... estou a precisar dela.
sábado, outubro 17, 2009
quarta-feira, setembro 16, 2009
Acordei com saudades da Lua...
sábado, setembro 05, 2009
quarta-feira, agosto 05, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
Entre o prazer e o dever...
domingo, junho 21, 2009
Aproveitar o tempo...
Como se os dedos, cansados de teclado, pedissem outros objectos para tocar. Como se o cansaço acumulado precisasse de algum espaço de silêncio branco. Faço-lhes a vontade. Por um bocadinho. Quando me apetecer retomo o comando e não lhes ligo nenhuma. Reajustes de final de Primavera... Balanços de início de Verão... Aproveitar o tempo para repensar a vida que tecemos em correria desenfreada. Reflectir sobre mudança...
quarta-feira, março 11, 2009
Whatever You Imagine *...
Tenho uma tendência crónica para bipolaridades.
Não... não oscilo entre depressão e euforia.
Prefiro as navegações cíclicas e diárias entre realidade e sonho. Faço-o em qualquer lugar, a qualquer hora. Pão para a boca. Alimento sem o qual não sei viver. Realidade em excesso entristece-me. Entristecida não reajo, não sei ser mais nem maior na luta para mudar... a realidade. As realidades. Também sofro do mal da dispersão e vou tentando impor-me limites. Mal amanhados limites, sim. E não ando adormecida, não. Vocês sabem ou não sabem mas também confesso que isso não interessa muito. Eu cá sei o que sinto, sei o que faço e não preciso de erguer frequentemente a minha entre tantas excelentes vozes para dizer do mal que me faz esta realidade desencantada, desrigorosa, desexigente, dolce fare niente a fingir de grandes obras.
Essa minha bipolaridade? O mais humano de mim. Levo-me como sou para todo o lado. Para as aulas também. Não é para servir melhor o que digo. Não é com intenção estratégica. Quem me conhece sabe. É por mim, porque não sei ser de outra forma. E dentro de uma aula se eu não for eu, serei quem?
Não combato a parte mais descolorida da realidade sem ter um sonho qualquer no bolso. Sem sonhos não sabemos pelo que lutar, tão pouco o que fazer.
Não tenho bem a certeza de que tudo o que imaginamos pode realmente acontecer. A verdade é que não me interessa muito. Podem acontecer coisas. Muitas coisas. Não precisam de ser todas as coisas para ser bom. Imaginar tem um bom sabor próprio que sobrevive sem concretizações.
Tenho, portanto, este vício incurável sem intenção de frequentar associação de imaginadores anónimos. Não tenho um problema. Sonhar é sempre uma solução.
Apenas uma escada que me viaja longe. Um ventinho na minha vela. Um sorriso para os dias mais desalentados. Um balão de ar quente em espera.
Eu também sonho com as mãos e procuro os gestos que dão forma aos desejos.
O maior poder. Aquele que realmente pode fazer acontecer melhor, mais justo e mais colorido mundo. E pelo meio, confesso, há momentos em que preciso de não me preocupar nem um bocadinho com o mundo para logo a seguir poder regressar a ele com carinho e dedicação. Até com saudade do seu jeitinho real de ser. Não, não é um anúncio a leite do tipo se eu não gostar de mim... É assim mesmo a constatação de que é no egoísmo profundo do que imagino apenas para mim, e me dá prazer imaginar só porque sim, que nasce o sonho altruísta que sustenta os gestos para acabar com as bruxas à face da terra, para fazer desaparecer todos os bandidos, para transformar abóboras em belas carruagens colectivas baratas e acessíveis que levam todos a belos destinos, para encantar príncipes e princesas pequeninos com números e palavras, dar colo a quem precisa e ainda escrever um poema, uma canção, ou uma história que faça falta a alguém.
Se, às vezes, pelo caminho útil do fazer, fugir só por prazer num sonho branco, vestir um vestido de baile (doce futilidade, sonho ainda por concretizar) e for até à Lua dançar, respirar, sei que serei desculpada logo que regresse e assente os pés na terra (e no mar), jeans e sapatilhas, mão na massa da vida.
Até já...
(ao virar da meia noite?)
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*Música da banda sonora de Pagemaster (1994)...
sábado, janeiro 10, 2009
Pôr a vida em ordem... e uma história a fazer de lareira
Entre muitos papéis, pelo menos consegui fazer a entrada lá para os lados do Clube onde a animação continua. Eles gostam de ver e eu gosto de partilhar.
Acumulam-se outras coisas, que a vida é cada vez mais carrocel (a funcionar com painéis foto-voltaicos) que nem com falta de electricidade pára.
Tenho um poema a bailar na cabeça, e mais palavras a querer sair... Bem tento sacudir, que o tempo é de escrever coisas dos factos e não coisas da imaginação, mas é de tal ordem a vontade que ontem na aula de EA, por conta de um desafio curto de escrita criativa feito às crianças (a precisar muito do exercício da escrita), acabei fazendo o mesmo trabalho que elas tiveram de fazer: concluir uma história com princípio oferecido. Foi apenas um miminho para elas, feito em poucos minutos que, em silêncio, a escutaram já no final da aula, perto das 18:30, com um frio a tentar invadir o corpo e a alma, depois de outras actividades concluídas nas salas feias onde temos de viver.
