lá se respirará o que falta.
Prestem atenção. Prestem muita atenção.


[lua5.JPG]



O segredo dos sonhos



Sonho a cores, acordada,
de noite, de madrugada
à tarde e na alvorada da minha imaginação.
Vejo danças, contradanças,
paletas, tintas e quadros
numa sinfonia de cores que parece não ter fim.
Vejo histórias, historietas,
fadas, gnomos, bonecas,
sereias e borboletas num desfile de ilusões.
Mas num sussurro profundo,
com um linguajar multicor,
o sonho segreda às mãos, fantasias e amor.
E são as pontas dos dedos
que com suavidade e ternura
moldam os segredos dos sonhos à nossa própria loucura.

Alexandra Graça – 17 de Fevereiro de 2007

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Eu sei que

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

No lugar do outro...

Vivemos a época de querer parecer outra coisa. Querer, fingir, desejar ser outro.
(Quantos se disfarçaram ou irão disfarçar de professores pelo mundo fora?)
Num mundo tecnológico como o nosso... devia poder ser-se, com a maior facilidade, outro alguém que não nós. Só para descansar um pouco do papel que nos coube em sorte.
Não me estou a queixar!
Estou só a dizer que, de vez em quando, seria bom. Mas não a fingir como no Carnaval. Coisa muito à séria com as sensações a condizer.

Por enquanto vamos apenas podendo fingir porque, de cara destapada, somos exactamente o que somos. Nada mais.
(É por isso que o sonho e a fantasia se colam a nós de forma às vezes tão desesperada e urgente.)

right click image to set as background

http://www.vladstudio.com/wallpaper/?471 (leiam o que está escrito...)



Mas... esperem lá...

Está aqui a acontecer-me uma coisa estranha só por desejar tanto essa impossibilidade temporária...
Será que alguma fada ouviu?
Algum feiticeiro se condoeu?
Algum mago, alguma bruxa me escutou?

Vou pedir que me tirem uma foto para que não restem dúvidas!
Vejam!





O Jasmim?

Nem pensar.
Esta sou eu, exactamente como me estava a imaginar há uns minutos atrás... dentro de uma tampa de resmas de papel a descansar, esquecida do mundo... só por um bocadinho...
Afinal parece-me que ainda há uma hipótese de vir a gostar do Carnaval... desde que não haja disfarces e nos permitam trocar de lugar com outro.

E seria bom alguns dos que decidem, frequentemente à revelia de todos, experimentarem a pele do professor de vez em quando... era certo e sabido que aconteceriam algumas mudanças... mas para melhor!

Eu cá não desgostei desta vida de Jasmim por um bocadinho... mas... prefiro a minha!
(Apesar de tudo...)

domingo, fevereiro 18, 2007

Soapbox... mais vídeo na internet!

http://soapbox.msn.com



Como eu sou distraída, o mais certo é já todos saberem...
Para o caso de haver alguém ainda mais distraído do que eu, apareceu um concorrente do YouTube... o Soapbox...


Já que é Carnaval... deixo-vos um sorriso






Video: Panda sneezing

sábado, fevereiro 17, 2007

Dar-lhes voz...



Oh Inês! E por que é que os homens inventaram essa coisa do lobisomem?

Então era porque os lobos no Inverno quando tinham muita fome por haver pouca comida para eles comerem, atacavam à noite as quintas, as capoeiras e matavam os animais. E assim os homens tinham medo. Não estás a ver os homens inventarem assim um coelhomem, porque os coelhos são animais domésticos e muito fofinhos que não metem medo... tinham de inventar assim uma coisa por causa do medo que tinham...

Oh Inês, por que é que os lobos atacavam mais os animais da capoeira e os rebanhos do que os homens?

Então não estão a ver? Os lobos eram às vezes perseguidos pelos homens pelos estragos que causavam e é como se os lobos soubessem que eles eram perigosos. Então mais valia atacar os rebanhos e as galinhas que tinham dificuldade em se defender. Os lobos aprenderam a ter medo do homem e só mesmo se estivessem há muitos dias sem comer é que podiam tentar atacar um homem...
.

