segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Self-efficacy in changing societies - A. Bandura, 2008


Mais alguns recursos...
(Eu e as cerejas... eu e os fios... eu e os livros...)

Albert Bandura



Clicar na imagem para ler excertos


Avaliação: do fim para o princípio

Li há bastante tempo (Perrenoud?) algo sobre a forma como a mensagem transmitida pelos exames e avaliações, a jusante de um sistema, informavam esse mesmo sistema e o condicionavam a montante. Algo como: durante uma reforma, de nada serve dizer que o ensino deve ser assim ou assado, que é mais correcto isto ou aquilo... todos aguardarão pelo tipo de exames no final e treinarão os alunos em conformidade... As pedagogias, as competências, centrado nisto ou naquilo, nada resiste à verdade. E a verdade é o que acontece realmente quando se fazem as contas finais, o que se decide observar e como, seja qual for a suposta intenção da dita reforma.

Ocorreu-me isto ao apreciar um documento que a escola me enviou há dias, designado por:

Instrumento de Avaliação
Presidente do Conselho Executivo
(pode ser consultado AQUI)

Logo que as grelhas do ME sairam, devem ter sido poucos os que resistiram à tentação de ver o que era contabilizado e de forma é que seria recolhida a evidência, para tentar perceber o que teriam de fazer para maximizar os pontos e obter o carimbo mais distinto de entre os carimbos possíveis.
Admito que, agora, com este documento, tenham feito o mesmo.

Eu cá, que me deixei cair em tentação e fui espreitar, apesar de ter já sido subtraída do processo (veremos se com cobertura legal) por não ter entregue os ois, cheguei a uma conclusão simples.
Seja o que for que se faça daqui para a frente... não se preocupem muito com os vossos gestos e acções... Vai ser precisa muita, mas mesmo muita atenção ao que se deixa escrito nas actas... nos relatórios, na ficha de auto-avaliação, no PCT, nas actas, nos relatórios, no PCT, em outros registos "relevantes", nos planos do 50, nos relatórios, na ficha de auto-avaliação, nas actas, nas actas... Quanto mais evidências deixadas como migalhinhas nos papéis de que passou a ser feita a escola, melhor... Acreditem em mim. Desenvolvam já a técnica, porque nem é muito complicado. Uma questão de treino e de hábito.
(O mito da objectividade pode ser o absurdo mais subjectivo de todos?)


Também imagino que alguns PCEs não voltarão nunca mais a ter tempo para ser verdadeiramente líderes desafiadores e inovadores, com um desígnio congregador e unificador de motivações em direcção a um futuro desejado por todos, no consenso possível, ombro a ombro com os seus pares, conhecendo intimamente o seu trabalho, as suas convicções, os seus anseios e preocupações, perdidos que andarão entre relatórios, actas, PCTs, registos, actas, relatórios, actas... a tentar descobrir evidências para preencher várias grelhas sobre os vários colegas (mais de 100 em muitos casos).

Não tenho dúvidas que sim, agora sim é que a escola vai mesmo melhorar e a qualidade das aprendizagens dos alunos e o empenho dos docentes vai passar a ser um exemplo olhado com desvelo e respeito no mundo inteiro, provavelmente até em Portugal...

sábado, fevereiro 07, 2009

Recursos: Investigação qualitativa (David Silverman)

Partilho mais alguns recursos que se têm revelado úteis...
(Sim, sim... livros, pois... vá lá... já me conhecem... é um vício... há piores... a casa vai ter de sofrer em breve uma remodelação...)

Clicar nas capas dos livros para ler alguns excertos e ver índices...

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O autor:

David Silverman is Professor Emeritus, Sociology Department, Goldsmiths College and Visiting Professor, Management Department, King’s College, University of London. He is author/editor of many top-selling qualitative books for Sage London: Interpreting Qualitative Data, 2/e (2001), Qualitative Research Practice (2004), Qualitative Research, 2/e (2004), and Doing Qualitative Research, 2/e (2004). He is also series editor of Introducing Qualitative Methods.(fonte)
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Doing Qualitative Research
A Practical Handbook Second Edition

