domingo, fevereiro 28, 2010

E voa...



Primeira experiência (cheia de ignorâncias, mas de muita curiosidade) de vídeo inworld... (SL). Machinima? (falei há tempos na teia) Talvez um dia... Agora queria só ver como ficava sem gastar muito tempo (que não tenho no momento). Precisava de descansar de outros afazeres. Criar é quanto me basta.
Me singing... Autora do poema. Música (princípios dos anos 2000) em parceria com Carlos Sequeira responsável por todos os arranjos (que inspiraram a melodia) e pela produção final do som. Tudo coisas caseiras. Gravei a voz aqui no meu PC... os arranjos foram feitos por ele em casa dele. Cada um trabalhando em separado e partilhando gravações. Admirável mundo novo! Experiências que continuámos a fazer, já depois da banda Piratas do Silêncio ter terminado. Tudo fechado em gavetas e interrompido quando saí da minha antiga escola (o Carlos é professor de Educação Musical lá e era o guitarrista da nossa banda - um dos principais mentores e inspiradores do trabalho dos Piratas).

(Um destes dias, quando me cruzar com ele lá pelas bandas da Luísa Todi, vou propor que não se perca a energia, pois acho que ainda temos caminho para fazer...).

Na ficha técnica está tudo o que é preciso, excepto que a montagem final foi feita com o Windows Movie Maker.

(Quando crescer e voltar a ter tempo... repetirei a experiência... na esperança de melhorar a técnica.)

Visitações


Uma iniciativa muito interessante aberta à participação de todos...

sábado, fevereiro 27, 2010

Perfect weather to... fly. (Away?)

Are we having the time of our lives?
Are we coming across clear?
Are we coming across fine?
Are we having the time of our lives?
Are we part of the plan here?
We have the driver and time on our hands
little room and the biggest of plans.
The days were shaping up,
Frosty and bright.
Perfect weather to fly.

Perfect weather to... fly. (...)



sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Caminhar ao ritmo possível: um direito de todos (?)


As turmas são grandes demais. Em especial as dos alunos do 1º ano (5 - 6 anos).
Eles são muito pequeninos, ainda pouco autónomos, alguns muito imaturos (frequentemente os que não frequentaram "pré", mas não apenas... muitos dos condicionais com 5 anos, outros por outras razões... faltas em excesso, pouca estimulação precoce...), outros, por vezes, apresentam atrasos cognitivos (em certas zonas críticas da cidade) e podem ser mais do que um numa sala de aula.
Mais de 20 (é o que encontro habitualmente) faz com que o professor, muito naturalmente, gaste o tempo de apoio mais individualizado junto das crianças com mais dificuldades. Nunca foi diferente. Os "mais abandonados" são geralmente os alunos que conseguem e conseguiriam ir (ainda) mais longe mais depressa, que querem mais, que têm sede e fome, que precisam de nós tanto como os outros, que podem ficar mais tempo sozinhos porque não se desconcentram nas tarefas, porque são persistentes, normalmente pacientes (nem sempre), estão no fundo da sala e não "perturbam nem aborrecem com as coisas próprias de criança" (a maior parte das vezes)...
Mas a verdade é que precisam tanto de mimo, atenção apoio e estímulo como os outros. E um quase nada pode fazer muita diferença. Magoam-me todas as oportunidades desperdiçadas pelo facto de sair caro ter turmas mais pequenas... precisarmos de mais professores e mais escolas para fazer melhor trabalho. Caminhar ao ritmo possível será realmente um direito de todos? Uma utopia que mora cada vez mais longe?
A vantagem da formação é, também, colocar quatro olhos, quatro mãos e dois corações dentro de uma sala de aula. Por isso eles gostam, os professores apreciam a desmultiplicação de tarefas (a possibilidade de reflectir sobre elas) e, assim, algumas coisas não planeadas podem acontecer
Sei que custaria mais dinheiro... (o que se ganharia em troca um dia?) mas consigo ver dois professores em permanência dentro de uma sala em par pedagógico com estas novas gerações de meninos (maior complexidade emocional, maior imaturidade, muito menor autonomia em geral), sobretudo em certas zonas críticas. Para que todos pudessem ter direito a... e a flexibilização e adaptação curricular, a palavra desenvolvimento (sempre secundária em relação à recuperação - o tempo não estica) deixassem de ser (quase apenas) palavras bonitas no léxico educativo.