Sabem uma coisa que eu descobri e achei muito gira? É que há um tubarão, que é o tubarão-limão, que é ovovivíparo como nós aprendemos nas aulas. Os bebés desenvolvem-se dentro dos ovos mas dentro da mãe e eles quando saem do ovo e da mãe já vêm assim ... assim... desenvolvidos e prontinhos.

E depois tive curiosidade em saber se o tubarão baleia assim tão grande comia peixes grandes e pessoas mas não! Ele come plâncton! E sabiam que das 350 espécies só mais ou menos 25 é que atacam homens? E que há tubarõezinhos adultos tão pequeninos que têm assim 10 cm e pesam menos que 30 gramas?

Foi mais ou menos assim numa aula da semana que passou, em que foram apresentados com mestria dois trabalhos de ciências (lobos e tubarões) por duas alunas de 10 anos...
Eram para ser cinco minutos de apresentação... mas a explicação viva, o entusiasmo delas e dos colegas fazendo perguntas e as respostas surpreendentes (sem recurso a qualquer papel de apoio... ) abraçaram-nos a todos e o tempo foi passando de aprendizagem em aprendizagem... fiquei a saber coisas que desconhecia e, mais uma vez, confirmei a importância de os colocar no centro. De lhes dar a oportunidade de desenvolver competências de comunicação... de lhes permitir ter voz, expressar interesses, fazer escolhas (neste caso, cada aluno escolheu livremente o animal sobre o qual desejava fazer o trabalho até ao final de Fevereiro - os trabalhos estão a ser divulgados no blogue da turma).

Que um dia saibam usar essa sua voz para transformar o mundo.
Para fazer dele uma casa acolhedora e justa.


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sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Bipolar... alegrias... verdes... cinzento... dilemas...

Não está fácil hoje encontrar as palavras certas... fui atrasando... atrasando...

Mas na altura de todas as máscaras, faz bem recordar o que se esconde atrás delas...
Que por trás de cada coisa bonita e boa que se consegue (e falo sempre tanto delas), está cada vez mais um esforço roçando o desumano.

Por um lado a sensação cada vez maior de que a escola vai morrendo aos poucos sem se dar por isso. Que a tristeza e cansaço se estão a instalar. Sinais de alarme tocam silenciosamente atrás de cada suspiro, de cada gesto sem vontade acumulando-se fingindo-se que não, lutando-se até o limite das forças para que não aconteça. Nervos à flor da pele. Lentamente os nãos ao (aparentemente) extra, que antes foi a alma e a vida das escolas. Nãos que roubam a essência do que seria preciso, agora substituído pela amálgama de coisas desconexas para ocupar tudo e todos.

Por outro lado o desejo que eles têm de nós com tempo. De nós com energia. De nós bem. Na aula mil poemas para partilhar, mil coisas para contar... Há dois dias, duas alunas de 10 anos deram a aula com os seus trabalhos sobre animais - momentos preciosos... na BE a ajuda indispensável de alguns alunos (porque o impensável de ter uma BE, da dimensão da nossa, apenas com um funcionário é o difícil real com que vivemos). Entusiasmo dos "grandes" que depois de uma das sessões de ontem com poesia e música queriam que se formasse um grupo... como? perguntei. Eu gostava imenso, mas não há tempo, não há horas... há tanta coisa obrigatória para fazer...

