terça-feira, junho 09, 2009

10 de Junho... um olhar diferente num tempo diferente...

Via Discursos do Outro Mundo do Paulo Frias, cheguei aqui.

Da parceria entre a Museu da Presidência e a Comunidade Cultural Virtual (CCV), resultou a programação das comemorações oficiais do 10 de Junho em Second Life! (Paulo Frias)

Twitter: pfrias Excelente trabalho da CCV e do Museu da Presidência na reconstituição em Second Life do património histórico do Museu!

Não sei se terei tempo já já para passeios virtuais (tentarei espreitar), mas tenho de certeza tempo para apreciar a arte especial de Halden Beaumont (aka Hugo Almeida) na sua bela machinima divulgando a presença da Presidência em Second Life no 10 de Junho...


Os tempos são outros e eu gosto de todos os tempos. De aproveitar o que cada um oferece de melhor. Porque para quem não possa ter acesso directo a tudo o que há, o virtual é uma possibilidade a ter em conta para envolver, cativar, seduzir para a participação e para o conhecimento.

Tudo faria ainda melhor sentido, claro, com um país a prestar mais atenção ao real, para que as águas fossem devidamente separadas, mas pronto. Ainda acredito num melhor rumo para esta minha terra. E gosto muito dela. Merece esse crédito, o meu carinho e o meu empenho crítico na procura activa de soluções que façam dela uma melhor nação para se viver com justiça e igualdade de oportunidades.

segunda-feira, junho 08, 2009

Tecnologias, educação, casas de banho e electrodomésticos...

Já ando para contar este episódio há tempos.

Imaginem-me sentada no sofá a tentar comer assim a correr uma espécie de coisa parecida com um almoço antes de regressar à escola. Televisão ligada nas notícias. Pára tudo! Estão a falar das TIC na escola (davam relevo à instalação de muitos quadros interactivos) e de como tudo se torna por artes mágicas mais interessante e divertido para os alunos, que assim se esforçam e aprendem mais. Aguardo que um dia o exemplo usado numa qualquer reportagem me convença de que caminhamos todos no certo sentido. Ficaria feliz.

Nestas coisas da televisão o tempo é muito contado e não se pode mostrar tudo, mostra-se qualquer coisa... Num segundo, estávamos numa sala de aula moderna, a professora (por certo nervosa com a invasão das câmaras) fazia uma pergunta aos alunos (1ºC) respeitosamente sentaditos a olhar para ela junto ao quadro (interactivo): "O que é que os homens usam na casa de banho?". A minha cabeça acelerou em silêncio: que resposta pretenderá a professora? E ainda a ouvi partilhar muito depressa uma pista importante (por certo apercebeu-se de que a coisa não tinha resposta fácil nem única). "É um electrodoméstico!" (aqui em casa esse electrodoméstico não existe)... e puff... A reportagem acabou de repente como começara para dar lugar à campanha eleitoral ou bancos, ou futebol, ou... (não me lembro bem porque é sempre mais ou mais a mesma coisa e se disser isto não me devo estar a enganar por muito...). Mas eu já ria à gargalhada, no maior respeito, meio engasgada com o sumo, tentando perceber as razões da escolha de um tal segmento de segundos para ilustrar uma peça sobre as TIC na educação. Sobre a interactividade que elas permitiam e os bons efeitos produzidos. Há mistérios que me escapam. Mas eu sou uma pessoa simples... não alcanço os grandes desígnios da informação.

À noite o Cara-metade perguntou-me: rias de quê sozinha à hora de almoço?

Nem queiras saber... nem queiras saber...

(Vou convidá-lo a ler esta entrada hoje para ver se se convence que ainda estou com a minha sanidade mais ou menos no sítio certo... e não careço de internamento compulsivo.)

domingo, junho 07, 2009

Eleições, lixo, ginjas, tese, podas, correcções e sopa...

