quarta-feira, dezembro 17, 2008

Para não ficar vazio...

... encho com outras coisas
(se clicarem em play... vão mesmo até ao fim aos últimos segundos... como em outras coisas da vida... pois...)

Palavras?
Não me apetece(m)... pronto.




terça-feira, dezembro 16, 2008

Logo à noite... pois...

Logo à noite às 21, tertúlia de poesia e canto natalício na BE-CRE da escola...

a organizadora recebeu o meu cartão Scratch de Natal o que lhe deu uma ideia...
ah e tal e podias vir cantar a canção com a tua viola...
e eu: ah e tal e o trabalho que é tanto e isto e tal e pronto... e é noite... e é tarde... pronto... pronto... eu vou... eu vou

(imprimi a letra da canção... a viola jazia na parede arrefecida... afinador em riste... recordei rapidamente as notas... dedos a doer da falta de uso... doze cordas de metal é dose... para tanta ausência de calos e de tempos para os fazer)

aula de hoje de Matemática na turma GT (última antes do Natal)

as infindáveis doces histórias quando nos encontramos e aguardamos por todos... e o scratch e o pai e o irmão a trabalhar e a mana que viu o cartão de Natal da prof. e queria cantar a canção muitas vezes e queria saber como a prof. era e eu fiz dois projectos novos, viu? e o fred comentou tudo e eu fui ao blogue colocar o meu novo, viu? e eu passei o caderno todo a limpo e o meu irmãozinho ainda tem muita febre e o pai disse que eu agora até estava diferente arrumava a mala sozinha e já nem precisava de me mandar fazer os trabalhos... e eu não posso ir ao portátil a mãe é professora e depois tem muito que fazer e tal e nem sobra tempo...

eu: ah e tal vocês gostaram do cartão e tal e já sabem a música?
a Catfil: Ah e tal e eu até a copiei num papel aqui no caderno para cantar...
e eu: e quem é que e tal podia à noite e tal... se os pais....deixarem..?
oh prof. vamos ensaiar e depois e tal telefonamos aos pais no intervalo
pois... eles com a prof. já estão habituados e tal a estas ideias de repente - risos

ah e tal mas vamos trabalhar na mesma as operações... e vamos cantando pelo meio (... nem na última aula os deixo sossegados!)

...pode ser que um dia fique
mínimo múltiplo comum entre 4 e 6?
e nunca mais vá embora
e agora fazemos como?
Feliz Natal Boas Festas
já sabem que para adicionar é preciso...
hoje sempre a qualquer hora...
não esquecer a fracção irredutível!

E se cantássemos também o rock e os números? E o fado hip hop da bicharada?
Vá lá, nada de exageros... é só para cantar uma cançãozita de Natal! Não é um espectáculo do G!

saída para o intervalo:

prof. prof. a minha mãe deixa! Saltitando
prof.prof. a minha mãe também! Rindo
eu venho!
eu também!
...

não sei quantos virão... mas assim estou mais contente
estarei em boa companhia
logo à noite
eu a guitarra e eles...
os meus pardais a caminho do voo no 7º
(passa tão depressa... tanto como uma canção de que se gosta muito... mas essa pode voltar a ser tocada...)




Adenda (acabadinha de receber):

(...) Eu não encontrei a letra da música então estive a ver o seu projecto montes de vezes para escrever a letra enquanto ouvia. Eu vou lá hoje à noite e a minha mãe diz que só me pode ir lá levar, não pode ficar para assistir eu ainda estou a tentar convencê-la... Até logo... ah e mais uma coisa a Aquarium também pode ir, agora sim: Até logo!

Adenda 2

(foi muito bonito...)

Fases...

Quando iniciamos o trabalho com uma turma pela primeira vez há essencialmente duas fases que importa vencer até chegar ao ponto óptimo onde ocorre maior quantidade e qualidade de aprendizagens:

1 - Tenho dúvidas mas nem sei bem quais são... o melhor é ficar calado para não pensarem que sou burro ou gozarem comigo.

(Se o professor não criar um ambiente de confiança nesta fase e não conseguir eliminar a natural tendência de crueldade jocosa por parte de todos contra todos, com poucas excepções, quando revelam em voz alta as suas fragilidades, pouco poderá esperar... Costumo dizer-lhes que são poucas as coisas que me fazem zangar, mas uma delas, a pior, é... eu pergunto a um aluno qual o resultado da conta dois mais dois e ele responde três... e... alguém se ri. Não aconselho nem o sorriso! As consequências são muito sérias. Aos poucos acabam-se esses hábitos e as dúvidas começam a surgir... e o trabalho a atrasar-se um bocadinho, para logo a seguir se adiantar muito mais...)

2 - Exteriorizo a frustação olhando para um quadro cheio de coisas, depois da explicação do professor e, em ligeiro tom de birra e auto-comiseração, já que o professor gosta que a gente coloque dúvidas, lanço um: Não percebo nada disto!