E depois mais umas informações/leis curiosas: CP tem de reunir e dar parecer obrigatório de cada vez que se contrata alguém... provas de aferição e mais relatórios para se fazerem, plano de acção de matemática e nem conseguimos encontrar as horas para reunir, formar, pensar, partilhar, reflectir. Projecto dos portáteis, plano nacional de leitura, semana da leitura, concursos, cartas, mais leis, mais regras... isoladamente tudo parecendo uma boa ideia, uma boa causa... deixando-nos sem hipótese de recusar: tudo tem de ser e até faz sentido. Mas tudo junto, ao mesmo tempo, um absurdo sem tamanho. E de onde sai o tempo para...? Sempre do mesmo lado: do lado que não há nem o tem. Um exemplo simples: dois CP em duas semanas... 4 horas num, 3 horas noutro... recordam-se que em teoria haveria dois tempos semanais para reuniões? Na semana em que houve CP também houve reunião de Departamento ... E reuniões intercalares... tudo consumindo muito acima das horas da componente individual... testes acumulando-se, avaliações intercalares... professores com mais de 4 e 5 turmas, turmas enormes, aplicar critérios de avaliação um a um, aulas para preparar? Alguém acredita que alguém consegue fazer isto tudo sem deixar alguma coisa pelo caminho? Ou, pior, acabar a fazer tudo pela rama porque não lhe é concedido sequer o direito a aprofundar coisa alguma...

E eles a querer, a nossa vontade de responder, ainda, em gestos de super-mulher ou super-homem, até muito depois da meia-noite, a pé antes das 6 para esticar os dias e corresponder aos seus desejos, provocar sorrisos, motivar, envolver, seduzir... Divulgar os seus trabalhos, acarinhá-los, ver o entusiasmo deles a crescer enquanto o nosso cansaço se acumula e o nosso entusiasmo hesita e se assusta com pensamentos cor de cinza que não queremos entretecidos com a réstia de vontade que encontramos nem sabemos onde, apenas por eles. É isto real? Possível de generalizar? Não. São circunstâncias apenas. Estilos isolados que não alimentam o sistema. Às vezes penso até que lhe fazem mal pela mensagem errada que deixam de que é possível muito mais do que é na realidade...

E o futuro escurecendo-se. Desculpem estas palavras hoje menos claras. Mas é assim como o aquecimento global: todos falam e parece que ninguém acredita. Aguardem pela subida do nível de tristeza que afogue o último entusiasmo, o último reduto de esperança e de energia. Que fraccione, divida, entupa de mais papel o já universo pouco ecológico das escolas que o acumula até à exaustão actualmente. Que embruteça uma classe que devia ser culta e criativa (brevemente teremos professores parados no tempo, gente especialista em preencher papéis e fazer relatórios sobre o insucesso, sem tempo para construir as aulas e os materiais do sucesso, gente que não lê, professores que não praticam nem a sua arte nem a sua ciência... definhando numa escola fechada sobre si... ou então profissionais esgotados, tentando responder a tudo com a exigência de sempre e acabando sem nada.)

E as carinhas deles hoje. Sempre mil dedos no ar. O esforço para esconder todo o cansaço do mundo e alimentar os seus sonhos, as suas esperanças, os seus progressos. Os professores, apesar de tudo, aderindo à ideia de chamar os pais em peso para vir ler aos filhos nas aulas durante a semana da leitura, um a um aceitando as cartas prontas, dispondo-se a tudo... outros imaginando como vão oferecer de si... eu não sei de que fibra são feitos estas mulheres e estes homens, mas admiro a sua coragem, o seu empenho, o seu profissionalismo. Embora...

...seja urgente eliminar os agentes na origem do ozono enfraquecido, do embrutecimento global. Sejam eles decretos, despachos, leis, gente que não entende a alma por detrás dos números e das estatísticas. Que não se apercebe da pessoa atrás do funcionário. Quando formos verdadeiramente funcionários, também seremos incapazes de olhar para o aluno como pessoa. Ele passará a ser o objecto do nosso funcionalismo... um número, um valor mais para a estatística pessoal e global da avaliação do funcionário e da escola desconexa que o alberga.

Pois... gostaria de acreditar que esta visão de escola é apenas um pesadelo.
Lutarei como puder para preservar a humanidade e não ceder à tentação de normalização. Serei rebelde, criança, esforçar-me-ei por ser feliz e fazer mais gente feliz na escola que imagino ser uma escola - lar de crescer por dentro e por fora para todos nós que a habitam, oferecer sorrisos em todos os sentidos, mesmo comprometendo progressão, carreira, não importa o quê. Continuo a ter um sonho. E cada gesto a menos, cada demissão, cada omissão, cada fechar de olhos, cada aceitação do ilógico sem grito de alerta, é condenar o mundo, a escola, ao afogamento global.