Hoje, a propósito de uma tarefa relativamente simples (para a maioria dos alunos de uma das turmas de 1º ano onde estive, mas não para todos), apercebi-me do entusiasmo do Tomás (6 anos) tentando antecipar o problema ("é assim... com as mesmas cores a gente tem de fazer bandeiras mas com as cores nas ordens diferentes"...) mesmo antes da professora o enunciar. Mal viu no quadro o exemplo de uma primeira hipótese, os seus olhos fixaram-se na figura à procura de antecipar a solução. Avançou imediatamente com o número 6 - dá para fazer seis bandeiras diferentes. (Mais tarde perguntei como pensara e disse-me... 3+3 porque eram 3 cores... o que veio a revelar-se um método pouco fiável, como ele próprio reconheceu.)

Já depois da actividade concluída (ele foi dos mais rápidos), enquanto a professora acudia a todos os que não concluiram a primeira tarefa e avançava com mais alguns exercícios complementares para os restantes, eu (que devia ter vindo para casa, porque o acompanhamento acabara) fiquei mais um pouco com ele e lancei-lhe um desafio que sabia não ser simples. Tomás... e se fossem... 4 cores? Olhou para mim e respondeu logo: então... era 4+4 e dava 8 bandeiras diferentes.
Queres experimentar?
O que se seguiu fala por si. A única sugestão que lhe dei foi a de organizar o trabalho mantendo a primeira cor que escolhesse até esgotar todas as possibilidades... o resto ficou por conta dele.
A segunda parte do vídeo (acabou-se a memória do cartão antes dele concluir a tarefa) é como se fosse eu hipnotizada escutando-o a falar... "eu vou falando comigo"... disse-me depois. Eu percebi.
Encantamento.
Depois de concluída a tarefa quis fazer com 5 cores... e não o consegui impedir... mesmo sabendo que... 1x2x3x4x5 ... Eu se não acabar aqui quero levar para casa para fazer...
Lá o deixei absorvido na tarefa e vim-me embora uma hora mais tarde do que o suposto. Tempo mais que bem ganho...






quinta-feira, fevereiro 25, 2010

As palavras fizeram-se para se trocar como beijos...

Lembram-se?
Biblioteca Mil Maravilhas Venda do Pinheiro?
Continuamos as nossas trocas... :)
(Ganho sempre muito mais do que dou.)

Susana: Fiquei muito contente com todas as respostas que nos deste e já transmiti aos grupos o que os deixou muito orgulhosos (Creio que assim deste mais razões para eles aprenderem a gostar de ler). Já temos publicada mais uma história elaborada por um grupo de 1ºano, mas amanhã deve aparecer mais do 1º e do 2º! (Histórias elaboradas na sequência deste trabalho) 
A Rainha Gulosa
 Era uma vez...
Uma rainha
Que vivia num castelo.
Usava pantufas de chocolate,
Um robe de algodão doce,
Um colar de pipocas,
Um pijama de gomas.
Deitava-se numa cama de gelatina,
Com lençóis de mousse de manga.
Tinha uma almofada de molotofe.
Os seus sonhos eram sempre doces.
Era uma rainha muito gulosa.
De tantos doces comer, engordou
E os seus dentes estragou.
Ficou uma rainha feia e mal encarada que já não cabia na porta da entrada.
E pronto final, a história está acabada!

(Alunos do 1º ano - Turma A - Venda do Pinheiro)

Mimo de volta (comentário):

E eu que comecei a ler cheia de fome só a pensar em doces... o apetite a crescer, a água na boca a nascer como um rio, já toda prontinha para devorar as coisas boas da história... quando, de repente, vocês me lembraram, e muito bem, que havia um preço a pagar se eu fosse muito muito gulosa: a saúde estragava-se todinha e eu (que sou uma princesa disfarçada) ainda acabava com ar de bruxa desdentada!
Adorei a história! Quero mais mais mais!!! Já que não posso comer muitas coisas com açúcar, posso ir saboreando as vossas histórias que são bem mais docinhas que as coisas mais doces de que a história fala. :)
Beijiiiinhos mágicos (quem recolhe um destes beijinhos... fica ainda com mais vontade de ler e escrever... É uma espécie de feitiço... bom e doce!)