David Silverman's seminal Doing Qualitative Research can justifiably claim to be `the supervisor in your pocket' for all PhD and Masters students embarking on their own qualitative research project.
This hugely popular textbook has been fully revised and updated and is one of the few books available that can claim to be essential reading for anyone planning their own research project.
Written in a lively, accessible style, this step-by-step guide provides answers to all the questions students ask when beginning their first research project. Silverman demonstrates how to learn the craft of qualitative research by applying knowledge about different methods to actual data. He provides practical advice on key issues, such as: defining `originality' and narrowing down a topic; keeping a research diary and writing a research report; and presenting research to different audiences.
Features of Doing Qualitative Research: Second Edition include:
- six new chapters
- case studies of students' own experiential accounts of doing research
- essential guidance on practical issues such as working with your supervisor or writing up your research
- end-of-chapter 'researcher's checklists'
- a range of examples from across the full range of social science disciplines, including sociology, education, health studies and business studies
- the latest discussions of CAQDAS and E-research
- an all new and extended methods glossary
Doing Qualitative Research: Second Edition retains Silverman's uniquely accessible, hands-on style, walking the student through every aspect of the process of actually doing a qualitative research project.
Packed with case studies and examples of students' experiences, the book has many features to aid study, including overviews, summaries of key skills and a glossary of terms. Each stage in the research process is grounded in worked examples based on the experiences of real students, with exercises designed both to test readers' knowledge and to encourage the development of practical skills.
(fonte)





Interpreting Qualitative Data
Methods for Analyzing Talk, Text and Interaction Third Edition

In this exciting and major updating of one the most important textbooks for beginning qualitative researchers, David Silverman seeks to match the typical chronology of experience faced by the student-reader. Earlier editions of Interpreting Qualitative Data largely sought to provide material for students to answer exam questions, yet the undergraduate encounter with methods training is increasingly assessed by students doing their own research project. In this context, the objective of the Third Edition is to offer undergraduates the kind of hands-on training in qualitative research required to guide them through the process.
New to the Third Edition:
- substantially rewritten so as to better match the realities of undergraduate qualitative methods courses
- more worked examples throughout the book to help students work with their data
- Chapter One now provides an extensive discussion of the practical and design issues of how to get started, establish a limited research problem, select a method, address ethical issues, get the information required and plan time effectively
- a completely new chapter on 'writing up' which includes a section on theorising from data. Also, a completely new ethics chapter.
- updating of all methods chapters
- in line with current undergraduate benchmarking practice, each section now begins with opening chapter objectives.
Interpreting Qualitative Data, Third Edition is a companion volume to David Silverman's Doing Qualitative Research: A Practical Handbook (SAGE, Second Edition 2005), a guide to the business of conducting a research project, together with its accompanying volume of key readings, Qualitative Research: Theory, Method & Practice (SAGE, Second Edition 2004), which provides further, more focused, material that students require before contemplating their own qualitative research study.
(fonte)


Qualitative Research
Theory, Method and Practice
Second Edition


Building on the global success of the first edition of Qualitative Research: Theory, Method and Practice, the new edition has been thoroughly updated and revised. It succeeds in providing a comprehensive yet accessible guide to a variety of methodological approaches to qualitative research.
Edited by David Silverman, the book brings together a team of internationally-renowned researchers to discuss the theory and practice of qualitative research. In each chapter, the contributors broaden our conception of qualitative research by drawing upon particular examples of data-analysis to advance their analytical arguments.
The contributors successfully combine a discussion of more traditional methods, with more recent developments in the field; including the use of internet data and researching visual culture.
Illustrated by case studies and practical examples, this student-friendly and engaging text will be an invaluable resource for all students involved in qualitative research across the social sciences.
(fonte)

Não enche...

Com dedicatória especial para todas as pedras do caminho (e são tantas ultimamente).
A razão sobreviverá acima de todos os absurdos e, ainda que possa demorar a recuperar dos imensos estragos já feitos, um dia sentirei que pertenço, que realmente me deixam fazer o melhor pelos alunos e valorizam isso, um dia a Escola vai ser digna desse nome e não voltarei a sentir-me como carta fora do baralho... Um dia.
Para já... depressão não.
Por causa de pedras?
Não enche... !

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

Palavras leva-as o...

Enquanto o plano tecnológico tarda em chegar... outra vez sem internet, menos computadores (avarias) e miúdos zangados porque precisavam de um computador que não têm (trabalho individual é normalmente uma miragem distribuída aqui e ali na medida das possibilidades)... os computadores prometidos há muito sem chegar...
lá vamos fazendo o possível com pouco.

Fico sempre com uma sensação de perda...
(Podia fazer muito mais.)


Esta semana foi assim:

http://scratchtime.blogs.sapo.pt/16210.html

http://scratchtime.blogs.sapo.pt/15795.html

http://scratchtime.blogs.sapo.pt/15948.html


Mortos de cansaço

Ainda a televisão.

Depois de rir... normalmente a nossa TV continua sintonizada na 2... por conta dos excelentes documentários do National Geographic que se seguem. Consigo estar a trabalhar em simultâneo (tarefas que exijam menos concentração) e acompanhar o essencial.
O de dia 3 foi particularmente interessante e precisava de deixar aqui pista para os imensos amigos que têm o péssimo hábito de não dormir o suficiente e que o fazem a más horas...
Comprometem a sua saúde e segurança de forma grave... mesmo que não acreditem.