E, como diz um amigo meu, nenhuma ave pode voar infinitamente sem terra para pousar.
Só mar é morte.
Só céu não chega.

Pensemos como preservar ilhas, continentes de esperança, antes que...

(Hoje é o possível. Dentro de mim tenho o melhor e o pior da escola navegando, entrelaçando-se. A luta é sempre a mesma: organizar ideias. Separar o trigo do joio. Pensar primeiro neles que só têm este tempo para estar comigo e ir tentando paralelamente manter a sanidade no lugar e o juízo claro e alerta. Se é mais habitual o verde nas palavras, é porque o verde pode atrair mais verde... Mas há tempos de balanço em que o cinzento se insinua e precisa de alguma atenção... porque sem lhe prestar atenção o verde terá dificuldade em brilhar...)

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

Lá para os lados da BE-CRE...

... vai-se tecendo poesia de amor.

... vai-se tecendo o amor pelos livros.

... vai-se tecendo o gosto pelo belo.


Nada mais para partilhar hoje... e é já tanto.
Pedacinhos breves dessa teia.

(E o resto guardamos no olhar e no coração, que a maior parte da vida se vive e saboreia fora do alcance das câmaras e elas não podem estar sempre ligadas.)




quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Ainda o primeiro concurso para titular...

As minhas reservas são gerais e de fundo, relacionando-se com o ECD, mas os pormenores que se vão desenhando marcam negativamente um processo onde tenho dificuldade em identificar pontos positivos.
Chamo a atenção para a intervenção que pode ser lida aqui
http://msprof.blogspot.com/2007/02/isto-j-no-s-arbitrariedade-prepoptente.html

no blogue da IC e no comentário que é feito nessa entrada.

É uma questão de princípio, concordo.

Esse o meu dilema mais global: uma questão de princípio...
Por amor a uma causa que abracei há tanto e necessito de proteger a todo o custo.
O tempo será meu conselheiro...
O dia dos namorados é também um bom momento para pensar na vida...
... na vida... e nesse amor em risco.

Tinha de ser...

Tinha de dizer...
(como resistir?)

Digo, então, noutro recanto...

http://www.vladstudio.com/

Todos os dias são bons para... mas


Hoje apeteceu-me envolver de doce vermelho a teia...

O Blogue do Nuno Júdice:
http://aaz-nj.blogspot.com/

Poetas (magníficos) apaixonados...
http://nescritas.nletras.com/poetasapaixonados/

Uma selecção de poemas especiais...
Poemas de Amor1
Poemas de Amor2



Um livro que é obrigatório possuir:






terça-feira, fevereiro 13, 2007

Jumpcut - edição vídeo online

Em 18 de Janeiro, ouvi falar pela primeira vez no Jumpcut (edição vídeo online www.jumpcut.com ), através do blogue Educação Matemática e Tecnologias
http://blog.joseoliveira.net/?p=28

Fiquei cheia de vontade de experimentar... mas com tanta lista não lhe consegui prestar a devida atenção...
Hoje, voltei a ver divulgada esta ferramenta no Interact (com entusiasmo apelativo)

http://interactsite.blogspot.com/2007/02/um-novo-conceito-o-vdeo-colaborativo.html
e não resisti.


Experimentei de forma breve, a um nível muito elementar (o tempo é pouco, mas gosto de ficar um passito à frente, antes de aplicar com alunos ou de emitir opinião) e concordo.
Pode realmente ser uma ferramenta com imenso potencial nas mãos dos alunos, na construção/montagem dos mais variados trabalhos (incluindo imagem, video, som... a imaginação será o limite). Muito muito apetitoso...
Para fazer estes dois trabalhos em simultâneo (um montagem de fotos- 1º e outro de vídeo - 2º) sem perder tempo nos uploads... criei duas contas... marota... truques... (o tempo é precioso).

