domingo, maio 18, 2014

sexta-feira, abril 11, 2014

A Fátima Afonso e eu fomos finalistas (2.º lugar) no VII PRÉMIO INTERNACIONAL COMPOSTELA PARA ÁLBUNS ILUSTRADOS - KALANDRAKA

Dei também a notícia no meu blogue dedicado aos caminhos pela escrita:

palavras aqui e acolá 

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Ver notícia AQUI 
e AQUI

Vencedor:  A obra intitulada “Ícaro”, do ilustrador Federico Delicado, foi distinguida com o VII Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados (Kalandraka), no valor de 9000 euros e respetiva publicação nas cinco línguas peninsulares no próximo mês de outubro. Trata-se de um texto “muito contemporâneo”, segundo o júri, que o definiu como um trabalho “para pensar e sentir” pela sua capacidade para “despertar as consciências, sendo simultaneamente provocador e esperançoso”.


 
O álbum “Sonho com asas”, das portuguesas Fátima Afonso e Maria Teresa Martinho Marques, foi finalista

Para além de ter deliberado por maioria “Ícaro” como a obra vencedora, o júri do VII Prémio Internacional Compostela declarou finalista o álbum intitulado “Sonho com asas”, das portuguesas Fátima Afonso e Maria Teresa Martinho Marques, de Setúbal e Azeitão, respetivamente.


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Sonho com asas

"(...) E escolher é já metade do movimento, é aragem. Brisa quase vento. Pedaço da viagem.
Primeiro janela, depois horizonte-desejo alento e partida num barco à vela.(...)"


O Júri... com os trabalhos selecionados.


Pela sua qualidade, o júri recomendou a edição de “Antoni Gaudí”, de Dàlia Adillón Mars, da localidade barcelonesa de Vic; “Pescadoras”, de Nadia Graciela Menotti Ayala, de Buenos Aires; e “Máquina Ballena”, de Federico Fernández Alonso e Germán González Pintos, de Vigo.


Ao VII Prémio Internacional Compostela para Álbuns Ilustrados apresentaram-se 255 trabalhos de uma “grande qualidade”, originários de 21 países. O júri foi constituído pelo ilustrador português João Vaz de Carvalho, pela escritora Fina Casalderrey, pela professora Ángeles Abelleira, Manuela Rodríguez em representação da KALANDRAKA, pelo chefe do Departamento de Educação do Município de Santiago, Xosé Manuel Rodríguez-Abella, e pela vereadora da Educação, María Castelao.
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Uma alegria imensa! :)

terça-feira, março 11, 2014

Ensinar matemática não é só... (1)

Uma turma difícil por muitas razões de que não me apetece falar agora.
Só a cabeça de quem nada sabe sobre pessoas e salas de aulas (demasiado) cheias delas, é que acredita que ensinar é per_correr a correr centenas de metas e que aprender acontece porque o professor quer e manda. Aprender, compreender, amar..., como tanta coisa na vida, não é verbo que se possa conjugar no imperativo. A disponibilidade e desejo nem sempre estão lá (muito menos em simultâneo para 30 cabeças)... frequentemente não estão lá em grande parte do tempo e o percurso é complexo, muito complexo. Mas é impossível explicar isto a quem se esconde atrás de gabinetes e papéis e finge acreditar que trabalha para o bem da escola.

Depois de muitas negativas num teste de resolução de problemas com números racionais, resolvi formar grupos para a correção tentando, mais uma vez, encontrar solução para o facto de ter de lidar com turmas de 30 sem tempo de qualidade para cada Pessoa a meu cargo durante blocos de 90 minutos... alunos do ensino especial, repetentes, crianças que transitaram mas reprovadas a matemática no ano anterior, outras com vidas complicadas, profundamente desmotivadas e pouco disponíveis para aprender.