Uma forma de ajudar a recuperar o gosto pela escrita, pela leitura, depois de termos decidido criar no blogue da turma a rubrica "sugestão de leitura". Ontem já a C me dizia: comecei a ler um livro (algo raro nela) e depois vou ao blogue contar.
Os livros, as palavras e as histórias podem ser assim uma mantinha quente, uma lareira farta que nos aquece e ajuda (um bocadinho) a esquecer o facto de sermos esquecidos...
(Vocês bem sabem que não me alimento apenas de tecnologia... Alguns pediram no fim que lhes desse a história. Vou copiá-la e colocá-la no seu cantinho Geração Best como prometi.)
quarta-feira, novembro 05, 2008
Enquanto...
Logo verei se consigo cumprir milimetricamente este "oi"
sem tentações, sem complicações
nem recaídas...
sábado, outubro 11, 2008
Sorrir antes de ir dormir...


quarta-feira, setembro 10, 2008
Sou uma ilha...
Para além dos inúteis (de que não me apetece falar), muitos deles são as leituras necessárias, as referências cruzadas, as maravilhas de espíritos pensantes, espíritos activamente desejando saber mais e partilhando o que já aprenderam com os outros.
Quando finalmente acabar a tese, vou deliciar-me com a leitura mais serena de muitas coisas boas que me têm passado pelas mãos. Aí sim... far-se-á luz e eu direi: ai se eu tivesse visto isto... ai que agora é que eu percebi mesmo!... ai por que não disse isto?... ai que eu sabia tão pouco... ai que isto era exactamente o que precisava ali... e direi sobretudo... ai que bem me sabe caminhar, aprender, crescer... se isso me tornar melhor para alunos e pares...
Dói-me a realidade da necessária imperfeição depois de um trabalho concluído. Custa-me largar uma frase que sinto ainda ser uma criança. Um texto que ainda não está vermelho, macio e perfumado... Mas, aos poucos, terei de me habituar a conviver com a ideia de que um dia tenho mesmo de escrever a palavra fim no fim, custe o que custar. E que não poderei demorar uma eternidade a fazê-lo.
Tem sido a parte mais difícil.
O receio de não conseguir contar a história como ela merece, de ser banal, de não conseguir ler o suficiente para a aninhar como deveria e de ter de a partilhar antes de a deixar no barril do tempo a aperfeiçoar sabores e aromas.
Mas crescer também é isso:
aprender que o tempo é finito e que algumas coisas são como são.
(Verdades tontas, verdades simples, talvez por isso... verdades muito verdadeiras.)
sexta-feira, dezembro 14, 2007
A chama... chama
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Não me venham buzinar...
Gostei porque reconheci um certo brilho no olhar que partilho infinitamente sempre que entro numa sala de aula. O micro é a minha âncora. Tendência agora mais frequente para me esquecer do macro.
E finalmente conheci a Olga. A ocacao da Universidade de Aveiro virtual no Second Life. Conversámos brevemente. Às voltas com o mestrado. Ambas. Impressões, recordar as histórias. A doçura virtual que se adivinhava, a doçura real confirmada. Um beijinho, até qualquer dia, a vida leva-nos com ela.
São 20 horas. Saio da Faculdade. Mochila às costas. Mala a tiracolo.
Está frio.
O metro. Tanta gente correndo em tantas direcções. Eu devagar na minha. Hoje não quero ter pressa.
Uma estação apenas. E o combóio. Gente, muita gente.
Lá dentro está quente. Mas diz que fora são 12 os graus.
Hoje não me apetece ler. Não me apetece música. Não quero entreter o tempo. Deixo que o tempo me entretenha a mim. Apetece-me só saborear as conversas, os silêncios, os movimentos, os sonos, as leituras dos outros, as tristezas, os risos.
Lá fora a temperatura desce. No Pragal são já 9 os graus.
A Mãe e a criança à minha frente. O pico no dedo. Que não que não, tiras em casa. Dá-me a tua mão eu não mexo. Olha que se mexes nunca mais confio em ti! Acabam por adormecer as duas.
Um senhor de pé lê o Equador. Os jovens universitários recordam a festa de aniversário de uma amiga.
A temperatura é confortável. Lá fora já são 8 os graus.
Este combóio é de pouca(s)-terra(s), pouca(s)-terra(s)... em meia hora o meu destino. São 6 os graus perto dele. Preparo o gorro, o cachecol.
No carro são já 3 os graus. Gelo no vidro. Pagar o estacionamento. Partir.
Estão à espera de alguma nota poética sobre a descida da temperatura? Assim por exemplo do micro para o macro? Hoje não. Apenas a confirmação de que esta minha terra adoptada é bem mais fria que a minha terra de origem, a poucos quilómetros de distância. Mais de metade dos arrepios. Sem mais. Hoje observo a vida sem interpretar. Saboreio. Passeio-me nela.
No carro esta música:
Não me venham buzinar
(hoje não)
vou tão bem na minha mão...
Deito-me cedo apenas por uma questão de coerência.
Boa noite!