A qualidade dos meus clips vídeo é minimamente aceitável em dimensão pequena (fi-los com uma máquina antiga... esta agora tem muito mais qualidade... mas era o que tinha à mão...), só que o vídeo final tem uma dimensão que amplia a falta de qualidade. Tentarei resolver... embora admita que com vídeos de alta qualidade, o trabalho não fique com este aspecto tão amador...
Insisto que foi experiência rápida sem pretensão artística, só para saber como montava, colocava som e retirava o som original. Missão cumprida. Quando tiver mais tempo aprofundo.

Portanto, agora que experimentei a receita e provei o doce sabor... hoje recomendo eu!





Som: Somewhere over the rainbow
Ella Fitzgerald





Som: Somewhere over the rainbow
Judy Garland



... pode demorar a "carregar" o vídeo e o som, sobretudo neste último...

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Slide.com, ideias e descanso...

Dia dedicado à preparação da semana da Leitura e do encontro na ESE...
A precisar de STOP.

Aproveito para divulgar uma ferramentazinha que vou mostrar aos alunos, pela simplicidade de utilização na preparação de apresentações pouco elaboradas, com alguns efeitos engraçados que podem ser seleccionados num menu acessível, algumas opções para tamanho, velocidade, certos elementos de cor...), para as quais se pretenda divulgação num blogue... Não é muito potente, mas é um bom início, uma boa porta de entrada. A criatividade ditará o tipo de utilização... já me ocorreu animação de história ilustrada... trabalho de Ciências sobre os animais... sequência de poemas ilustrados, feitos por eles...

www.slide.com

(Objectivo diferente do www.slideshare.net que permite apenas importar apresentações já feitas - sem efeitos especiais, porque os elimina - e que usarei para o slide show que construí para o encontro - acabei de fazer a experiência e resultou bem - código html coladinho e a funcionar. Permite ver em écran inteiro... no slide.com não encontrei essa possibilidade)




(As imagens da bicharada provém na sua maioria de http://www.letsbefriends.blogspot.com/ e chegaram-me via internet... não resisto a divulgar mais algumas imagens que encontrei por lá, agora que lhes consegui traçar a origem... )

If they can do it, then so can we

domingo, fevereiro 11, 2007

1º Concurso para professor titular...

Descobri no OUTRÓÒLHAR a dica.

Deixo aqui a ligação.
A quem possa interessar... por uma razão ou, exactamente, pela outra...


1º Concurso para professor titular, versão de 9 Fevereiro de 2007

Tecer, tecer, tecer...


Estação de tecelagem, agora lá para os lados do TurBêturma...
Promessa feita de que teriam surpresas depois do fim de semana...

Estão imparáveis...

Muita coisa na forja.

O professor de Língua Portuguesa com muitas palavras pela frente para ver, corrigir, publicar...

Entusiasmo que contagia... querem recitar, escrevem poesia, histórias...
Regressámos ao convívio com a netescrit@.
Apropriam-se do espaço. Crescem, amadurecem, revelam magias.
O blogue, a casa comum, também tem esse efeito catalizador.


Como eles costumam dizer: sempre a abrir!


http://turbeturma.blogspot.com/
com muitas novidades!



Deixa cá ver...

NAILED (estilo de letra... basta clicar, guardar e transferir para fonts www.fontgarden.com )
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VOTAR! (indispensável)
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breves compritas
para não passar fome


Turbêturma - actualizar


Semana da Leitura - planificar, fazer materiais



Comunicação ESE - rever e enviar.
Preparar apresentação oral



Hummm... roupa... Comida...



Domingo?!

SmileyCentral.com

sábado, fevereiro 10, 2007

O Amor anda no Ar...

Hoje tenho andado por outros lados da estação de tecelagem, portanto trago para a teia o que por lá deixei semeado... Quem sabe dará jeito a alguém uma ou outra informação, um ou outro material...
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Deixo já aqui o estilo de letra com corações para instalar no PC...
4MYLOVER.TTF (retirado de www.fontgarden.com )
(clicar e guardar - save numa pasta do vosso PC. Depois transferir para a pasta FONTS)
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Exemplo
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De 12 a 16 de Fevereiro, o Amor vai andar no Ar na BE-CRE.