Circulando pelos grupos, numa tentativa de interagir de forma mais próxima com eles, dou com o B choroso e duas meninas de olhos vermelhos (grupo de 5). Este menino costuma ser dos que  necessitam de ver regularmente contida a sua exuberância desorganizada e despropositada. Naturalmente, achei estranho e perguntei o que se passava, se era algo que ele queria partilhar comigo, ou que eu pudesse ajudar a resolver. As lágrimas começaram a correr-lhe pela cara. Uma das meninas perguntou-lhe: posso contar à professora o que se passa? Ele, sempre em silêncio, disse que sim com a cabeça. Sabe, professora, a Avó dele está com Alzeimer e agora não o reconhece. Enquanto me explicava isto, a F também tinha lágrimas nos olhos. Ao lado dele a M começa a chorar e diz-me: Desculpe, professora, lembrei-me da minha Avó que já morreu e foi a mesma coisa...

Comovi-me, fiz uma festinha na cabeça do B.
Balbuciei umas palavras de consolo, que lhe desse muitos beijinhos e miminhos, que a abraçasse, que ela era a mesma Avó, mas que estava fechadinha dentro dela e não conseguia comunicar com ele, que era bom ele tentar que a sua cabecinha se concentrasse também noutras coisas boas e até no trabalho, para poder estar forte e ajudar a famíla neste tempo difícil.

Ensinar matemática não é só...


ilustração: Gabriel Pacheco

quarta-feira, fevereiro 19, 2014

How to Enhance Learning by Teaching Kids About Neuroplasticity - Edutopia

http://www.edutopia.org/blog/neuroplasticity-engage-brains-enhance-learning-donna-wilson?utm_source=facebook&utm_medium=post&utm_campaign=blog-teaching-kids-neuroplasticity-link

Gosto de conversar com os alunos e este costuma ser um tópico importante de conversa, porque há muito que acompanho o que se faz na área e que acredito nessa plasticidade onde o "hard work matters". Que é como quem diz: acredito nos alunos. Claro que não chega falar uma só vez e é preciso regressar à ideia. Hoje foi dia de "neuroplasticidade" nas aulas de matemática em duas turmas e supreendentemente (ou talvez não... que eu sou um bocadinho teatral e convincente) alguns alunos (dos que estão regularmente meio adormecidos e distantes) pareciam ter-se transfigurado e passaram a aula de dedo no ar respondendo a perguntas... surpreendidos por entenderem o que eu dizia e conseguirem responder. E também sei que uns dias são melhores e outros são piores e que como não preparei estas turmas desde o 5.º ano, não estou confiante de conseguir levá-las em tempo útil até onde desejo.
O problema? Sempre o mesmo. São alunos a mais na mesma sala e cada vez mais desmotivados, carentes de atenção e incapazes de autocontrolo ou autoregulação que encaram o professor como polícia, só trabalhando se solicitados e vigiados (uma maioria expressiva, mas com exceções admiráveis de alunos que, neste momento, trabalham com um programa próprio e definido por eles, sem dependerem de mim - um dia explico este exercício de diferenciação que já pratico há anos).
Um longo caminho a percorrer que seria bem mais simples se o desinvestimento na educação não estivesse a roubar à escola o maior bem de que devia dispor: tempo e atenção para cada pessoa-aluno, tempo para o professor poder otimizar o seu trabalho junto dos seus alunos, partilhar práticas e refletir/aprender sobre/com elas. 


Uma mão-cheia de coisas essenciais em falta...
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Edutopia: If you're looking for more resources around brain-based learning, here's a useful list of all of brain-based learning blogs: http://www.edutopia.org/blogs/beat/brain-based-learning.

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Invasão da Casa Andresen - Edições Eterogémeas (e novo recanto)

Invasão da Casa Andresen - Edições Eterogémeas

Mais uma participação numa coletânea, a convite do editor Luís Mendonça... o livro-caixa é um objeto muito especial...


... e criei um portefolio independente da Teia só para as atividades da escrita

Palavras aqui e acolá


http://teresamartinhomarques.blogspot.pt/

segunda-feira, janeiro 13, 2014

tão mais doce sem...