(O professor deve treinar o aluno a capacidade de concentração que lhe permite acompanhar a explicação e identificar de forma precisa exactamente aquilo que não percebeu. Se um aluno diz que não percebe nada... o professor pode cair na tentação de explicar tudo outra vez... e ouvir exactamente o mesmo a seguir. Já não o faço. Paro a aula e tento levar o aluno a dizer exactamente o que não entende. A explicar a sua dúvida, A pedir a ajuda para o ponto específico que parou a engrenagem... Se é fácil? Não. Gasta-se tempo. Cresce em nós a ansiedade do não tenho tempo para isto tudo se quero cumprir o programa a correr em sufoco até chegar ao fim e suspirar: dei tudo. A verdade é que podemos dar tudo e poucos alunos terem recebido...)

3- interrompo o professor de forma organizada e peço explicação para pontos precisos onde sinto dúvida.

(A batalha está ganha... dali para a frente esse aluno toma conta de si e sabemos que vai ser fácil ajudá-lo porque cresce na consciência do que se passa à sua volta e na consciência de si e do seu pensamento em relação ao conhecimento.)

Isto a propósito de muitas coisas mas, na semana que passou e nesta, a propósito das operações com racionais, fase delicada do sexto ano. Demoro mais do que a média dos professores na abordagem ao conceito de fracção... olhamos de muitas maneiras até interiorizarem aspectos fundamentais. Depois nas operações sei que será mais fácil. Na turma que conhecia do ano que passou, estão quase todos na fase três (apenas três alunos novos caminham a passos largos para lá, pois os hábitos eram outros). Noutra turma que herdei, com 26 alunos, alguns com dificuldade e outros que ainda não dominam o português... estamos a chegar... e alguns já lá estão. Já é possível ver um dedo apontado a um pormenor, uma dúvida colocada com clareza e uma ajuda que assim pode ser certeira e ajustada à medida da necessidade.

Do não percebo nada disto ao não percebo isto aqui vai um caminho que não é fácil. Mas ao professor cabe ajudar o aluno a fazê-lo com rigor e exigência, ou de nada lhe servirá servir aos alunos lautas refeições matemáticas para sossego da consciência do conteúdo cumprido.
Esta semana disse a uma aluna que não conseguiria explicar nada se ela insistisse em dizer-me que não percebia nada. Corremos o quadro até ela perceber aquilo que não percebia. Mudou da noite para o dia. Acabou-se o ar aflito e zangado e a suavidade desceu às feições.

Parece tão simples tudo a quem não mora aqui dentro onde nós moramos.
Mas não é. É bonito, mas não é mesmo nada simples.
Com quase 30 dentro de uma aula... é tudo menos simples.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

O todo pode ser mais... ?

Final de Domingo de um fim-de-semana dedicado à tese... uma ideia sempre presente no texto que vai sendo escrito... a propósito da complexidade... a propósito dos métodos mistos... a propósito de tanta coisa...
... a propósito da vida? do mundo? dos professores?
O todo pode ser mais do que a soma das suas partes...

Uma sede de criar que me persegue. Quanto menos tempo tenho, mais premente se torna. Sempre foi assim. Ontem não lhe resisti e, ao cair da noite, meio voando, meio trabalhando, juntei a sede à necessidade de continuar a manter alguma agilidade na programação com o Scratch (experiências simples e rápidas, com um reportório muito reduzido de instruções) e moldei a ideia como pude. Aproveito e provoco também os alunos para que percebam que podemos usar instruções simples (partes) e obter efeitos interessantes (o todo... mais do que a soma delas).

Somos capazes de colar pedacinhos de vidro em vitrais, fundir gotinhas de tinta em pinturas, coser letras em poemas e romances, atar notas em sinfonias, abraçar pessoas em razões, causas e forças.

É um mundo maravilhoso este, onde a possibilidade existe e a magia que ambicionamos, afinal, não é magia nenhuma: é fruto que nasce de nós...



De madrugada umas pinceladas em falta e, agora, o projecto já partilhado com o mundo (em http://scratch.mit.edu/ )



Scratch Project

domingo, dezembro 14, 2008

Leis e outras coisas...

Gosto de ser e de estar esclarecida...

Detalhes Do Direito
('Umbigo, Paulo Guinote)

Ainda a propósito de gatos (e também do A-Team)...

Descobri este vídeo dos Gato Fedorento - série Zé Carlos no blogue Sala 16 (o primeiro blogue que fiz com alunos e que eles, dois anos e tal depois de nos termos separado, mantêm vivo). Têm por lá outras novidades... como um vídeo caseiro feito pelas A-Girls... (em torno das regras a cumprir nas aulas) e que provocou polémica... por serem os rapazes (representados por raparigas) os maus da fita e os incumpridores.
Assim crescem e amadurecem nos caminhos da convivência e da cidadania...

Tenho visto pouca TV e nem dei conta desta "rábula"... mas foi o vídeo escolhido por uma aluna do A-Team como vídeo da semana... Já que chorar não choro... em vez disso... sorRI!

Ao Domingo...


... uns trabalham.


Outros...
.

Humor servido com inteligência...


Falei do Antério AQUI.

Hoje venho dizer que o seu livro (nascido do Anterozóide ) já foi publicado.

Promessa de muitos sorrisos... (fazem falta e são precisos)