1º - As formigas voltaram à minha casa. Tive segundo round de uma guerra que pensava ter vencido. Agora sim, respiro há dois dias, mas aprendi a não me convencer de que lutar uma vez basta...
2º - Eu não digo que é no Verão que elas se insinuam? Que diabo! Tem de ser sempre Agosto?
3º - Se há cigarra que não dorme e que gosto de ouvir cantar para me despertar os sentidos é uma chamada Isabel. Ora espreitem lá aqui e vejam se não é verdade: vai de abalada um bocadinho, mas deixa sempre uma adenda que nos acorda para o real.
4º - O que as formigas gostam, eu já percebi, é de tentar passar despercebidas... por isso são tão pequeninas.
5º - Para ver melhor, aqui fica um link até ao formigueiro - ECD versão 2 de Agosto (que o sindicato desconhecia e se pretendia fosse negociado mesmo assim. )
6º - Nada do que fizemos chegar aos ouvidos da ministra teve consequência que se visse. Tal como o insecticida, não chegou a quantidade da primeira vez.
7º - Não dá para fingir que não as vemos. Mais tarde ou mais cedo trepam por nós acima e mordem. E vai doer... Oh se vai. Em breve o som mais ouvido na escola será o amarfanhar de papel das fichas/formulários aos montes aprovadas por despacho ministerial e que servirão, depois de preenchidas por enorme variedade de actores, para avaliar o desempenho do professor. E comecei já a ouvir os sinais de desimportamento... para que é que eu quero chegar a ser titular? Bom bom será ser só professor e nem poder ter cargo nenhum para não ter mais trabalho...
E isto não é tudo o que tenho ouvido. O pior é o silêncio. Aquilo que não se ouve. Não se sabe. (Não se quer saber?)
8º As formigas consomem coisas "inertes". E até conseguem atacar coisas vivas que mexem.
9º Ao céu, onde voam os sonhos com asas de querer algo mais, não há formiga que chegue. (Ai... não é verdade... há formigas com asas! É preciso é voar mais alto do que todas elas.)
10º Abre as tuas asas.
Teresa, fui mesmo de abalada por uns dias do meu cantinho, não quer dizer que não faça uma visitas rápidas para não ficar desctualizada. Hoje é só aqui que deixo comentário, mas deixo. Não me espanta esse argumento dos professores "para que é que quero ser professor titular?", e eu até não sou nada virada para pensar em função de dinheiros, mas ser professor é uma função de grande responsabilidade e mal paga pelo menos nos primeiros e intermédios escalões e o trabalho de um professor com os alunos tem que ser bom em qualquer escalão e é esse o trabalho que em primeiro lugar deveria ser reconhecido. De que servirá um bom professor titular se os que mais trabalharão com os alunos não tiverem estímulo e reconhecimento? Por outro lado, quem virá a pagar o clima de competição que se vai inevitavelmente gerar nas escolas já que não basta o mérito, haverá as cotas? É como se numa turma não pudessem ter nível 4 ou 5 todos os alunos que o merecem.
ResponderEliminarBem, estou apressada, fiz só um comentário a isso que calculo que muitos professores estarão a dizer, "para que quero ser professor titular?" Eu acho que é preciso discutir nas escolas, fazê-los pensar, fazê-los nortear-se também pela simples defesa da justiça e luta contra hipocrisias governamentais meramente economicistas que se estão nas tintas para as consequências nos alunos e nas motivações dos professores que se reflectirão nos alunos.
É incrível que continue a ser em Agosto que estas coisas acontecem..."Gostam de passar despercebidas..." mas são horripilantes...Que mudanças da 1ª para a 2ª versão? No essencial nada...
ResponderEliminarConcordo contigo há que abrir asas e "voar mais alto do que todas elas"