sábado, fevereiro 16, 2008

Impossible

Vou sair da estação de tecelagem (deixar as referências e o índice da tese e o endnote e os projectos dos miúdos e as respostas às mensagens deles e os comentários e correcções nos blogues deles a crescer como cogumelos e os blogues das turmas e as notas de campo e os vídeos e a avaliação intercalar e os trabalhos deles e mais uns materiais para as quatro disciplinas diferentes e mais o estudo acompanhado e isto e aquilo pelo meio a teia e o resto e mais um comprimidinho de antibiótico, sim, que bactérias há muitas e de todas as formas e feitios e os pulmões às vezes queixam-se do frio das aulas e das tosses dos outros partilhadas em exíguos espaços...). E vou regressar à tese ali ao lado, aninhada no quente com livros e papéis e canetas coloridas e apontamentos e um bocadinho de televisão, silenciada todo o dia. Quem sabe amanhã arranjo tempo para escrever um poema. Dois poemas se puder ser. Três seria a loucura total. O completo desvario. E tenho saudades das minhas aguarelas, bisnagas secas de tanto esperar por mim. E apetecia-me escrever uma canção, acreditam? E ir arejar as janelas ao meu abandonado Sabor e Saber... Sede de (algo) mais. Sempre. Desde sempre. Que alma esta que me foi dada e quer tanto, quer tudo! Espero ansiosamente pela confirmação da possibilidade de mais umas vidas para além desta... com memória das anteriores, para poder tecer em continuidade a teia do destino, mesmo que com outro corpo... :)
Impossível? Se não me deixarem, vou ser um fantasma muito muito melga.

Serenar um pouco agora. Christina Aguilera ft. Alicia Key. Apenas para ouvir. (Sou mais fã da segunda, mas gostei da teia que teceram juntas.)


3 comentários:

JMA disse...

:)

JMA disse...

um canto de ave.

Teresa Martinho Marques disse...

Também é preciso... e sabe bem. :)