sábado, abril 29, 2006

Página em branco...



Sem inspiração para coisas elaboradas...
Coisas úteis, necessárias...
Apenas porque o dia está bonito...
Porque preciso de fazer outras coisas...
Porque é sábado e tudo o que parece não ser importante é ainda mais importante nestes dias nossos.

.


A primeira palavra
não aparece
não se compadece
não me visita.

E agora?

Sem ela
como vou vestir,
aquecer, colorir
a página vazia,
esta mancha fria?

O branco é,
muitas vezes,
a cor que o silêncio tem.

...

.
(E, às vezes,

sabe tão bem...)

8 comentários:

  1. Anónimo11:23 p.m.

    "E, às vezes, sabe tão bem..." deixar apenas um vestigio silencioso de que estive aqui! :) Lindo poema.

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  2. De Leiria com a minha solidariedade.
    Há dias em que é preciso parar e reflectir, e tentar não ouvir sequer o murmúrio incessante da corrente contínua do nosso próprio pensamento...
    Pois!...

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  3. Há momentos em que as palavras não conseguem exprimir o que estamos a sentir. Nesses momentos valem os gestos, o olhar, a atitude...
    Uma página em branco pode também quer dizer muita coisa!

    P.S.- Já me esquecia de agradecer pela força que me deste para os concursos de professores. Obrigada.
    Beijinhos

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  4. O silêncio faz muita falta nas nossas vidas...
    Abraço a todos e bom Domingo!

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  5. Só agora aqui venho deixar um pouco do meu pensamento tantas vezes em branco... tantas vezes simplesmente pensamento... a vaguear por caminhos que não existem... que talvez nunca mais volte a sobrevoar... É o tak silêncio que às vezes sabe tão bem... simplemente deixarmo-nos Ser... deixarmo-nos Ir...
    Beijinho 3za. Obrigada por este silêncio... :)

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  6. Obrigada eu pelo voo desse teu pensamento... Sabe bem.

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  7. Anónimo8:47 a.m.

    Perdóname por no ser capaz de escribirte en tu lengua, pero no quería dejar pasar la oportunidad de saludarte. Me gusta tu blog y me gusta el poema... "A primeira palavra..."

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  8. Agradeço (gracias?) as tuas palavras, a tua visita... através dela descobri a "tua teia" fascinante. Me gusta. Gosto. Darei notícia dela... juntá-la-ei aos meus favoritos.
    A língua da poesia não tem fronteiras... tu lengua, a minha língua... são as mesmas...

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