Consultar destaque na página web da BE-CRE em:



Vão encontrar por lá:


poemas de amor
marcadores
autocolantes
cartões para o dia dos namorados
o estilo de letra com corações para instalar no PC
história de S. Valentim
tradição dos lenços de namorados
sugestão de leitura...


sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Podia...

Hoje podia falar dos belos e inesperados poemas de amor que alguns alunos resolveram escrever e partilhar na aula de matemática... de estudo acompanhado...

Dos projectos de autocolantes/marcadores para a semana do Amor na BE... aqui os mais simples... muitos deles com excertos de poemas de amor...



Do momento de elaboração, em texto colectivo - 5ºano, da sequência à proposta de poema do escritor João Pedro Mésseder (projecto de escrita colaborativa)...

Do projecto de um dos autocolantes para a semana da leitura, em que, lado a lado na BE-CRE com um aluno de 8º e outro de 7º, a cumplicidade deu origem a um produto de que ficámos orgulhosos...
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Do trabalho facultativo da Raquel, na sequência da aula bola de cristal, sobre o cálculo da área dos triângulos que não faz parte dos conteúdos a leccionar no programa...
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Da continuação dos exames dos monitores (que pedem para se apresentar aos ditos), a elaboração do primeiro cartão, o entusiasmo ao ser-lhes comunicado que integram a equipa e de que disporão de um placard inteirinho para dinamizarem...


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Dos poemas de uma turma da noite (10º ano) para a semana do amor. Um amor adulto e especial partilhado num espaço que é de todos. E da aluna de 3º C que se sentou perto de mim... lendo o que eu afixava e me pediu: posso copiar alguns que são lindos? Podes... e lá a deixei a escrevê-los no telemóvel...


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Do texto "Leve um livro para a cama" que hoje a BE-CRE espalhou pela sala dos professores... pela sala dos auxiliares, pela secretaria...

Dos seis alunos de 9º ano que nos estão a ajudar com o levantamento das estatísticas de entrada na BE...

Da colega que me viu na mão os poemas de escritores especiais, cortadinhos, prontinhos para colocar em cartões na semana que vem, descobriu o do Fernando Pessoa (Alberto Caeiro) O Amor é uma companhia... se comoveu e arrepiou e me pediu para ficar com um... Já ganhei o dia, disse ela.

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O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir
vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que
está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as
árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que
sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol
com a cara dela no meio.

Podia...

Podia explicar que é nestes momentos (esta colecção em apenas dois dias) que vou encontrando a força, a energia, o entusiasmo para acordar bem cedo de manhã e recomeçar uma vez mais, mais um dia. (Os outros momentos uso-os como cubos de gelo para me manter acordada na luta por dias menos escuros, por mais momentos destes e cada vez menos do absurdo fardo de papéis que vem entranhando, encharcando o nosso quotidiano... ontem um CP de mais de 3 horas a prová-lo. Desse momento não me apetece falar, nem dos que se lhe vão seguir por conta de legislação que breve breve levará um número no topo e será publicada para a perdição do nosso precioso tempo...)

Este calorzinho bom dos bons momentos não me amolece os sentidos.
Só o coração...
Podia falar de outras coisas hoje.

Podia.
Mas hoje falo disto.
(Efeito da época... )

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Gémeo Luís na "net"...finalmente!

Fazia falta. Faz falta partilhar o que é especial.
Precisamos conhecer. Saber.

Prémio Nacional de Ilustração, já várias vezes aqui referido, o Luís Mendonça/Gémeo Luís tem finalmente o seu sítio na web...
Poucas palavras... porque o melhor é mesmo ver...
Não vos retenho aqui mais tempo.

É em



Difícil escolher onde demorar os olhos. Aqui apenas janela entreaberta.
Lá... paisagem completa.

Percam-se numa viagem pela diferença.

(Para o ver e ouvir... Sábado,10 Fev., entre as 17 e as 17:30... algures... Páginas soltas... SIC notícias...)

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