Será que a falta de sono devido à vida moderna nos faz mal? É o cansaço o maior problema de saúde que a humanidade enfrenta? Muitos cientistas acreditam que sim e actualmente até têm provas disso. Novos estudos médicos revelam que a falta de sono pode desenvolver e exacerbar muitas doenças incluindo as do coração, obesidade, diabetes e depressão...


E... hummmmm... beauty sleep e tal... assim mantemos um corpo e uma pele mais jovens por muito mais tempo... é a tal história de... a década dos 40 aos 50 ser... os novos trintas... (se não vos convencer com a beleza e saúde interiores... quem sabe se com o apelo à imagem...)

Fica o alerta em jeito de conselho (porque me preocupo muito, vocês bem sabem...). As consequências nefastas são reais. Os exemplos dados foram convincentes... Ainda vão a tempo de reeducar os vossos hábitos... Sim?
Pela vossa saúde?

E esse alerta vai também para as famílias... o padrão de sono dos meus alunos começa a alterar-se (para pior) e isso tem consequências imensas para a sua vida, uma delas... capacidade intelectual e rendimento escolar. A pior de todas? Comprometimento da saúde, muitas vezes irreversível. Vejo frequentemente esses sinais à minha frente... É mais uma das dificuldades com que temos de lutar na escola a quem tudo se pede...

Coisas simples que faziam parte de uma sabedoria ancestral familiar (o sono, a boa alimentação... os bons hábitos de vida...) e que se tem vindo a perder com o tempo.
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Pena.
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quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Notificação

Estou em intervalito de almoço.
Toca a campainha.
Carteiro.
Sabe o número do seu BI?
De cor não...

Volto a casa.
Saio de casa.
O número do meu BI é copiado para um papel e eu assino dois papéis.
Para receber uma carta.

Lá dentro?

Isto:

Não se aplica, portanto, devido ao meu gesto, o artigo 37º.

Que é o quê?

Isto:

Artigo 37.º

Progressão
1—A progressão na carreira docente consiste na
mudança de escalão dentro de cada categoria.


(...)


Ok.


Como decidi não me candidatar a titular... ficarei para sempre parada onde estou. Portanto, se tivesse entregue os Ois, que não existem em lado algum no ECD, já se aplicava o 37, mas sem se aplicar propriamente, porque eu não verifico os requisitos e daqui já não irei a mais lado nenhum na minha carreira. Logo... ???

Sorte a do sistema educativo e da Escola Pública, eu não precisar de progressões ou outras cenouras que tais, para cumprir em consciência com a maior das dedicações todos os meus objectivos individuais, que afinal são colectivos, coisa de missão de quem abraça esta causa, colocando sempre a fasquia bem alta e as minhas crianças no topo de qualquer disparate. Sorte.

Sorte eu não recear que a tutela me venha a prejudicar se, por algum acaso, eu vier a precisar de ser deslocada para outras missões educativas noutros locais, um dia. O que for será. Não condiciono os meus gestos com o receio de mais tarde não ter certos benefícios por não estar na graça dos deuses do Ministério da Educação.

Me aguardem miúdos! Estou já já a chegar! E levo mais sorrisos para vos oferecer esta tarde que completarão os sorrisos da manhã... :)

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Scratch day! 16 de Maio 2009

Dear Friends of Scratch,

Last year, we were excited to host more than 300 Scratch educators and enthusiasts at the first Scratch@MIT conference (
http://scratch.mit.edu/conference/ ).

This year, we’re trying something different. We’re reaching out to the Scratch community to organize a network of gatherings, on the same day in all parts of the world, where people can meet, share, and learn more about Scratch.

We’re planning to send out an official announcement of Scratch Day on February 16. But, before then, we’re contacting a few of you who have been actively involved with Scratch, to help get things started. We’re hoping that you’ll be willing to sign up early to organize a Scratch Day event, to inspire others with ideas for organizing their own Scratch Day.

There are many different ways to organize a Scratch Day. You could arrange a hands-on workshop to introduce newcomers to Scratch, or an exhibition to showcase projects by local Scratchers, or a session where educators share their experiences with Scratch, or an informal gathering where Scratchers can meet one another and exchange ideas.

To learn more, visit the Scratch Day website (
http://day.scratch.mit.edu ), where you can announce your Scratch Day event, ask questions, find resources, join discussions, and connect with other organizers.

We’re hoping that Scratch Day will provide many opportunities to engage people in creative learning experiences. We hope you’re excited by the possibilities, and we look forward to working together with you to bring Scratch Day to your part of the world.

Mitch Resnick and Karen Brennan, for the MIT Scratch Team



Scratch day no MIT: http://day.scratch.mit.edu/event/7

Qualquer pessoa ou entidade pode aderir, inscrever-se e organizar...