Reportagem para a Exame Informática - Jornalista Hugo Séneca no nosso Clube Scratch time


Hoje no Clube Scratch time:

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Transparency in education

By Joaquim (Herr Macintosh)

Gostei do conteúdo e da ferramenta.
(Não vou espreitá-la já... porque me falta o tempo para grandes explorações.)


GoAnimate.com: Transparency in education by http://goanimate.com/user/0TNFJrbsmDvM

Like it? Create your own at GoAnimate.com. It's free and fun!

Sempre (mais) professora (que)...

Pois...
Como formadora de professores (formação em contexto), sempre que faço um acompanhamento de uma aula (me desculpem os adultos) centro a minha atenção nos alunos.
A atenção que dispenso ao professor-formando relaciona-se com
- o reforço ou encorajamento de gestos bons para os alunos
- o (meu) exemplo de acção (tomar das rédeas, ou em paralelo) que ajude e promova o saber e descobertas dos alunos, a valorização dos seus produtos, o raciocínio e sua explicação pelos próprios, a comunicação da forma como pensam, ou o que pensam sobre a forma como outros pensaram e, até, a introdução de conteúdo matemático substantivo que por vezes os professores receiam antecipar por considerarem prematuro (a relação de proximidade entre mim e o professor-formando tem permitido essa minha acção de forma natural, o que é muito estimulante)
e, até,
- a correcção de gestos que entenda serem prejudiciais para o aluno em particular, ou para aula em geral (de forma discreta, mas não deixando que não seja feito o melhor possível na aula em que estou presente).
Não estou lá para assistir a nada, para avaliar nada, estou lá para ajudar a crescer quem se deixar contagiar pela minha experiência e entusiasmo.

Acabo sempre por chegar à mesma conclusão, independentemente das características do professor ou das aulas que acompanho: sou sempre muito mais professora do que formadora.
E , por causa disso, até talvez seja boa formadora (não sei, hei-de vir a sabê-lo nos balanços finais) mas é dos alunos que não voltarei a ver (quando os acompanhamentos terminarem) que sentirei mais saudade.
É de dar aulas (mais aulas minhas) que sinto saudade.

Decididamente houve uma razão forte para não ter aceite o convite para ficar como professora na Universidade de Lisboa aos 22 anos. Houve uma razão para não ter aceite nunca integrar os quadros da ESE quando o convite me foi feito, alguns anos depois (antes de ter 30).

Quando finalmente este ano aceitei este papel relacionado com a formação de adultos, sorriram e disseram: finalmente conseguimos arrancar a Teresa aos meninos dela...

Mas a verdade é que não conseguiram. Aprendo muito, sim. Cresço. Cada minuto vale a pena por toda aprendizagem feita e que ainda farei. Mas arranjei mais meninos (centenas), criei muitos laços com eles e, naturalmente, não pude/poderei aprofundá-los. Não são completamente os "meus" meninos. Terei saudades de tudo o que aprendo com as suas descobertas e perguntas. E dos abraços e sorrisos deles. A formação de adultos, por muito desafiante que seja, não é a minha paixão. Nem a minha vocação. Só experimentando poderia ter a certeza.
Gosto destes balanços. Fazem-me pensar que na vida tenho feito sempre as escolhas certas das portas que abro e das que fecho. Paz, portanto. Um bem maior. Sei disso.

Deixo aqui um dos momentos de hoje que não resisti a captar. O anonimato fica preservado porque o nome que eu digo não é o do aluno em causa (depois de desligar ele corrigiu-me... oh professora de matemática, o meu nome não é esse... é... ....... são tantos meninos, perco-me... respondi-lhe eu e... perdoou-me a falha.)
O aluno é de uma turma de 1º ano e tem 6 anos.
Digam lá se não é absolutamente delicioso vê-los a crescer mesmo ali à nossa frente.

Será a imagem que guardarei do dia de hoje. O som dele.
É por isso continuo sempre (mais) professora (que)...
Não tenho remédio. Não tenho cura.
Nem quero ter.