Vota-se cedo porque o dia é longo.
Aproveita-se a saída para deitar fora parte do lixo e reciclar o possível (metáforas antecipadas?)
Batem à porta. A doce Helena conseguiu-me as almejadas ginjas para tentar reproduzir o doce especial da minha Avó com receita de um livro que herdei dela (editado há cerca de 50 anos): Mestre Cozinheiro. Só que era suposto receber as ditas daqui a mais algum tempo, que o tempo agora mal dá para comer, quanto mais para fazer compota. Mas alguém não foi buscar as ginjas encomendadas à loja e assim lá vieram elas ter a minha casa para não morrerem sem dono.
Ai telefonar ao Pai e à Mãe cheia de secreta esperança: digam-me lá, que eu era pequenina e não me lembro, o doce da Avó Mila era com as ginjas inteiras, ou não havia sinal de caroço? A resposta que eu temia.
Ai descaroçá-las! (2 kg já sem o peso sólido da madeira redondinha dentro delas...)... Ai panela ao lume a tarde toda enquanto tentava (e consegui) escrever o Resumo da tese. Compota demorada como convém a um dia de eleições: espera longa e sofrida pelos resultados...
Pelo meio, arejar no jardim alguns minutos. Tesoura em riste, vontade imensa de podar e arrancar coisas sem nexo, desadequadas, feias, invasoras, tortuosas, más, daninhas. Secreta esperança de ver os desejos realizados noutros planos. Já nem sei. Andei por ali a cortar e a arrancar o quê? Soube bem divagar com a lâmina bem afiada.
Novamente a tese. O Pai do outro lado verifica a numeração dos anexos. Coisas para corrigir. Agarro-me a elas. Há sempre coisas para corrigir. Os votos ajudam à vontade de consertar a vida e o País. Corrige-se o que se pode com o possível... que o que se tem não é muito.
Depois dá a fome e doce de ginja já parece pouco. Uma sopa. Boa ideia. Assim muito cheia de cores variadas e massinhas em fundo espesso de grão, cenoura e cebola. As televisões normalmente já são espelho da minha sopa, hoje então ninguém as segura. Ferem a vista. Prevê-se ceia. Será que a sopa ainda arrefece antes de eu adormecer?
Aqui na família toda (e somos muitos) votava-se sempre da mesma maneira. Mas, sem confessarmos uns aos outros o que fizemos, sabemos exactamente que não colocámos a cruz onde sempre a desenhámos.
Todos gostávamos imenso das sopas da Mãe e somos peritos em reinventá-las. Há sempre novos sabores para experimentar se por acaso alguma coisa não for certa.

Sinais?
Não sei.
Muitos ausentes. Demasiados. Nada de novo.
Daqui a uns meses se verá o que foi isto.

Salva-se do dia uma sopa que vale por uma refeição que nunca há tempo para preparar e um doce de ginja divino (Vó Mila, aí nas estrelas deves estar orgulhosa de mim! Colher de pau numa mão e teclado de computador na outra! Tudo em síncrono e bom andamento!).
Coisas bem mais simples, saborosas e importantes do que muitos dos discursos que ouviremos esta noite. Desperdício de palavras.

Antes viessem declamar poesia e (co)mover-nos...
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sábado, junho 06, 2009

Nuno Júdice, Carminho, Amália Hoje, sabores da Madeira... Bons pretextos para uma fuga breve

Depois de uma sexta-feira densa que culminou numa longa reunião em torno das provas de aferição, decidimos de repente desaparecer daqui e ir em busca de poesia e música e o que mais aparecesse no caminho.
Não resisti a Nuno Júdice nem à sua Poesia Reunida 1967 -2000, não resisti à Carminho, não resisti a Amália Hoje.
Portugal nas minhas mãos quando fui pagar a conta.
E eu que nem gostava lá muito de fado... Mas depois da minha aluna Teresinha e de umas idas à Mesa de Frades... rendi-me. Rendi-me sobretudo ao Fado vivo ao vivo... Mas é importante comprar música de artistas portugueses. Investir naquilo que temos de melhor. A Carminho encaixa no critério (já havia falado dela há tempos).
Já na Casa Madeirence, fomos seduzidos por um polvo à lagareiro, uns lombinhos de vitela com batata a murro e grelos, um sumo tropical, um sumo de laranja, uma poncha de maracujá, um pudim de maracujá (divino).... bolo do caco (quentinho) na entrada, com umas azeitonas especiais... Nada de café que a noite queria-se profunda e bem dormida. Era o necessário para iniciar estes dois dias de muito trabalho. Alma e corpo preparados.
Regressámos perto das 12 e a teia ficou, é claro, às moscas...



LINHA 4

Enquanto sobrevoo a página, como a ave que espreita a ocasião para capturar a sua presa, procuro a imagem que me permitirá agarrar o poema. Depois, prendo o poema à página, como fazem os coleccionadores com as borboletas, espalmando as suas asas e deixando que a beleza nasça da sua simetria perfeita, como se uma flor dúplice pudesse viver eternamente.

Nuno Júdice, 2000





quinta-feira, junho 04, 2009

Um passeio virtual...