Primeiro dia de aulas - A aula terminou e ela diz-me, enquanto arruma as mil canetas coloridas: a Mãe comprou-me aquele livro, de que a professora falou, com exercícios para treinar e eu gosto muito dele... é que tem primeiro resumos a explicar tudo e depois exercícios... Sabe, professora, a Mãe agora não me deixa ver televisão... Mas estás de castigo por alguma razão? (arrisquei perguntar, embora esta princesa não tenha ar de exasperar ninguém) Não, não é isso. É que eu descontrolo-me um bocado a ver televisão e depois não faço mais nada... e a Mãe comprou livros e diz que em vez de ver televisão eu vou ler.
Olha, dá-lhe muitos beijinhos e diz que ela é a melhor Mãe do mundo por se preocupar tanto contigo e ser assim cuidadosa e exigente...
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Hoje, no início da aula, perguntei: Então, deste-lhe beijinhos e disseste que gostas muito dela? Mais ou menos... ficou vermelha, como fica sempre que me dirijo a ela, ou que fala comigo... Ela já sabe que eu gosto muito dela.
Mais um pretexto nos primeiros minutos de aula (a última da manhã) para lhes explicar (aos 30) todo o amor contido na exigência, nos cuidados e nos nãos de quem cuida deles. Sinal de que vos amam e que se preocupam. Têm de lhes mostrar que gostam deles, todos os dias! Um dia vão perceber ainda melhor aquilo que vos estou a dizer. E, claro, também vão perceber por que sou tão exigente e vos peço tanto... a vocês e a mim!
E a aula começou serenamente... por acaso com uma história que lhes fui contando, quase completamente verdadeira, de um bolo de chocolate fantástico (bolo/tarte de mousse de chocolate, da casa Negrito em Azeitão) que comprei e comi no meu Natal e que foi pretexto para um problema que os deixou a sorrir, com água na boca e com as mentes ginasticadas!


(A vida nas escolas podia ser tão mais doce sem...)




quinta-feira, janeiro 09, 2014

Uma ervilha de castigo...

Hoje, num intervalo entre duas aulas de matemática, uma aluna veio ter comigo à secretária (eu a tentar escrever os sumários no PC) e perguntou: Tem um tempinho para me ouvir? Tenho sim, sempre... E ela: O que é um ponto azul no teto? E eu: Hummmm... deve ser... um ponto azul... no teto. Ou deve ser um pingo de tinta!!?? Risos. E ela: Não é não, é uma mosca de jeans! Rimos (havia mais duas amigas encostadas à secretária). E logo de seguida ela: E o que é um ponto verde no canto da sala? E eu: Uma mosca com camisola verde? Rimos. E ela: Não não! É uma ervilha de castigo!!! E eu: Olha, a mãe da Joana tem cinco filhas... a Nana, a Nene, a Nini, a Nono... como se chama a quinta? Ela: Nunu! E a amiga muito depressa: Chama-se Joana! Olha lá (virada para a amiga), então a professora não disse que era a mãe da Joana? Mais risos. Disse-lhe: Apanhei-te!!! Rimos ainda mais um bocado e saímos a correr para a aula seguinte.
Adoro estes pequenos nadas que são tudo no respirar da escola.
Pena haver cada vez menos tempo para respirar com eles este ar bom de estar só a ser sem mais nada. Só isso... e seria tanto. 


(E tão necessário).


quarta-feira, dezembro 25, 2013

"The search for the origin of life..." - um programa excelente e muitos recursos

Acabou de passar no Programa Observatório do Mundo - TVI24. Tenho de repetir o visionamento porque não comecei do início. Como na programação (online) não consegui encontrar qualquer informação sobre o assunto... precisei de fazer algum esforço para descobrir a fonte deste excelente programa (usei a expressão: "vida como dança de eletrões" em inglês...) e encontrei o que queria AQUI!
Nesse espaço, disponibilizam o vídeo, muitos recursos educativos e ligações sobre o tema.

Excelência no mais puro estado.