terça-feira, janeiro 16, 2007

Eu sei quanto dá! Posso dizer?

Tudo feito a correr, porque o mais importante é fazer uma conta qualquer e colocar depressa a mão no ar para dizer quanto dá.


Não quero saber o resultado!


Não?


Não.


Só quero que me expliquem como fizeram para chegar lá.


Então mas eu já sei quanto dá!


Pois, mas eu não quero saber.


Aos poucos habituam-se a explicar os caminhos percorridos, a perceber que existem vários (no exercício da partilha e da escuta). Libertam-se dos cálculos soltos e desintegrados e aprendem a representar soluções através de uma expressão integradora. Demorará.

É processo lento. Ai o tempo!
Mas não encontro outra solução. Outro caminho com sentido.


Gosto quando finalmente colocam a mão no ar e perguntam:


Posso explicar o que fiz para resolver o problema?
.

adaptado de microsoft office

4 comentários:

Hindy disse...

É isso mesmo!

Beijinhos :o)

IC disse...

Como disse Hindy, é isso mesmo! Mas, Teresa, com o agravamento da formação dos professores do 2º ciclo (tecla em que tenho batido, e, hoje precisamente, pelas notícias acabadas de sair, com maior razão/preocupação), quantos terão oportunidade de se formarem com sensibilidade para o que é importante para o desenvolvimento dos alunos, nessa formação que parece que vai ser do professor generalista, "preparado" para leccionar ainda mais disciplinas nada afins?

3za disse...

POis é... Ontem tive a mesma sensação que tu... assusta-me a ideia de uma formação genérica que descure aspectos essenciais... Não se consegue fazer tudo sem mudar muita coisa na formação de professores... E os professores que já estão no sistema? Como é que isso se pode fazer? Enfim... Com tanto problema importante para resolver... surgem mais invenções para desnortear o caminho. Dispersão. Não sei se assim chegamos a algum lado...
Beijinhos às duas!

AP disse...

Tenho as minhas sérias dúvidas em como este sistema entrará em vigor. Daqui a alguns anos quando já houver professores formados neste sentido (monodocência no 2º ciclo), logo virão os estudos que demonstrarão a sua inviabilidade. Neste momento serve, essencialmente, para colocar de novo em funcionamento imensas ESE's pelo país, que se encontram com professores "desocupados". Basta ver os cursos de Educação Musical que, pura e simplesmente, estão em vias de extinção. O senhor secretário de estado Valter Lemos partiu da ESE de Castelo Branco...