O Fernando Costa (FPCE) perguntou se seria possível mais uma sessão (como a do ano passado) em directo para os alunos de mestrado, que fosse uma espécie de "aperitivo" para o Second Life (cadeira de Comunidades Virtuais de Aprendizagem) e divulgação de algumas actividades e potencial educativo.
Eu ando destreinada... O tempo chega apenas para um ou outro encontro na Universidade de Aveiro. Mas tinha as parceiras ideais para criarem um roteiro (curto - cerca de uma hora) que nos transportasse pelo universo virtual: a Teresa Lobato Lopes (a nossa Teresinha da Península) e a Conceição Coimbra (uma amiga comum professora)... Tornaram-se ambas especialistas e construtoras/programadoras no SL.
E foi assim que tirei hoje uma hora da vida real para me passear pelo Terreiro do Paço (impecavelmente reconstruído), o Museu dos Coches, uma Biblioteca informativa sobre actividades de construção/programação e até uma Ilha Perdida onde me perdi dentro de água entre o canto de uma baleia, o voo de uma enorme tartaruga e, a seco, com os pavões e os seus gritos.

A São fez a foto das três para a posteridade (usámos em simultâneo a funcionalidade voz e estivemos sempre todas em conversa sorridente - headphones indispensáveis).

Foi uma viagem curta, mas saborosa.
Já que a vida nos tem mantido afastadas e que o tempo é como é, soube muito bem esta espécie de "telefonema" a três com passeio pelo meio e algumas explicações técnicas aos alunos de mestrado.
Back to reality now! :)

quarta-feira, junho 03, 2009

arTICular 2009

ArTICular e partilhar perspectivas - 2009
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Há um ano, ocorreu a primeira edição do Seminário arTICular, que se realizou a 31 de Maio de 2008, onde cerca de 120 professores se juntaram na Escola Secundária D. João II com o intuito de partilhar ideias e experiências de utilização das tecnologias em contexto educativo. Foram apresentadas mais de 20 comunicações, debatidos temas como a segurança na Internet e as ferramentas da web 2.0.
No fim desse dia ficámos com vontade de repetir, de continuar a arTICular e a promover a partilha de experiências, tendo como parceiros imprescindíveis os Coordenadores PTE das escolas da região.
Esta vontade conduziu-nos à realização de uma nova edição do Seminário arTICular, no dia 4 de Julho de 2009, desta vez na
Escola Secundária Augusto Cabrita, no Barreiro.
Os objectivos mantêm-se inalterados. Continuamos apostar na promoção da troca de experiências entre professores que vão inovando e que, no dia-a-dia, vão alcançando sucessos que por vezes podem parecer pouco significativos para quem os vive mas que devem, na nossa opinião, ser partilhados, para termos todos a oportunidade de reflectir sobre as metodologias utilizadas, nos efeitos produzidos e sobretudo para que sirvam de fonte de inspiração de outros colegas. Não temos dúvidas em afirmar que estas trocas constituem sempre momentos de enriquecimento profissional individual e colectivo.
Continuamos também interessados em perceber como a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), integrada nas diversas áreas de ensino, podem ser pretexto para inovação em educação, tendo sempre como meta o maior envolvimento dos alunos e de melhoria das suas aprendizagens.
Esta partilha, entre pares, será enriquecida com algumas sessões plenárias sobre temáticas emergentes.
A si, enviamos-lhe o convite para aderir a este sábado do início de Julho e para que traga as suas experiências, apresentando uma comunicação. Será, certamente, uma oportunidade para, em conjunto, nos desenvolvermos profissionalmente juntando os esforços daqueles que acreditam nas tecnologias como meio de promover a melhoria das aprendizagens.
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A comissão Organizadora
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(Sei que estamos todos cansados... mas não resistam ao apelo/desafio e participem! Mais uma vez este ano lá estarei com um grupo de Amigos carolas a promover um workshop em torno do Scratch! Mais pormenores depois. Estejam atentos à página do evento e... inscrevam-se!)

terça-feira, junho 02, 2009

O tempo... esse fugidio companheiro...

Decidida a acabar com a tese em mais cerca de 15 dias, antes que ela acabe comigo... :)
Que é como quem diz... acabar versão para entrega e correcção pela orientadora e depois disso retorno às minhas mãos para emendas, remendos e retoques finais (dependente, é claro, da data de devolução)
Ao mesmo tempo, aulas, provas de aferição (próxima reunião na tarde de sexta), últimos testes de Matemática dos alunos, trabalhos de Ciências para ver...
Serei comedida por aqui nos próximos tempos...

Um som suave, precisa-se.
(E mesmo quando não nos é dedicado, sabe tão bem ouvir e imaginar que sim...)



Billy Joel - Lullabye (Goodnight, my angel)

segunda-feira, junho 01, 2009